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O Ibovespa pega carona no clima mais ameno visto lá fora e recupera o nível dos 80 mil pontos — o índice não termina um pregão acima desse patamar desde 13 de março
A sessão desta terça-feira (14) é bastante tranquila na bolsa brasileira: o Ibovespa sobe mais de 2% e já aparece acima do nível dos 81 mil pontos, um nível que não era atingido há mais de um mês. O dólar à vista, por outro lado, segue pressionado e permanece na faixa de R$ 5,18
Por volta de 16h05, o Ibovespa avançava 2,10%, aos 80.492,89 pontos, impulsionado pelo otimismo visto nos Estados Unidos: por lá, o Dow Jones sobe 2,16%, o S&P 500 tem alta de 2,81% e o Nasdaq exibe ganhos de 3,73%. Na Europa, as bolsas terminaram o dia no azul.
No câmbio, o dólar à vista chegou a cair 0,64% mais cedo, a R$ 5,1503, mas agora apenas flutua ao redor da estabilidade: no mesmo horário, tinha leve valorização de 0,02%, a R$ 5,1842.
Há diversos elementos contribuindo para dar sustentação às bolsas internacionais — e, consequentemente, ao Ibovespa. O principal deles vem da China, com dados animadores da balança comercial em março: as exportações caíram 6,6% e as importações recuaram 0,9%, resultados melhores que os projetados pelos analistas.
Por mais que a economia chinesa ainda sinta os impactos do surto de coronavírus — por lá, o pico foi registrado em janeiro e fevereiro —, o nível de atividade do país parece estar se recuperando num ritmo mais rápido que o esperado. Assim, aumenta a esperança quanto a uma retomada igualmente veloz na Europa e nos EUA após a fase crítica da pandemia.
Na Europa, as notícias de que os países mais afetados pela Covid-19, como Espanha e Itália, já começam a planejar o retorno gradual das atividades e um relaxamento leve na quarentena também ajudam a melhorar o humor dos investidores, dando força aos mercados do velho continente.
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O otimismo internacional acaba ofuscando os focos de preocupação vistos no Brasil. Ontem, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto emergencial de ajuda financeira aos Estados e municípios — o texto, agora, segue para votação no Senado.
Segundo uma nota técnica divulgada pelo ministério da Economia durante o fim de semana, o projeto pode causar um impacto de, ao menos, R$ 105 bilhões às contas públicas — e, por isso, a pauta é considerada uma 'bomba fiscal'.
A aprovação do texto pela Câmara pode ser considerada uma derrota do governo, que tentou emplacar uma contraproposta que viabilizaria o envio direto de cerca de R$ 40 bilhões a governadores e prefeitos. A iniciativa, contudo, não foi bem sucedida.
Por mais que as turbulências domésticas não mexam com a bolsa nesta terça-feira, elas são responsáveis por gerar cautela no mercado de câmbio, levando o dólar à vista novamente ao nível de R$ 5,20.
No mercado de juros futuros, o dia é de novo ajuste negativo, em meio ao avanço de apenas 0,35% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em fevereiro — um indício de que, mesmo antes do impacto do coronavírus, a atividade doméstica já estava bastante fraca.
Nesse cenário, os investidores continuam apostando em novos cortes na taxa Selic, de modo a fornecer estímulo à economia brasileira:
Confira abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta tarde:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BRKM5 | Braskem PNA | 21,19 | +26,06% |
| GNDI3 | NotreDame Intermédica ON | 56,09 | +9,98% |
| CVCB3 | CVC ON | 14,29 | +9,08% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 5,92 | +9,02% |
| IRBR3 | IRB ON | 11,32 | +8,95% |
Veja também as cinco maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| UGPA3 | Ultrapar ON | 14,25 | -1,93% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | 20,40 | -1,45% |
| CIEL3 | Cielo ON | 4,88 | -1,41% |
| TIMP3 | Tim ON | 13,29 | -1,26% |
| PETR3 | Petrobras ON | 17,09 | -1,21% |
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