Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Queiroz é a bala de prata contra Bolsonaro?

O caso Queiroz aumenta a temperatura política, alimenta o noticiário negativo e gera maior dependência ainda do governo ao Congresso Nacional

29 de junho de 2020
11:25 - atualizado às 14:08
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Imagem: Isac Nóbrega/PR

A semana em Brasília começa tensa com a notícia não confirmada de que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, negocia uma delação premiada. Ainda há pouquíssimas informações sobre essa possível delação, divulgada por uma fonte, na sexta-feira (26), para a CNN Brasil. No mesmo dia, contudo, o jornal Valor Econômico, em sua versão on-line, desmentiu a informação, seguindo outra fonte que participa da investigação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Verdade ou não, a notícia assustou os mercados e movimentou os bastidores de Brasília. Em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro busca paz institucional, o assunto abalou o que parecia ser o início de um período menos turbulento na cena política.

Muitos clientes me perguntaram no fim de semana se uma eventual delação de Queiroz pode ser a bala de prata contra o governo. Difícil fazer previsões sem saber se a delação de fato existe e qual seu conteúdo.

O caso Queiroz aumenta a temperatura política, alimenta o noticiário negativo e gera maior dependência ainda do governo ao Congresso Nacional, mas não acredito que seja uma bala de prata contra o governo. Mas será um grande risco se Queiroz provar que houve ajuda por parte do presidente para que a Polícia Federal protegesse Flávio, o que confirmaria a versão do ex-ministro Sergio Moro.

Dito isso, o caso traz muito mais riscos para Flávio do que para o governo. Comprovações aumentarão a pressão a favor de um processo no Conselho de Ética do Senado Federal. Nesse caso, o presidente Jair Bolsonaro terá que se distanciar do filho e proteger o governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acredito que teremos muitos ruídos sobre uma eventual delação, mas é preciso entender que os próximos passos são incertos e as dúvidas são enormes.

Leia Também

Primeiro, há mesmo uma delação? Segundo, ela será aceita?

Já tivemos inúmeras tratativas de delações premidas que não prosperaram, por inúmeros motivos. Foi assim com o ex-deputado Eduardo Cunha, por exemplo, em uma possível delação que nunca aconteceu e tinha tudo para ser explosiva. Para uma delação ser aceita, provas contundentes e inéditas precisam ser apresentadas e comprovadas, apontando linhas novas de investigação que envolvam nomes graúdos.

Terceiro, a delação envolverá o presidente? Se envolver apenas o senador Flávio Bolsonaro, teremos muito ruído e grande exposição negativa do governo na imprensa, mas não uma bala de prata. Longe disso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma bala de prata necessita de uma tempestade perfeita para as três perguntas acima. A delação precisa ser confirmada, precisa ser aceita e precisa comprovar, por A + B, o envolvimento do presidente na história.

Ainda que não seja uma bala de prata, trata-se de mais um tema desconfortável para o presidente, que precisa, cada vez mais, de seus dois principais escudos: o apoio do Centrão e a popularidade estabilizada em torno de 30% de “ótimo/bom”.

Quanto mais essas duas variáveis perderem força, menos explosiva a bala de prata precisa ser para desestabilizar o governo. E quanto mais forte esses dois escudos estiverem, mais explosiva a bala de prata precisará ser para causar danos.

E como estão esses escudos? Apesar do noticiário amplamente negativo, a popularidade do presidente não foi afetada, conforme verificado nas pesquisas mais recentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Datafolha (23 e 24/06) mostrou que a avaliação “ótimo/bom” do governo oscilou de 33% para 32% de maio para junho. A “regular” passou de 22% para 23%; e a “ruim/péssimo”, de 43% para 44%. Já no campo político, o Centrão tem respondido bem aos novos desafios e, mais importante ao Presidente, tem evitado críticas públicas aos últimos episódios negativos.

Apesar dos fios desencapados do governo, seja Queiroz, TSE ou STF, o sucesso ou fracasso do Presidente Jair Bolsonaro dependerá, no limite, dos escudos políticos e sociais. O lado social tem mostrado resiliência. A polarização tem aumentado, mas o apoio de um terço da população tem se mantido estável. Apopularidade dá confiança e tranquilidade ao escudo político no Congresso Nacional, que também clama por mais participação dentro do Poder Executivo. Enquanto os escudos funcionarem, o governo, com inteligência política, pode avançar. No entanto, os fios desencapados podem aumentar o preço do apoio e desgastar as proteções que hoje o governo tem. 

Queiroz pode não ser a bala de prata, mas os desafios são imensos e a medida que as dificuldades legais, políticas e econômicas aumentam, Bolsonaro precisará trabalhar em um ambiente de paz institucional.

Hoje, mais do que nunca, o governo precisa do seus 30% estáveis e da sua base aliada no Congresso organizada e coesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Guerra do Irã — amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de maio de 2026 - 20:49

Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carteira recomendada para maio, resultados do Itaú e Bradesco, e o que mais move a bolsa hoje

6 de maio de 2026 - 8:57

Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia