SPX vende ações de tecnologia nos EUA e avalia apostar na alta da Selic
Com R$ 35 bilhões em recursos, a gestora de Rogério Xavier vê um claro sinal de deterioração e potencial perda da âncora fiscal no país

Em meio aos questionamentos sobre o preço das ações de tecnologia nos Estados Unidos, a SPX Capital decidiu encerrar as posições compradas nas empresas do setor e também a exposição vendida em companhias menores (small caps).
A informação faz parte do relatório mais recente da gestora de Rogério Xavier, que conta com R$ 35 bilhões em patrimônio.
A SPX não informa exatamente quando se desfez das ações de tecnologia, mas é bem provável que tenha escapado da forte queda dos papéis dos últimos dias na bolsa norte-americana.
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“Seguimos com as posições relacionadas à eleição americana, que consideramos assimétricas em um cenário de vitória democrata na Presidência e Congresso”, informou a SPX.
Na bolsa brasileira, a gestora está comprada em empresas dos setores de utilities (serviços de energia e saneamento), telecomunicações, consumo e mineração contra uma posição vendida no índice Ibovespa.
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Juros vão subir?
A SPX espera pelo fim do ciclo de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central. Ou seja, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic estável em 2% ao ano na reunião que acontece na semana que vem.
Para a gestora, a grande dúvida agora é quando as taxas começarão a subir. “Com o fiscal deteriorando e a inflação dando sinais de normalização, acreditamos que as posições tomadas começam a fazer sentido no nosso portfólio.”
A SPX coloca em dúvida o cumprimento da agenda fiscal do governo em meio à saída de membros da equipe de Paulo Guedes e o ganho de popularidade do presidente Jair Bolsonaro proporcionado pelos programas de assistência adotados na pandemia, que deveriam ser temporários.
Na visão da SPX, Guedes deve seguir no cargo, mas com uma agenda esvaziada e com os pares no governo com ideias desenvolvimentistas mais valorizados.
“Não vemos ruído nessa esfera e, sim, um claro sinal de deterioração e potencial perda da âncora fiscal. A cauda está ficando cada vez mais larga”, escreveu a gestora.
Em moedas, a SPX reduziu a posição comprada em euro, mas segue vendida nas divisas de países emergentes. A gestora também se mantém comprada em metais preciosos e industriais.
Em agosto, o SPX Nimitz rendeu 1,59%, contra 0,16% do CDI. No ano, o principal fundo da gestora acumula retorno de 5,67%, ante 1,96% do indicador de referência.
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