Menu
2020-01-24T13:47:18-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
dados do caged

Brasil cria 644 mil empregos formais em 2019; melhor em resultado em seis anos

Resultado de dezembro, negativo em 327 mil vagas, foi dentro do esperado pelo mercado

24 de janeiro de 2020
11:06 - atualizado às 13:47
desemprego brasil
Imagem: Shutterstock

O Brasil criou 644.079 empregos com carteira assinada em 2019, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Economia. Esse é a maior abertura de vagas formais no País desde 2013.

O saldo de 2019 foi resultado de 16.197.094 admissões e 15.553.015 demissões ao longo do ano. Em 2018, o saldo havia sido positivo em 529.554 postos de trabalho, na série já com ajustes (que inclui declarações fora do prazo).

Já em dezembro, houve fechamento de 307.311 vagas com carteira assinada, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de saldo positivo no Caged.

O resultado é considerado normal para o período, em que há demissão de trabalhadores contratados temporariamente para atender à demanda de fim de ano.

Ainda assim, esse foi o melhor resultado para dezembro desde 2005 (na série sem ajustes), quando foram fechados 286.719 postos de trabalho.

O saldo de dezembro decorre de 990.848 admissões e 1.298.159 demissões. Em dezembro de 2018, houve fechamento líquido de 334.462 vagas, na série sem ajustes.

O resultado de dezembro veio melhor que a mediana das estimativas do mercado financeiro, negativa em 327.988 postos de trabalho, e dentro do intervalo de -360.000 a -270.000 vagas, conforme levantamento prévio do Projeções Broadcast.

Setores que puxaram a melhora

O Caged também divulgou que os setores que puxaram a abertura de 644.079 empregos foram serviços e comércio.

No caso do setor de serviços, foram abertas 382.525 vagas. Em seguida, veio o comércio, com a abertura de 145.475 postos de trabalho no ano.

A construção civil, por sua vez, abriu 71.115 vagas em 2019. Na sequência, vieram a indústria da transformação com 18.341 vagas, agropecuária com 14.366 vagas, serviços industriais de utilidade pública com 6.430 vagas, extração mineral com 5.005 vagas e administração pública com 822 vagas.

Mas, segundo o órgão, todos os setores da economia registraram resultado positivo em 2019.

Já ao olhar os salários médios de admissão nos empregos com carteira assinada houve queda real de 0,15% em dezembro ante o mesmo período de 2018, para R$ 1.595,53.

Ao comparar com novembro de 2019, também houve contração só que desta vez de 0,97%, para R$ 1.611,14, segundo dados do Ministério da Economia.

O maior salário médio de admissão em dezembro passado foi observado na extração mineral, com R$ 2.860,53, por conta das contratações feitas pela Petrobras, especialmente.

O menor salário médio de admissão, por sua vez, foi registrado na agropecuária, com R$ 1.391,77.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Crise da Covid-19

Brasil ultrapassa marca de 10 mil casos de coronavírus

Em 24 horas, o Brasil notificou mais de mil novos casos de coronavírus e outros 72 casos fatais. A taxa de mortalidade no país está em 4,2%

Em conversa com o setor de varejo

Governo faz o máximo para o dinheiro chegar à ponta final, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes, participou de conferência com líderes do setor de varejo neste sábado, detalhando as inciativas do governo na crise do coronavírus

Guerra de preços

Arábia Saudita e Rússia continuam trocando farpas e trazem preocupação ao mercado de petróleo

Arábia Saudita e Rússia voltaram a trocar acusações no âmbito da guerra de preços do petróleo — e já se começa a falar que a reunião emergencial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) da próxima segunda-feira foi por água abaixo

Impactos

Crise do coronavírus reduz consumo de carne e já paralisa 11 frigoríficos no país

A indústria da carne já começa a sentir os primeiros efeitos da crise do coronavírus, com uma menor demanda por produtos — o que paralisa alguns frigoríficos no país

Seu Dinheiro no Sábado

MAIS LIDAS: Um bilionário na luta contra o coronavírus

A notícia a respeito das iniciativas do bilionário Elon Musk no combate à pandemia de coronavírus foi a mais lida dessa semana no Seu Dinheiro

Ano difícil

Braskem fecha 2019 com prejuízo líquido de R$ 2,8 bilhões, revertendo o lucro de 2018

A Braskem encerrou 2019 com um prejuízo bilionário e contração nas receitas e no Ebitda em relação a 2018

LIÇÕES PARA AVALIAR UM NEGÓCIO

8 formas de saber se é um bom investimento

Na escola, seu boletim é a marca do seu sucesso. Nos negócios, são as demonstrações financeiras. Se você quer ser bem-sucedido, precisa saber como tirar conclusões sobre a saúde da empresa e seu potencial.

Queda do petróleo

Distribuidoras de gás natural pedem à Petrobras antecipação na redução do preço

Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) solicitou à Petrobras uma antecipação para 1 de abril na redução do preço do gás natural que vai ocorrer em maio deste ano, da ordem de 10%

Vendendo aéreas

Warren Buffett vende US$ 390 milhões em ações de companhias aéreas americanas

Buffett reduziu de seu portfólio o número de papéis da Delta Air Lines em 13 milhões, e da Southwest Airlines, em 2,3 milhões

Seu Dinheiro na sua noite

Produtos em falta: máscaras, álcool em gel e reais

A pandemia do coronavírus provoca desabastecimento de produtos como máscaras cirúrgicas e álcool em gel. Mas no mercado financeiro, a corrida para a proteção em dólar pode colocar outro item em falta: o real. Isso mesmo. E não estou falando só da falta de reais na carteira. Nos preços atuais, vai faltar moeda brasileira para […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements