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Você precisa correr riscos se quiser enriquecer, mas isso não quer dizer que você deva correr todo tipo de risco.
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early).
Atendendo ao pedido da Marina, CEO do Seu Dinheiro, hoje começo uma série de quatro colunas sobre um tema chato, porém importantíssimo para o investidor: assunção de “riscos”.
Colocando assim, com “assunção” e risco entre aspas, a coisa ficou ainda mais sem graça do que eu tinha imaginado.
Mas nos dê uma chance... pelo que estruturamos aqui, tenho certeza que será enriquecedor para você como investidor.
Pode me cobrar.
Vamos do básico ao avançado nos próximos quatro domingos, da noção intuitiva de assumir riscos às diferentes estratégias que utilizamos para gerenciar portfólios na Empiricus.
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Neste primeiro texto, me perdoe o pleonasmo, mas vamos começar pelo começo: tem gente que não gosta de perder dinheiro.
Quantas vezes estive sentado com investidores individuais em processo de mapearmos seu perfil… faz parte da diligência entender a experiência, conhecimento e claro, o grau de aversão ao risco do investidor.
Eis que pergunto (está no script, não tenho como fugir):
Com relação aos riscos existentes no tipo de investimento escolhido, como você reagiria ao verificar que, após o período de 6 meses, o retorno acumulado foi negativo?
Principalmente entre os investidores com menos experiência, a resposta costuma ser unânime: resgataria imediatamente.
Em seguida, vem o comentário para os registros: resgataria imediatamente, porque eu não gosto de perder dinheiro.
Dizem que com o tempo fica mais fácil, mas eu ainda não me acostumei… na hora, me pego com uma cara cínica, pensando: e quem gosta?
Se encontrar alguém com fetiches financeiros sadomasoquistas, que se excite com a possibilidade de perder rios de dinheiro, prometo trazê-lo para uma entrevista aqui no Seu Dinheiro.
Mas acho que isso não vai acontecer, pois ninguém, independente do perfil, gosta de perder dinheiro.
Essa pergunta me tira o sono.
Talvez seja um pouco de efeito cascata das redes sociais: tudo está muito inclinado aos extremos.
Se não é doce, precisa ser salgado. Se não é o melhor produto do mundo, só pode ser o pior produto do mundo. E por aí vai.
Essa noção chega distorcida à educação financeira (ou à falta dela) sob a face de: ou você não assume risco nenhum, ou assume riscos de falência.
É como se não existisse nenhuma cor entre o preto e o branco.
Como se não existisse nenhuma alocação possível entre a poupança e a venda a descoberto de puts da Oi.
Mas, claro, na realidade as coisas são muito mais divertidas e complexas do que nessa dicotomia de extremos.
E por que isso é tão importante?
Porque da mesma maneira que eu não conheço ninguém que goste de perder dinheiro, também não conheço ninguém que tenha ficado rico sem nunca ter perdido dinheiro.
Aliás, quanto mais rico o sujeito, mais dinheiro geralmente ele perdeu ao longo do caminho.
Este é um dos axiomas mais sólidos dos investimentos: todo retorno potencial vem acompanhado de um risco.
Se você deseja enriquecer sem correr risco nenhum, você está à espera de um milagre. À espera do bilhete premiado da Mega Sena.
Não correr risco nenhum é a receita garantida para também não enriquecer no caminho.
Você precisa correr riscos se quiser enriquecer… entendido até aqui.
Mas isso não quer dizer que você deva correr todo tipo de risco. Que deva entrar em operações com potencial de arruinarem suas finanças.
Para assumir risco de maneira inteligente, você precisa entender e saber identificar por conta própria os quatro principais tipos de riscos encontrados no mercado:
Na semana que vem, vou explicar para você cada um dos quatro tipos e te ensinar a reconhecê-los.
Lembre-se: meu objetivo é ajudá-lo a assumir riscos da maneira mais inteligente possível.
Até lá, você pode se inscrever na newsletter do Seu Dinheiro, e receber um e-mail meu no próximo domingo, contendo o segundo texto dessa série que preparamos sobre risco.
Até semana que vem!
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