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Commodity continuou em queda nesta terça, em razão da fraca demanda; WTI caiu mais de 40% e Brent fechou abaixo dos US$ 20 pela primeira vez em 18 anos
O petróleo passou por mais um dia de fortes desvalorizações, com seus preços atingindo novos patamares históricos.
O contrato futuro para junho do WTI, negociado nos EUA, fechou em queda de 43,37%, a US$ 10,61, a menor cotação desde 1999 para os contratos mais líquidos.
Já o contrato para junho do Brent, negociado em Londres, caiu 24,40%, a US$ 19,33 o barril. Trata-se do menor valor para o Brent desde 2002, também considerando-se os contratos mais líquidos.
Ontem, o WTI para maio, com menos liquidez, caiu mais de 300% e encerrou o pregão com preço negativo, situação inédita no mercado futuro de petróleo. O contrato venceu hoje.
Mais cedo, os preços da commodity chegaram a ter certo alívio em meio às notícias de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai fazer hoje uma teleconferência extra para debater a crise, embora sem a perspectiva de já sair alguma decisão.
Outra reunião, marcada para 10 de maio, estaria sendo articulada para debater novos cortes na produção. Mesmo assim, as perdas voltaram a se aprofundar na parte da tarde. O WTI para junho chegou a perder mais de 60%, sendo negociado a US$ 8 o barril.
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A queda nos preços da commodity no mercado futuro reflete a expectativa de uma demanda muito menor que a oferta em razão das paralisações para combate à pandemia do coronavírus no mundo. Com isso, os estoques dos consumidores estão cheios, e o custo da armazenagem, que está quase no limite, está ultrapassando os preços praticados no mercado.
A forte queda nos preços dos Brent pode impactar as ações da Petrobras, uma vez que a estatal usa como referência o petróleo negociado em Londres. Nesta terça, a bolsa brasileira permanece fechada em razão do feriado de Tiradentes, mas os recibos de ações da Petrobras (ADR) negociados na bolsa de Nova York recuaram 3,51%. Já o EWZ, fundo de índice (ETF) de ações brasileiras, fechou em queda de 3,21%.
O desempenho dos preços do petróleo contribuiu para as bolsas asiáticas e europeias fecharem em queda nesta terça, e também pesa nas bolsas americanas. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
*Com Estadão Conteúdo.
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