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Vale também pesa sobre a bolsa; dólar apaga alta em correção a movimento da véspera
O Ibovespa opera em queda desde o início da sessão desta terça-feira puxado pelo recuo de mais de 6% das ações do Itaú, que afeta o setor financeiro como um todo, mas o movimento acentuou-se a partir do início da tarde em meio a temores relacionados com o avanço da covid-19 pela América do Sul.
A piora no principal índice brasileiro de ações coincidiu com comentários da diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Carissa Etienne. Segundo ela, há uma crescente tendência de avanço da pandemia no Brasil e na região andina.
Questões fiscais no Brasil e nos Estados Unidos também preocupam. Enquanto democratas e republicanos se debatem em relação a um pacote de ajuda à economia norte-americana, por aqui as discussões giram em torno da intenção do governo de criar um novo imposto para aumentar a arrecadação.
Seguindo na contramão da leve alta registrada em Wall Street pelo segundo dia seguido, o Ibovespa operava em queda de 1,7% na reta final da sessão de hoje, a 101.070 pontos.
O recuo na bolsa brasileira é puxado principalmente pela queda acentuada nos preços dos papéis do Itaú Unibanco. A instituição financeira reportou queda de mais de 40% no lucro do segundo trimestre. O resultado afeta as ações do setor financeiro como um todo.
As ações dos bancos também reagiram negativamente a relatos de que, durante uma reunião de líderes partidários ocorrida hoje, decidiu-se que um projeto de lei de autoria do senador Alvaro Dias (Podemos-PR) para limitar os juros do cheque especial e do cartão de crédito a 30% ao ano será votado na quinta-feira.
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O leilão estendido das ações ON da Vale (VALE3) também pesava sobre o Ibovespa desde o início da sessão. Os papéis da mineradora até abriram em leve alta depois de um leilão que se estendeu por bem mais de uma hora, mas logo passaram a flutuar entre altas e baixas, perto da estabilidade.
"Isto não deve afetar apenas a Vale, mas outras companhias nas quais o BNDES mantém grandes participações, como a Petrobras e a JBS", advertia Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, ainda antes da confirmação do leilão.
Além do leilão, pesa sobre a Vale a notícia de que a mineradora teria de pagar R$ 129,5 milhões ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para ressarcir os benefícios previdenciários pagos pelo órgão às vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).
O dólar, por sua vez, firmou-se em queda no fim da sessão. A moeda norte-americana perdia terreno em relação a outras divisas mundo a fora em meio ao impasse político em Washington e à valorização do ouro, que hoje registrou seu recorde histórico de fechamento nos mercados internacionais.
Por volta das 16h40, o dólar era cotado a R$ 5,30 (-0,2%).
Os contratos de juros futuros, por sua vez, fecharam em alta, especialmente nos vencimentos mais longos. Nos vencimentos mais curtos, o ímpeto foi contido pela expectativa em torno de um novo corte na taxa Selic ao término da reunião de política monetária do Banco Central do Brasil, amanhã.
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