🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que comprar agora?

Há uma enorme incerteza no ar, uma completa incapacidade de se ver o final desta crise (desconfie principalmente daqueles que conseguem projetar o final da crise, seja ele feio ou bonito; a verdade é que não sabemos, ninguém sabe) e uma enorme dispersão de resultados possíveis

8 de abril de 2020
10:31 - atualizado às 13:27
Homem de contas em montagem com pontos de interrogação em volta

Antes de tratar do que realmente é — ou deveria ser — o tema desta quarta-feira, gostaria de deixar clara uma questão. Falo em defesa de alguns gestores de fundos e criticamente a outros supostos heróis. Vejo os jornais repletos de manchetes do tipo: “Veja o fundo ABC que ganhou durante a crise”. E aí vai o tal sujeito lá se explicar: “Eu já sabia que o mercado estava caro”; “Havia uma bolha nos fundos imobiliários”; “WEG era um short óbvio”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE



Como diz James Hillman, “todos nós somos um grande escândalo”. Mas deveria ter limite até para os escândalos. Deixemos de ser ridículos. Se você ganhou dinheiro na crise, está enquadrado em uma das três opções abaixo:

  1. Você conseguiu prever e entender o comportamento do coronavírus. Essa é a razão da queda dos mercados. Talvez possamos concordar que os valuations estavam esticados e o ciclo era muito longevo lá fora, o que amplificou e acelerou a queda. Mas é o vírus — e nenhuma outra coisa — a razão para a queda das Bolsas. Então veio o choque do petróleo para piorar as coisas. “Muito cisne para pouco lago”, como resumiu André Esteves em um de seus vários momentos de iluminação. Há três meses, ninguém previa, mesmo entre os melhores analistas do mundo, uma recessão nos EUA em 2020. Aliás, os indicadores apontavam na direção oposta. O maior risco para o ano parecia endereçado (eleição americana), a guerra comercial entre EUA e China abrandava e os PMIs mostravam estabilização ou até mesmo aceleração na margem desde o final do ano passado. Se foi o caso, parabéns. Você superou Bridgewater, Man, Renaissance e até mesmo Warren Buffett, que disse que não venderia suas posições por conta do coronavírus e, na semana passada, estava desovando ações de companhias aéreas.
  2. Você tem, por filosofia e abordagem sistemática, a compra de puts (opções de venda) fora do dinheiro, muito possivelmente sob inspiração de Nassim Taleb e Mark Spitznagel, de modo que tem por hábito a compra de seguros-catástrofe. Você sabe da impossibilidade de prever o vírus em si (nem vou entrar na discussão se o coronavírus é black ou white swan, pois, neste momento e nesta intensidade, ele era imprevisível; embora pudesse ser previsível que, em alguma hora na história da humanidade, teríamos uma pandemia de gripe). Então, você está sempre preparado para um black swan (qualquer um). Em sendo o caso, parabéns também. Contudo, uma análise mais criteriosa exigira estudar se essas compras de puts, ao longo do tempo, em horizontes mais dilatados realmente funcionaram. Lembre-se de que, para isso funcionar, precisa ser uma compra sistemática (caso contrário, você apenas deu sorte, não é sua real filosofia). Se você faz seguro contra tudo, a coisa acaba cara demais. As opções são absolutamente ilíquidas e caras no Brasil. Não há profundidade na pedra, não há prazo, não há preço razoável. A pergunta relevante aqui seria: você ganhou dinheiro na crise com as puts, mas valeu a pena ter adotado essa estratégia nos últimos 24 meses? O quanto você gastou com opções que viraram pó justificaria a estratégia? Outra dúvida: qual o sizing das opções? E em qual momento você as teria exercido: aos 110 mil pontos, aos 100 mil, 90 mil? Teria carregado até agora? O quanto você realmente teria conseguido proteger?
  3. Você deu sorte. Atirou no que viu, acertou no que não viu. Como um clássico iludido pelo acaso, está agora estampando as capas do jornais orgulhando-se de um mérito que, na verdade, é da aleatoriedade. O mercado elege seus heróis a partir das interferências da deusa Fortuna. Lembro mesmo do Raul: “Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy. (…) Entrar pra história é com vocês”. Não me iludo, tudo permanecerá do jeito que tem sido: a cada crise, morre o herói da crise anterior. Um por um vamos matando nossos ídolos. O tempo é rei e Durango Kid só existe no gibi.

