🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Admirável semestre novo: riscos e oportunidades para a segunda metade do ano

Devemos parar, respirar fundo e observar o panorama de risco, antes de refletir sobre uma suposta alocação ideal. Sobre os risco, eu poderia enumerá-los; veja neste texto

7 de julho de 2020
7:33 - atualizado às 13:32
Imagem: Shutterstock

“Grande é a verdade, mas ainda maior, do ponto de vista prático, é o silêncio em torno da verdade.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não se pode ter uma civilização duradoura sem uma boa quantidade de vícios amáveis.”

— Trechos retirados da obra "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley

Estamos iniciando mais um semestre no ano de 2020, o qual aguardamos ansiosamente reservar surpresas melhores que a primeira metade do ano (ou ao menos não tão ruins). Tenho trazido com certa frequência para este espaço diversas provocações no sentido das inúmeras instabilidades passíveis de serem verificadas nos mercados atuais. Como tenho dito, na contemporaneidade, definiremos possivelmente diversos paradigmas que poderão nos nortear nas próximas décadas, positiva ou negativamente.

Isso acontece nas mais variadas esferas, da monetária para a fiscal, do comportamental para o social, da economia real para os ativos financeiros; enfim, muita coisa pode mudar muito mais rápido do que conseguimos pressupor a priori. Aliás, o processo de transformação já começou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, vivemos em um mundo cada vez mais incerto, complexo, dinâmico e instável, infelizmente. Huxley tentou nos mostrar, já na década de 30, que civilizações duradouras costumam vir acompanhadas de uma respectiva boa quantidade de vícios amáveis. Inegavelmente, somos reféns de nosso próprios vícios cada vez mais. Entendam isso como consolo, ou então, que as coisas podem piorar ainda mais. Curiosamente, o tal mundo "mais incerto, complexo, dinâmico e instável" poderia ser entendido, sob uma perspectiva de Huxley, como não só algo necessário, mas positivo também. Se quisermos sobreviver, talvez tenhamos que caminhar cada vez mais nessa direção.

Leia Também

Quando transpomos o fenômeno de acumulação de vícios para um mercado já muito rápido e ansioso por natureza, geramos incontáveis distorções. É o que podemos verificar ao nos atermos aos novos horizontes para os mercados financeiros globais. Depois de um choque tremendo em março deste ano, tentamos gradualmente nos recuperar, procurando forçosamente estabilizar os patamares de preço e nossas referências indicativas.

Sem sucesso.

Por mais que tenhamos contido o estresse em demasia anteriormente testemunhado, perdemos muito do senso de realidade, que, vale dizer, já estava bastante deformado antes mesmo de toda essa confusão sanitária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais os riscos no horizonte?

Friamente, com o acima exposto na cabeça, devemos parar, respirar fundo e observar o panorama de risco, antes de refletir sobre uma suposta alocação ideal. Sobre os risco, eu poderia enumerá-los da seguinte forma:

I) possibilidade de uma segunda onda do coronavírus: por mais que, como já tratamos aqui, muito dificilmente tenhamos uma reação tão bruta sobre o mercado como foi na primeira onda, ainda é um risco a se ter no radar. Não tem mais um peso tão grande, evidentemente, pois os processos já estão vigentes, as estruturas de combate ao vírus ainda estão montadas e existe a natural precificação do fenômeno pelos agentes; ainda assim, vale se considerar na matriz de probabilidades associadas, uma vez que retomadas das quarentenas ao redor do mundo podem prejudicar a recuperação da economia. Existe uma história correndo solta no mercado que poderíamos iniciar a precificar uma suposta recuperação em "raiz quadrada" (imagem abaixo) - sim, o pessoal é bem criativo. Caso isso acontecesse, a revisão das estimativas de consenso hoje marginalmente para baixo poderiam ter reflexos mais agressivos devido à sensibilidade vigente do mercado (vide ponto II).

