🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Estratégias na crise

AZ Quest vê bolsa atrativa após queda, mas a maior aposta hoje está em outro mercado

Alexandre Silverio, executivo-chefe de investimentos da AZ Quest, conta quais são as ações favoritas da gestora e por que as maiores posições dos fundos hoje estão no mercado de juros

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
16 de abril de 2020
6:02 - atualizado às 15:51
Alexandre Silverio, executivo-chefe de investimentos da AZ Quest
Alexandre Silverio, diretor de investimentos da AZ Quest - Imagem: Divulgação

Não pergunte a Alexandre Silverio quanto tempo vai durar o choque provocado pela pandemia do coronavírus. Ainda que não tenha essa resposta, o executivo-chefe de investimentos da gestora de fundos AZ Quest tem bem menos dúvidas quando é questionado sobre as perspectivas de longo prazo para a bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ouso dizer que no Brasil atual há uma grande oportunidade muito grande para quem tem um horizonte 24 a 36 meses”, me disse Silverio, em uma entrevista por telefone.

Mas ainda que veja as ações extremamente descontadas, as principais apostas dos fundos da gestora que possui R$ 17 bilhões em patrimônio hoje estão em outro mercado: o de juros.

Logo no começo da nossa conversa, Silverio se lembrou da entrevista que concedeu em agosto do ano passado para o Seu Dinheiro, no auge da incerteza sobre os rumos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Na ocasião, o gestor reforçou sua confiança na bolsa, e de fato o Ibovespa passou por um rali que durou até janeiro deste ano, quando bateu na máxima de fechamento aos 119.528 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta vez, Silverio reconhece que não viu a tempestade provocada pelo coronavírus chegar – como praticamente ninguém no mercado, aliás.

Leia Também

“Eu não estava entre os pessimistas. Acreditava em uma desaceleração global, com o Brasil se destacando nesse cenário.” Antes de o coronavírus solapar as projeções para a economia, a AZ Quest esperava um crescimento de 2,8% do PIB brasileiro neste ano.

A gestora está revisando os números, mas agora o gestor vê a possibilidade de uma contração entre 4% e 4,5%, ou ainda mais, dependendo do período de distanciamento social imposto pela pandemia.

Pode cair mais

Apesar de ver oportunidades com foco no longo prazo, Silverio diz não saber se já vimos ao fundo do poço em março ou se a bolsa ainda pode abrir um alçapão em meio às incertezas sobre o ritmo de contágio do coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O certo é que os preços vão começar a melhorar antes do pior momento do pico da doença, assim como o mercado começou a sentir os efeitos antecipadamente.” – Alexandre Silverio, AZ Quest

Olhando para a bolsa, o gestor da AZ Quest diz que a cotação da maioria das ações hoje já reflete um cenário bastante negativo. Mas, por enquanto, o trabalho é o de identificar as empresas capazes de resistir ao baque.

Para isso, se vale de algumas premissas como balanços robustos, pouca dívida e a capacidade de a companhia acessar o mercado, se necessário.

“Existem hoje empresas de muito boa qualidade na bolsa em níveis de valor que só atingiram em grandes crises.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E quais seriam essas empresas?

O primeiro nome citado pelo gestor da AZ Quest é o da mineradora Vale. Ele vê as ações da empresa “extremamente descontadas”, apesar do desempenho relativamente melhor do que o resto do mercado nas últimas semanas.

A gestora também voltou a ter JBS na carteira, com a expectativa de que as empresas de alimentos e proteínas sejam menos afetadas pela crise.

Quem também deve passar pelo choque do coronavírus praticamente sem cicatrizes é a B3. A operadora da bolsa, que viu os volumes de negociação dispararem no mês passado, deve fechar o ano com o lucro praticamente estável, diz Silverio. O que já se trata de um feito e tanto no mundo em que estamos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também no setor financeiro, o gestor enxerga uma oportunidade na queda das ações do Banco do Brasil. “Os papéis estão no mesmo nível de preço da crise de 2008.”

Em outros setores, como o varejo, a visibilidade é bem menor. Mas Silverio avalia que o Magazine Luiza é uma das empresas mais preparadas para suportar a crise.

Apesar da queda esperada nas vendas e do corte radical das receitas das lojas de rua com a quarentena, a empresa soube fazer a transição para o mundo digital. “Estamos tranquilos com Magalu.”

Olho nos juros e fora do câmbio

A maior posição hoje nos fundos da AZ Quest, no entanto, não está na bolsa, mas no mercado de juros. Silverio me contou que a gestora tem posições aplicadas em juros de dois a três anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso significa que, na visão da AZ Quest, há espaço para a redução da Selic além do que está refletido pelo mercado na chamada curva de juros.

No comunicado que acompanhou a decisão de reduzir a Selic em meio ponto, o Banco Central sinalizou que esse poderia ser o último corte na taxas.

Mas depois do tom mais brando publicado na ata da reunião do Copom e, principalmente, na piora generalizada dos indicadores da economia de lá para cá, as apostas são de que o BC deve continuar cortando os juros.

A AZ Quest espera uma redução entre 0,75 e 1 ponto percentual, que levaria a Selic para até 2,75% ao ano. “Vejo espaço para a taxa permanecer baixa por bastante tempo”, disse Silverio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A aprovação na Câmara da “bomba fiscal” com o pacote de ajuda a Estados e municípios também não muda a aposta dele para a Selic no curto prazo.

Nem mesmo a disparada do dólar deve provocar pressões inflacionárias que poderiam tirar espaço para o BC cortar os juros, segundo o gestor.

Sobre a trajetória do dólar, Silverio disse estar “em cima do muro”. De um lado, ele não vê muito espaço para uma desvalorização ainda maior do real depois do movimento dos últimos meses.

Por outro, a expectativa de uma retomada mais lenta após a crise para a economia brasileira também não deve estimular uma queda muito expressiva do dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre a recuperação em "V", letra que representa uma velocidade mais rápida de volta à normalidade e o "L", que significa uma economia em recessão por mais tempo, Silverio não fica com nenhuma das duas.

“Pelo que falamos com as companhias, a propensão ao consumo tende a ser menor após a crise, então a retomada dificilmente vai ser em 'V'. Também não acho que é em 'L', mas vai ser lenta.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar