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Caro leitor,
Depois de uma semana daquelas, a bolsa mostrou hoje sinais de alívio. Se as tensões em Brasília vinham deixando os investidores preocupados, também veio da política o principal fator que levou o Ibovespa a subir quase 4% nesta segunda-feira.
Com o pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e um certo “sumiço” de Paulo Guedes, o mercado temia que o próximo a desembarcar do governo Bolsonaro fosse justamente o ministro da Economia.
Mas hoje o presidente sinalizou que está com Guedes e não abre, ao dizer que ele é o homem que decide a economia no Brasil, aparecendo ao seu lado. É claro que o histórico mostra que não dá para inscrever na pedra tudo que Bolsonaro fala.
Então, ainda que os investidores tenham se mostrado otimistas na bolsa, no câmbio o “pé atrás” continuou bem evidente. O dólar permaneceu lá em cima e só não subiu mais porque o Banco Central resolveu atuar.
No noticiário corporativo, destacaram-se hoje as ações da Embraer, que tiveram a maior queda do Ibovespa depois que a Boeing desfez o acordo para formar uma joint venture com a brasileira. O Victor Aguiar conta tudo que aconteceu hoje nos mercados nesta matéria.
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E fica aqui um convite: amanhã, dia 28 de abril, às 13h, eu estarei ao vivo novamente com o advogado tributarista Samir Choaib respondendo às dúvidas sobre imposto de renda dos assinantes do nosso Guia Definitivo do Imposto de Renda.
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A separação entre Embraer e Boeing aconteceu há pouco, mas já podemos antecipar os próximos capítulos. Especialistas esperam que o litígio entre as empresas, que terá como palco a Justiça de Nova York, seja longo e desfavorável à brasileira. A Embraer, no entanto, espera que o retorno do setor aéreo nos Estados Unidos após a pandemia ocorra logo, o que lhe ajudaria a retomar o fôlego. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro também se pronunciou sobre o negócio desfeito, e disse que existe a possibilidade de a Embraer negociar com outra empresa.
A Embraer não foi o único tema econômico que Bolsonaro tratou hoje. O chefe do Executivo também quis deixar claro o seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a fim de fortalecer um dos pilares do seu combalido governo. Após a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça na última sexta, a possibilidade de uma saída de Guedes estressou os mercados, que se animaram hoje com o afago público do presidente.
Guedes, por sua vez, reforçou o seu discurso de responsabilidade fiscal e divisão dos custos da crise. Chamou para a cobrança os servidores públicos e lhes pediu um sacrifício. “Não peçam aumento por um ano e meio, contribuam com o Brasil”, disse. O ministro também manifestou otimismo com a saída do Brasil da crise econômica, como mostra esta matéria.
O governo prepara uma Medida Provisória para permitir a cessão de trabalhadores de uma empresa a outra enquanto vigorar o estado de calamidade pública em razão do coronavírus. A intenção é atender os segmentos que estão precisando de mão de obra, preservando renda e empregos.
O déficit fiscal de 2020 deverá ganhar o seu lugar na história. A projeção do mercado é de que os gastos do governo ultrapassem as receitas em 6,20% do PIB, o maior rombo desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em 2001. A causa, é claro, são as despesas relacionadas ao combate às consequências econômicas da pandemia de coronavírus. Confira esta e outras estimativas pessimistas para a economia brasileira nesta matéria.
Bolsonaro virou alvo do Ministério Público Federal, que investiga suposta interferência do presidente no Exército. Os procedimentos apuram se a revogação, por parte de Bolsonaro, de três portarias referentes ao monitoramento de armas, constitui uma violação à Constituição. A acusação é sustentada por procuradora “linha-dura”, como o Estadão conta.
Em meio a uma crise de dimensão histórica incomparável, quem pode dizer que sabe o que está à frente? Além de uma pandemia mundial para a qual a ciência ainda não encontrou soluções e uma crise econômica sem precedentes, agora nós, brasileiros, nos deparamos também com uma crise política severa, diante da perda do ministro que representava o pilar ético e moral do governo. O que vai acontecer na política? Como vamos sair da crise econômica? Vamos retomar as reformas? E quando a nossa vida em sociedade vai voltar ao normal - se é que o “normal” não mudou definitivamente? Talvez o melhor seja fazer como algumas das mentes mais brilhantes dos nossos tempos e admitir: “Não sei”. Na sua coluna de hoje, Felipe Miranda fala sobre como lidar com essa incerteza.
Um grande abraço e uma ótima noite para você!
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