Fonte: BlackStone

II) Teoria Monetária Moderna: vivemos hoje sobre um grande experimento global de expansão quase que ilimitada de liquidez. Os balanços das autoridades monetárias se incham cada vez mais e a compra de ativos se torna generalizada. Considero este talvez um dos piores vícios impostos ao mercado na atualidade. Como um economista de viés liberal clássico, em partes pautado pelos pressupostos da chamada ortodoxia econômica, tenho sérios questionamentos sobre a viabilidade de expansão monetária indefinida em horizontes dilatados de tempo. Na minha opinião, estamos apenas socializando os problemas de hoje para com as gerações futuras ao passo que tornamos os mercados inexplicavelmente sensíveis e desvirtuados; afinal, o quanto os balanços inchados dos BCs, os subsequentes déficits públicos e o resgate de empresas quebradas prejudicam a curva de produtividade de longo prazo de uma economia?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

III) Risco fiscal e político institucional brasileiro: já tratei bastante deste tema por aqui, o que me permite ser mais telegráfico em minha abordagem. O Brasil passa por um momento muito ruim em termos econômicos (do ponto de vista fiscal). Se por um lado caminhamos bem desde 2016 com o governo Temer no sentido de uma sanidade fiscal mais aprimorada, ainda que aquém do necessário, a crise sanitária global destruiu boa parte do progresso conquistado até aqui. Como se não bastante, a chuva de problemas desgastou demasiadamente um governo que já possui uma deficiência crônica na própria articulação política. Perdemos boa parte da continuidade das reformas físicas e de produtividade, ao menos em um primeiro momento, sem grandes expectativas de vê-las sendo retomadas com a mesma pujança.

IV) Eleições americanas pressionam: há quem diga que existe um certo risco democrata no ar. Eu até acredito que Biden tenha chances e que, caso ganhe a corrida pela Casa Branca, até possa atuar no sentido de uma agenda de elevação de impostos, prejudicando os lucros e as margens. Mas, no meu entendimento, Biden é uma excelente solução democrata. Político raiz considerado partidário do diálogo e posicionado no centro do centro, um verdadeiro moderado. Portanto, se é que Biden é ruim, dos males o menor. Digo isso porque, por mais que uma vitória de Biden machuque um pouco as estimativas de lucros, ela ajuda no quinto e último risco que pretendo apresentar.

V) A década perdida pela falta de globalização: Ray Dalio, o maior gestor do mundo, tem falado em uma possível década perdida para as ações por conta da piora na globalização. Uma melhora na relação entre EUA e China poderia ser um bom sinal. O protecionismo de Trump acarreta rearranjo grotesco das cadeias de suprimento globais, tendo por consequência um retrocesso da globalização, com perdas marginais. Se por um lado Biden pode ser visto como parcialmente negativo para as empresas em termos de tributos, por outro acaba fortalecendo essa visão diplomática dos EUA para com o mundo. Além disso, toda a dinâmica de instabilidade de Trump gera volatilidade. Volatilidade tem preço e, se Biden pesa dos mercados, o Trump também faz.

Diante disso, como ficam as oportunidades?

Resgatando um pouco do risco dois, o JP Morgan tem argumentado que o mundo está afogado em muita dívida para que os mercados de ações voltem a cair. É verdade. A quantidade de liquidez força os agentes a comprar tudo naquela combinação também já tratada neste espaço entre a TINA e o FOMO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Definitivamente, não temos barganhas aqui. Os lucros caíram e os preços subiram, resultando em valuations esticados nas mais diversas óticas. Ainda assim, respeitando uma proporção adequada, ainda acredito que caiba um pouco de risco nas carteira via ações. Eu combinaria uma agenda cíclica doméstica com posições no exterior. Caixa, juro real longo, Bolsa brasileira e Bolsa estrangeira, pesando em nova economia e tecnologia. Para contrabalancear, ainda cabe ouro nas carteira, de modo a proteger as exposições - em um mundo de muita liquidez, você precisa ter ouro.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Se você tem curiosidade para saber quais são as melhores oportunidades considerando todos os risco que expus, o convido para ler a série mais vendida da Empiricus, a Palavra do Estrategista. Nela, Felipe Miranda, uma das pessoas mais influente do mercado financeiro brasileiro, comenta sobre suas principais e mais interessantes ideias para os mais diferentes perfis e patrimônios, tudo considerando a complicada conjuntura atual. Quem acompanha tem tido acesso a ideia de proteção e de multiplicação desde muito antes da crise. Convido a todos para conferir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar