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Depois de cravar um novo recorde na sessão passada, o Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, com os investidores optando por embolsar parte dos lucros recentes. Notícias referentes à disseminação do coronavírus nos EUA também trazem cautela ao mercado
O Ibovespa bem que tentou dar continuidade à sequência positiva dos últimos dias, mas, sem grandes fatores que justificassem mais uma alta, a bolsa acabou cedendo a um movimento de realização de lucros. Com isso, o índice opera em queda — e o noticiário referente ao coronavírus traz uma dose extra de prudência às operações.
No início da sessão, o Ibovespa até chegou a subir 0,05%, aos 119.593,10 pontos — uma nova máxima intradiária. A animação, contudo, durou pouco: o índice rapidamente virou ao campo negativo, aprofundando as perdas nesta tarde.
Por volta de 17h05, o Ibovespa operava em queda de 1,08%, aos 118.242,09 pontos, zerando os ganhos contabilizados na semana. Lá fora, o tom também é negativo: nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,82%), o S&P 500 (-1,14%) e o Nasdaq (-1,11%) viraram para o campo negativo depois do almoço.
Essa piora no humor dos investidores se deve à confirmação do segundo caso de pessoa infectada pelo coronavírus em território americano. E, segundo a imprensa do país, uma terceira ocorrência deve ser anunciada nas próximas horas.
Nesta sexta-feira, também foi confirmada a chegada do vírus à Europa, com dois casos confirmados na França. Nesse cenário, a cautela voltou a tomar conta das bolsas de Nova York, levando o Ibovespa de carona.
Vale lembrar que, ontem, o índice brasileiro destoou dos mercados globais, fechou em alta e cravou um novo recorde — e, hoje, os agentes financeiros preferem embolsar parte dos lucros, ainda mais considerando a apreensão com as novidades sobre o coronavírus.
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No cenário local, os investidores monitoram os efeitos do discurso do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que esteve nesta manhã em um evento em São Paulo. Ele afirmou que os efeitos de inflação implícita de 3,5% não o incomodam e comentou que ninguém faz política monetária olhando apenas um único IPCA, ao falar especificamente sobre o IPCA-15.
O posicionamento de Campos Neto foi entendido como um sinal de que o BC não descarta um novo corte na Selic na reunião de fevereiro, desencadeando um leve movimento de queda nas curvas de juros. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta sexta-feira:
A indicação do presidente do BC, somada aos temores em relação ao coronavírus, deram força ao dólar à vista: a moeda americana fechou em alta de 0,43%, a R$ 4,1845, devolvendo o alívio visto ontem — na semana, a divisa americana acumulou ganho de 0,48%.
Na agenda econômica, o mercado digere os novos dados do mercado de trabalho para digerir. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em dezembro o saldo foi negativo em 307.311 postos — dentro do esperado pelos analistas. No ano, o país criou 644 mil empregos formais, o melhor resultado em seis anos.
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:
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