🔴 É HORA DE SAIR DA DEFENSIVA: ESTES 10 ATIVOS PODEM MULTIPLICAR ATÉ 400x EM 12 MESES – CONFIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Queiroz é a bala de prata contra Bolsonaro?

O caso Queiroz aumenta a temperatura política, alimenta o noticiário negativo e gera maior dependência ainda do governo ao Congresso Nacional

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Imagem: Isac Nóbrega/PR

A semana em Brasília começa tensa com a notícia não confirmada de que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, negocia uma delação premiada. Ainda há pouquíssimas informações sobre essa possível delação, divulgada por uma fonte, na sexta-feira (26), para a CNN Brasil. No mesmo dia, contudo, o jornal Valor Econômico, em sua versão on-line, desmentiu a informação, seguindo outra fonte que participa da investigação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Verdade ou não, a notícia assustou os mercados e movimentou os bastidores de Brasília. Em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro busca paz institucional, o assunto abalou o que parecia ser o início de um período menos turbulento na cena política.

Muitos clientes me perguntaram no fim de semana se uma eventual delação de Queiroz pode ser a bala de prata contra o governo. Difícil fazer previsões sem saber se a delação de fato existe e qual seu conteúdo.

O caso Queiroz aumenta a temperatura política, alimenta o noticiário negativo e gera maior dependência ainda do governo ao Congresso Nacional, mas não acredito que seja uma bala de prata contra o governo. Mas será um grande risco se Queiroz provar que houve ajuda por parte do presidente para que a Polícia Federal protegesse Flávio, o que confirmaria a versão do ex-ministro Sergio Moro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, o caso traz muito mais riscos para Flávio do que para o governo. Comprovações aumentarão a pressão a favor de um processo no Conselho de Ética do Senado Federal. Nesse caso, o presidente Jair Bolsonaro terá que se distanciar do filho e proteger o governo.

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como calcular o valor justo do IPTU ou ITBI, o futuro da Selic e a crise no STF: o que move os mercados hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De agora em diante, o trade eleitoral é com emoção

Acredito que teremos muitos ruídos sobre uma eventual delação, mas é preciso entender que os próximos passos são incertos e as dúvidas são enormes.

Primeiro, há mesmo uma delação? Segundo, ela será aceita?

Já tivemos inúmeras tratativas de delações premidas que não prosperaram, por inúmeros motivos. Foi assim com o ex-deputado Eduardo Cunha, por exemplo, em uma possível delação que nunca aconteceu e tinha tudo para ser explosiva. Para uma delação ser aceita, provas contundentes e inéditas precisam ser apresentadas e comprovadas, apontando linhas novas de investigação que envolvam nomes graúdos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Terceiro, a delação envolverá o presidente? Se envolver apenas o senador Flávio Bolsonaro, teremos muito ruído e grande exposição negativa do governo na imprensa, mas não uma bala de prata. Longe disso.

Uma bala de prata necessita de uma tempestade perfeita para as três perguntas acima. A delação precisa ser confirmada, precisa ser aceita e precisa comprovar, por A + B, o envolvimento do presidente na história.

Ainda que não seja uma bala de prata, trata-se de mais um tema desconfortável para o presidente, que precisa, cada vez mais, de seus dois principais escudos: o apoio do Centrão e a popularidade estabilizada em torno de 30% de “ótimo/bom”.

Quanto mais essas duas variáveis perderem força, menos explosiva a bala de prata precisa ser para desestabilizar o governo. E quanto mais forte esses dois escudos estiverem, mais explosiva a bala de prata precisará ser para causar danos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E como estão esses escudos? Apesar do noticiário amplamente negativo, a popularidade do presidente não foi afetada, conforme verificado nas pesquisas mais recentes.

O Datafolha (23 e 24/06) mostrou que a avaliação “ótimo/bom” do governo oscilou de 33% para 32% de maio para junho. A “regular” passou de 22% para 23%; e a “ruim/péssimo”, de 43% para 44%. Já no campo político, o Centrão tem respondido bem aos novos desafios e, mais importante ao Presidente, tem evitado críticas públicas aos últimos episódios negativos.

Apesar dos fios desencapados do governo, seja Queiroz, TSE ou STF, o sucesso ou fracasso do Presidente Jair Bolsonaro dependerá, no limite, dos escudos políticos e sociais. O lado social tem mostrado resiliência. A polarização tem aumentado, mas o apoio de um terço da população tem se mantido estável. Apopularidade dá confiança e tranquilidade ao escudo político no Congresso Nacional, que também clama por mais participação dentro do Poder Executivo. Enquanto os escudos funcionarem, o governo, com inteligência política, pode avançar. No entanto, os fios desencapados podem aumentar o preço do apoio e desgastar as proteções que hoje o governo tem. 

Queiroz pode não ser a bala de prata, mas os desafios são imensos e a medida que as dificuldades legais, políticas e econômicas aumentam, Bolsonaro precisará trabalhar em um ambiente de paz institucional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, mais do que nunca, o governo precisa do seus 30% estáveis e da sua base aliada no Congresso organizada e coesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem gerada por inteligência artificial mostra mãos de homem abrindo uma carteira nas cores da bandeira brasileira vazia, sem dinheiro 7 de setembro de 2026 - 8:19
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma montanha russa entre diversos prédios na cidade, com fundos de centros logísticos, shoppings, lajes corporaivas e imóveis residenciais 4 de setembro de 2026 - 8:19
Logo bancos nadadores competição 4 de setembro de 2026 - 7:02
3 de setembro de 2026 - 8:18
bolsa ações small caps microcaps 2 de setembro de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quem está por cima, e quem está por baixo? 

2 de setembro de 2026 - 20:00
1 de setembro de 2026 - 8:37
Imagem traz um corte de um título de eleitor 1 de setembro de 2026 - 6:45

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O pêndulo eleitoral começa a se mover

1 de setembro de 2026 - 6:45
Homem chama elevador para descer 30 de agosto de 2026 - 8:00
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma miniatura de shopping center dentro de um shopping. ao redor, há caixas com notas de reais, simbolizando dinheiro guardado em caixa, investimentos ou aquisições 27 de agosto de 2026 - 8:26
Uma gangarra representando o Ibovespa: de um lado (vermelho), a gangorra está para baixo. De outro (verde), a gangorra está para cima. No centro, o Ibovespa. 26 de agosto de 2026 - 19:55
Mãos de robô e humano se tocando com o logo do Gemini Notebook, representando a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) do Google 26 de agosto de 2026 - 15:47
Mina da Vale em Ouro Preto (MG) 26 de agosto de 2026 - 8:12
Imagem mostra pessoas de uma família em um sofá, sendo um homem e uma mulher mais velhos e duas mulheres mais jovens. Eles estão se consolando, tristes, em luto ou preocupados. 24 de agosto de 2026 - 8:26
Blocos mostrando as siglas IPCA e Selic, referindo-se à inflação e à taxa básica de juros 23 de agosto de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mulher branca sentada à mesa, com notebook, caderno e óculos. ela está em frente a um fundo azul com dois sinais de interrogação ao seu lado. 21 de agosto de 2026 - 8:34
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar