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Números melhores que o esperado da economia europeia dão fôlego extra aos negócios. Após zerar as perdas do ano, o Ibovespa se aproxima do seu topo histórico
Depois de zerar as perdas do ano, o Ibovespa deve se apoiar no otimismo que chega do exterior para seguir se aproximando do seu topo histórico.
É que enquanto a agenda econômica brasileira está esvaziada nesta quarta-feira, lá fora o dia começa no azul e cheio de divulgações importantes. Mais cedo, números da economia europeia deram um fôlego extra aos negócios. Mais tarde, os investidores devem repercutir a decisão de política monetária do Federal Reserve, enquanto monitoram também a negociação do pacote fiscal americano.
Para muitos, reverter as perdas do auge da crise do coronavírus era algo inimaginável de ser feito ainda em 2020. Mas o Ibovespa conseguiu.
Após subir 1,3%, aos 116.150 pontos, na sessão de ontem, o principa índice acionário da bolsa brasileira reverteu a baixa do ano e agora acumula uma alta de 0,4% em 2020, se aproximando do seu topo histórico.
Mais uma vez, o bom desempenho do índice foi puxado pelas blue chips na bolsa - Ambev, Banco do Brasil, Itaú, Petrobras e Vale.
Em reação à ata da última reunião de política monetária do Copom, o dólar caiu 0,7%, a R$ 5,0889, também puxado pelo otimismo no exterior.
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Enquanto lá fora a vacinação contra o coronavírus é sinal de alívio, no Brasil o assunto é motivo para impasse.
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Hoje, o avanço do coronavírus pelo fundo fica em segundo plano, mesmo com a Alemanha e os Estados Unidos registrando um novo recorde de óbitos em 24 horas. Pelo menos agora pela manhã, a tendência é positiva, com o mercado preferindo focar nas novas chances de estímulos monetários e nos dados positivos da economia europeia.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da maior economia do continente europeu, a Alemanha, subiu a 52,5 na leitura preliminar, bem acima do esperado pelos analistas. Na zona do euro, o índice foi a 49,8 em dezembro, também acima da expectativa do analistas.
Já a expectativa por estímulos monetários continuam vindo dos Estados Unidos, os investidores esperam que o pacote fiscal discutido no Congresso americano, de pelo menos US$ 980 bilhões, caminhe. As lideranças democratas e republicanas relatam terem avançado nas conversas.
Após a divulgação dos dados da economia europeia, as bolsas do velho continente passaram a exibir mais fôlego e operam em alta moderada. Nos Estados Unidos, os índices futuros em Wall Street exibem sinais semelhantes.
Durante a madrugada, as bolsas asiáticas seguiram o mesmo padrão de comportamento, fechando majoritariamente em alta.
Nesta quarta-feira (16), o Federal Reserve divulga a sua decisão de política monetária (16h). Logo em seguida, o presidente da instituição, Jerome Powell, concederá coletiva. A expectativa é que a instituição mantenha a taxa de juros nas mínimas - na faixa entre 0% e 0,25% ao ano -, mas indique mudanças futuras no seu programa de estímulos. Nos Estados Unidos, as vendas no varejo também são destaque (10h30), além do PMI composto de dezembro (11h45).
No Brasil, os investidores monitoram a divulgação do monitor do PIB de outubro (10h15) e a paticipação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, (14h) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, (12h30) em eventos.
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