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As ações da Petrobras subiram mais de 8%, na esteira da valorização do petróleo — lá fora, cresce a expectativa quanto a um acordo entre russos e sauditas
As ações da Petrobras fecharam em forte alta nesta quinta-feira (2), pegando carona na disparada dos preços do petróleo. Tudo isso por causa da percepção de que a Arábia Saudita e a Rússia estão perto de um acordo para esfriar a guerra de preços da commodity.
Os papéis ON da Petrobras (PETR3) subiram 8,59% hoje, a R$ 15,43, enquanto as ações PN da estatal (PETR4) avançaram 8,46%, a R$ 15,51. São as maiores cotações em mais de duas semanas — os ativos despencaram ao longo de março, em meio à crise do coronavírus.
O fortalecimento dos ativos da Petrobras ocorreu em paralelo à disparada do petróleo: o Brent com vencimento em junho subiu 21,02%, a US$ 29,94 o barril, enquanto o WTI para maio teve alta de 24,67%, a US$ 25,32.
A commodity já vinha tendo uma sessão positiva — no início da sessão, ambos os contratos operavam em alta de cerca de 7%, na esteira de comentários feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em pronunciamento na Casa Branca, ele disse acreditar que sauditas e russos chegarão a um acordo em breve.
E, por volta das 11h30, Trump voltou a tocar no assunto, desta vez via Twitter. E, desta vez, foi ainda mais incisivo em suas declarações:
"Acabei de falar com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, que conversou com o presidente Putin, da Rússia, e eu espero e acredito que eles vão cortar [a produção de petróleo] em cerca de 10 milhões de barris, talvez muito mais", escreveu Trump, há pouco. "Se isso acontecer, será ótimo para a indústria de petróleo e gás".
A informação passada pelo presidente americano, com um número concreto para o corte de produção, fez a cotação do petróleo disparar e animou as bolsas globais, que se firmaram no campo positivo. Por aqui, o Ibovespa ganhou força e, agora, já sobe mais de 3% — veja aqui a cobertura completa dos mercados nesta quinta-feira.
Apesar de o salto de 20% nas cotações da commodity ser expressivo, vale ressaltar que os níveis de preço ainda estão relativamente baixos, na faixa entre US$ 25 e US$ 30 o barril — em abril do ano passado, o petróleo era negociado na faixa entre US$ 60 e US$ 70 o barril.
De qualquer maneira, trata-se de um estímulo importante e um alívio bem vindo num dos focos de tensão dos investidores nos últimos dias.

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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