Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A diversificação certa para escapar dos riscos que você nem sabe que existem

Sua carteira deve ter um pouco de tudo, mas nas proporções corretas. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco

25 de agosto de 2020
5:47 - atualizado às 13:31
homem na tempestade, vento
Imagem: Shutterstock

Em fevereiro de 2012, o então Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, enquanto concedia uma coletiva de imprensa, proferiu algumas palavras que, à época, acabaram soando confusas e engraçadas, mas que, na verdade, carregavam grande sabedoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ocasião, Rumsfeld declarou: “[…] because as we know, there are known knowns; there are things we know we know. We also know there are known unknowns; that is to say we know there are some things we do not know. But there are also unknown unknowns—the ones we don't know we don't know […]”.

Donald Rumsfeld, ex-secretário de defesa dos Estados Unidos
Donald Rumsfeld, ex-secretário de defesa dos Estados Unidos

Basicamente, traduzindo e resumindo o racional, o secretário elenca três tipos de conhecimento: i) os que sabemos que sabemos; ii) os que sabemos que não sabemos; e iii) os que não sabemos que não sabemos.

Por mais que soe um pouco bizarro, eu mesmo já tive a oportunidade de trazer o terceiro tipo de conhecimento apresentado para esta coluna algumas vezes no passado, fato que já reflete minha admiração pela ideia.

Fui recordado do exemplo pela carta aos cotistas da Squadra, divulgada no último final de semana. Segundo a gestora, ao se referir aos impactos da pandemia em suas diferentes facetas e derivadas de primeira, segunda e terceira ordem, a equipe foi obrigada a revisar sua carteira inteira "dada a gravidade do choque e a probabilidade de surgimento de vários riscos desconhecidos (unknown unknowns')”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De fato, a amplitude e a profundidade dos novos paradigmas criados pela pandemia alteram a rotina cotidiana e geram novos horizontes sobre temas políticos, econômicos e sociais. Os principais desdobramentos, contudo, só conseguirão ser devidamente observados em horizontes dilatados de tempo, trazendo alterações estruturais nos setores e nas empresas. Tais transformações podem ser vistas como tendo sido proporcionadas por um “unkown unkowns” – a pandemia em si.

Leia Também

A ideia aparece em Taleb também sob a tese dos “cisnes negros”, eventos de alto impacto e imprevisíveis a priori — por sinal, justamente pelo fato de serem imprevisíveis, tais acontecimentos acabam proporcionando grandes alterações nos preços dos ativos, em um movimento de grande nova precificação, como o sell off de fevereiro e março.

Em um ambiente tão incerto, diversificar seus investimentos torna-se imperativo — seguindo o racional não só de Taleb, mas de outros gigantes do mundo dos investimentos, como Ray Dalio, Howard Marks e até a própria carta da Squadra.

Não quero que o leitor aqui entenda a diversificação como algo abstrato e que todo mundo já conhece, até mesmo porque os dados mostram que a maior parte dos investidores, especialmente os mais novos, por mais que conheçam o conceito de diversificação, tendem a concentrar mais do que deveriam suas carteiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, isso é uma das grandes deficiências do investidor de varejo usual. Tendem a diversificar menos suas carteiras do que deveriam, muitas vezes até de maneira profundamente prejudicial. Isso se agrava diante dos famosos “unknown unknowns” ou “cisnes negros”.

Não defendo aqui uma diversificação vazia e infinita, como a teoria talebiana poderia propor por meio do Barbell Strategy, mas, sim, uma pensada e equilibrada. Além disso, não devemos limitar nossa diversificação ao portfólio de ações. A abordagem deve contemplar a carteira completa, de maneira holística. Isto é, pensar em diversificar entre classes de ativos também.

Devemos trabalhar sempre com distribuições de probabilidades, as quais, como a Squadra colocou em sua carta aos cotistas, “[…] embora continuem mais dispersas do que o habitual, não se encontram tão inclinadas para cenários apocalípticos como estiveram há alguns meses. Podem, inclusive, ser mais propensas para o lado positivo no curto e médio prazo, dados possíveis ‘overshoots’ de políticas estimativas."

Ou seja, devemos posicionar nosso portfólio diversificando-o entre classes e levando em consideração a distribuição de probabilidades associadas aos possíveis cenários futuros. No caso, podemos até ponderar uma carteira mais construtiva, ao menos marginalmente, quando comparada com a posição que estruturamos em março ou abril de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exemplo prático: a Bolsa dos Estados Unidos está cara?

Há quem argumente que sim. Vale destacar que o movimento de subida dos preços foi acompanhado de uma expansão monetária sem precedentes. Vide abaixo a desenvoltura da Bolsa americana (vermelho) versus a evolução do balanço de ativos do Banco Central americano, o Fed (azul).

Paralelamente, a alta dos preços em função do afrouxamento quantitativo também é acompanhada de um achatamento ainda maior dos yields (retornos) em renda fixa; ou seja, a renda fixa, que já rendia pouco por questões estruturais (demografia e tecnologia), agora rende ainda menos por fatores conjunturais.

Note abaixo o Earnings Yield do S&P 500, um dos principais indicadores de ações nos EUA. O Earnings Yield é o inverso do múltiplo de preço sobre lucro e que costuma ser analisado por meio da subsequente subtração do juro da treasury de 10 anos.

Grosso modo, relativamente à renda fixa (ao risk-free global, mais precisamente), a Bolsa americana ainda não está impeditiva, mesmo que aparente estar cara por outros múltiplos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Custo de oportunidade é o nome do jogo.

Considerando os ensinamentos de Marks, "o risco é a coisa mais importante”.  O melhor gerenciador de risco é a diversificação. E, como diria Taleb, X não é f(X) — X é a realidade e f(X) é sua exposição à tal concretude. 

Ter um pouco de Bolsa americana não nos impede de ter proteções clássicas (metais, como ouro e prata, e moedas fortes), um pouquinho de investimentos alternativos (criptomoedas e crédito de carbono), Bolsa brasileira e renda fixa (local e internacional), sem falar dos investimentos imobiliários no Brasil e no mundo (FIIs e REITs).

Sua carteira deve ter um pouco de tudo, mas nas proporções corretas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Na Empiricus, a maior casa de análise independente para o varejo da América Latina, desenvolvemos diversos produtos que ajudam o investidor pessoa física a investir como os profissionais, levando em consideração tudo que falei acima. Parece difícil, mas não é.

Na série best-seller Palavra do Estrategista, Felipe Miranda, nosso estrategista-chefe e sócio fundador, fornece suas melhores ideias de investimento quinzenalmente. Com a assinatura, você conseguirá construir de maneira bastante robusta um portfólio completo e diversificado da maneira correta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia