O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantou alguns números do acordo comercial firmado com a China, mas as revelações não foram capazes de animar o mercado. Com isso, o Ibovespa permanece no vermelho e o dólar sobe a R$ 4,17
Após meses de negociações, a primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China foi assinada nesta quarta-feira (15). A conclusão dessa etapa era aguardada pelos mercados, mas sinais mistos emitidos durante a cerimônia — somados a uma nova decepção com a economia brasileira — trazem cautela ao Ibovespa e ao dólar à vista.
A assinatura em si já tinha sido precificada pelos agentes financeiros. Assim, os investidores estavam de olho nas informações e sinais a serem emitidos pelas autoridades — e o pacote trouxe dados positivos e negativos.
A resultante dessas forças foi neutra para os mercados globais, que mantiveram o ritmo visto durante a tarde. Por volta de 17h05, o Ibovespa operava em queda de 1,04%, aos 116.403,88 pontos; o dólar à vista fechou em alta de 1,30%, a R$ 4,1843 — a maior cotação desde 5 de dezembro.
No exterior, a reação aos discursos da autoridade americana também foi tímida: o Dow Jones (+0,39%), o S&P 500 (+0,16%) e o Nasdaq (+0,11%) mantiveram o sinal positivo, sem passar por grandes turbulências.
Em cerimônia realizada na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, com a assinatura da primeira fase do acerto, a China se compromete a investir US$ 200 bilhões em serviços e produtos americanos.
Desse montante, US$ 50 bilhões dizem respeito a itens agrícolas, e outros US$ 50 bilhões referem-se a suprimentos de energia. Questões de propriedade intelectual também foram endereçadas no acordo.
Leia Também
Tais dados foram bem recebidos pelo mercado, que conseguiu quantificar o tamanho do acordo entre Washington e Pequim. No entanto, a informação de que as tarifas impostas por ambas as partes até o momento continuarão valendo — as sobretaxações só serão retiradas numa segunda fase — contribuiu para trazer cautela às negociações.
Afinal, por mais que a primeira etapa do acordo tenha sido concluída, fica claro que o tema da guerra comercial está longe de ser resolvido. Assim, o alívio imediato veio acompanhado de uma preocupação no médio/longo prazo.
Por aqui, há um fator extra de estresse: o mercado reage com prudência aos dados decepcionantes da economia brasileira. Segundo o IBGE, as vendas no varejo em novembro avançaram apenas 0,6% em relação a outubro.
Por mais que o resultado tenha sido positivo, o número veio abaixo da média das projeções de analistas ouvidos pelo Broadcast, que trabalhavam com uma expansão de 1,20% no período.
Assim, os dados do varejo somam-se aos indicadores mais fracos da produção industrial na semana passada, criando dúvidas quanto à retomada da economia doméstica — e a inflação mais pressionada também contribui para esfriar os ânimos por aqui.
"O que esta pesando aqui é mais um indicador ruim de atividade, ainda mais considerando a injeção de recursos do FGTS na economia e as promoções da Black Friday", diz um analista.
A leitura de que a atividade ainda sofre para ganhar tração aumentou as apostas num novo corte da Selic pelo Banco Central, de modo a fornecer mais estímulo à economia. Assim, as curvas de juros terminaram a sessão em baixa, refletindo essa percepção.
Confira abaixo como ficaram os principais DIs:
Em resposta aos dados mais fracos que o esperado no varejo, as ações de empresas do setor operam em baixa nesta quarta-feira. É o caso de Lojas Americanas PN (LAME4), em queda de 0,65%; de Magazine Luiza ON (MGLU3), com desvalorização de 0,54%; de Lojas Renner ON (LREN3), com perda de 1,01%; e de Cia Hering ON (HGTX3), com recuo de 2,70%.
O tom mais apreensivo também afeta as ações dos bancos, que desde o início do ano têm apresentado uma performance bastante fraca. Itaú Unibanco PN (ITUB4) cai 1,23%, Bradesco PN (BBDC4) recua 1,81%, Banco do Brasil ON (BBAS3) tem baixa de 1,87% e as units do Santander Brasil tem perda de 1,72%.
Vale lembrar, ainda, que ocorre hoje o vencimento de opções sobre o índice futuro do Ibovespa, fator que sempre traz volatilidade aos papéis de maior peso na composição da carteira — caso dos bancos.
O bom desempenho das bolsas americanas e o fortalecimento do dólar se deve ao otimismo dos agentes financeiros em relação ao país: mais cedo, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, larry Kudlow, afirmou que a administração Trump pretende promover mais cortes de impostos ainda neste ano.
A notícia trouxe otimismo às negociações nos Estados Unidos, dando força aos índices acionários. No câmbio, a notícia fez o dólar ganhar terreno em relação ás moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o peso colombiano, entre outras.
O real, contudo, é uma das piores divisas nesse grupo, uma vez que, internamente, as preocupações a respeito da economia doméstica trazem pressão aos ativos.
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira:
Confira também as maiores perdas do índice no momento:
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público