Agora vamos para o que realmente interessa: o que comprar agora?

Como tenho tentado deixar claro nas minhas comunicações, entendo que o momento exige um foco total na preservação patrimonial. Há uma enorme incerteza no ar, uma completa incapacidade de se ver o final desta crise (desconfie principalmente daqueles que conseguem projetar o final da crise, seja ele feio ou bonito; a verdade é que não sabemos, ninguém sabe) e uma enorme dispersão de resultados possíveis. Uma enorme dispersão de resultados possíveis significa a possibilidade de perda permanente relevante do capital. Em outras palavras, maior risco. E, se há maior risco, devemos ser prudentes. 

Além disso, talvez desta vez seja diferente. Talvez. Mas, se olharmos retrospectivamente, perceberemos que todos os bear markets ao longo da história da Bolsa dos EUA desde 1900, sem exceção, implicam o teste do fundo anterior ao menos uma vez. Da minha parte, sempre que acreditei que desta vez seria diferente quebrei a cara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse discurso precisa ser entendido com alguma profundidade e calibragem. Em nenhum momento defende-se aqui a zeragem das posições em Bolsa, tampouco “não correr risco algum”. Esse é um ponto importante da aversão ao risco. Ser avesso ao risco não significa não correr risco; significa fazer cálculos e permitir-se correr só os riscos certos. Sair da cama é um risco. A completa aversão ao risco inviabilizaria a vida cotidiana.

Leia Também

A proposição de um portfólio mais defensivo no momento não representa a ausência de posições de risco. Essas duas coisas podem coexistir simultaneamente e não são paradoxais. Claro que você deve fazer isso muito ciente de que haverá volatilidade no meio do caminho, que as coisas podem piorar muito (assim, MUITO) antes de melhorarem, que isso requer horizonte temporal dilatado e o devido sizing da posição. Entre pequeno; nada muito grande ou concentrado. Vá pinçando uma coisa aqui e outra ali.

Quais seriam, então, esses riscos interessantes a se correr? Para mim, comprar ações de empresas mais óbvias. Desculpe se isso soa desinteressante, mas é o melhor a se fazer agora. Em raras vezes, o mercado dá a chance de se comprar empresas verdadeiramente boas por preços igualmente bons. Quando elas aparecem, podemos aproveitar. 

Que empresas são essas? Resumindo a história, “papel de gringo”. Coisas líquidas, com balanço forte, liderança de mercado, pricing power, vantagens competitivas claras, altas barreiras à entrada, longo e sólido histórico de resultados, com crescimento dos lucros por ação em amplos horizontes. Evite empresas alavancadas, com qualquer risco de quebrar agora (mesmo que não quebre, pode passar por brutal diluição

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gosto dos bancões para o momento — pegue a seu próprio gosto: Itaú/Itaúsa (mais caro e mais premium), Bradesco (belo yield, belo valuation, boa resiliência dos negócios, mas é aquela coisa mais Bradescão, né? Rápido e ágil como uma tartaruga, com esforços para ser mais descolado; tentamos com Next, Ágora e, agora, C6… 3 x 0 = 0? Eu gosto mesmo assim; em meio a uma crise, tartarugas podem ser compradas por um bom preço), Banco do Brasil (o valuation mais atrativo de todos, mas com aquele pequeno probleminha de ser estatal; baratinha, mas ordinária). Importante é ter bancão bem representado, como quiser.

Gosto de consumo de bens essenciais e das empresonas com histórico de bom management, consolidadas, marca premium, etc. Natura, Hypera, Raia Drogasil, e por aí vai.

Gosto dos setores regulados e concessões que são resilientes ao momento, como Rumo. Geradoras e transmissoras também oferecem TIRs reais bem bacanas para o momento, além das queridinhas do saneamento. Alupar, Sanepar, AES Tietê, Eneva, CPFL. Gosto de todas elas.

E, para fechar, gosto muito de Suzano, porque é meu dólar em Bolsa. Não tem nada como ter dólar na crise, desculpa. E se superarmos a crise? Daí a celulose vai buscar US$ 550 por tonelada. Para mim, basta. Enquanto isso, nos divertimos com dólar. Sem miséria, do verdinho, como diria o mano Sabotage.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar