🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Renda Fixa

O que são fundos de debêntures incentivadas? Entenda como funcionam e por que eles são tão voláteis

Eles andam na moda entre as pessoas físicas, mas recentemente deram um susto nos investidores; entenda o que há por trás das oscilações das cotas desses fundos isentos de IR

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de julho de 2025
15:00 - atualizado às 13:00
debentures incentivadas
Imagem: Shutterstock

As debêntures incentivadas são investimentos populares entre os investidores pessoas físicas. É que, para esse público, elas são isentas de imposto de renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o investimento inicial para comprar um título desses pode ser muito alto para o pequeno investidor, e selecionar debêntures para investir não é uma tarefa trivial, muitas gestoras de recursos criaram fundos dedicados a investir nesses papéis.

O que nem todos os investidores entendem é por que as cotas desses fundos oscilam tanto. Afinal, debêntures não são títulos de renda fixa? Por que tanto sobe e desce? 

O que são debêntures incentivadas?

As debêntures incentivadas são títulos de renda fixa emitidos por empresas para captar recursos junto aos investidores no mercado de capitais. Assim como os CDB e títulos públicos, as debêntures representam um empréstimo que o comprador do papel faz ao emissor — no caso, a empresa. Ou seja, elas nada mais são do que títulos de dívida. O investidor não se torna sócio da companhia, mas sim credor.

Para emitir debêntures, a empresa precisa ter capital aberto, embora não necessariamente precise ter ações negociadas em bolsa. É que as emissões de debêntures também estão sujeitas a uma série de regras. A empresa precisa mostrar ao mercado a sua capacidade de pagamento e esclarecer para que vai usar aquele dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os recursos captados por uma emissão de debêntures podem ser usados para uma série de coisas, desde capital de giro e renegociação de dívidas, até o investimento em novos projetos.

Leia Também

Para serem incentivadas, as debêntures precisam captar recursos para o investimento em projetos de infraestrutura. Como o governo deseja estimular o capital privado a investir nessa área, ele isentou esses títulos de imposto de renda para a pessoa física.

Mas por que as cotas dos fundos de debêntures incentivadas oscilam tanto? Não é renda fixa? Sim, mas o fato de ser renda fixa não significa que o preço do título não possa subir e descer. Significa apenas que o investidor precisa receber a remuneração acordada na data de vencimento, independentemente do que acontecer com o emissor.

Alguns títulos de renda fixa, como é o caso das debêntures incentivadas, remuneram uma taxa prefixada — já conhecida no ato do investimento — mais a variação de um índice de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Títulos com essa característica se valorizam quando as perspectivas do mercado para as taxas de juros sobem, e se desvalorizam quando esses juros futuros caem. Mas, no vencimento, o investidor recebe exatamente a remuneração acordada. 

Então, dá para ganhar dinheiro com esses títulos de duas maneiras: ficando com eles até o vencimento para receber a remuneração, ou vendendo o papel antes do vencimento para ganhar com a valorização.

Tanto os preços dos títulos quanto as cotas dos fundos que investem neles passam por um fenômeno chamado de marcação a mercado, que atualiza esses valores dia a dia. Isso faz com que as cotas dos fundos de debêntures incentivadas possam sacudir para caramba, o que não acontece com os fundos que investem em títulos de renda fixa com remuneração atrelada às taxas de juros. Afinal, os preços desses papéis pós-fixados são atualizados pela taxa de juros à qual eles são atrelados. Eles têm baixa volatilidade e praticamente só valorizam.

Alguns fundos de debêntures incentivadas chegam a fazer operações no mercado financeiro de forma a reduzir a volatilidade das suas cotas, o chamado hedge. Os gestores acreditam que isso torna o investimento, digamos, mais palatável para o investidor que não está acostumado a fortes oscilações na renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já aconteceu de fundos de debêntures incentivadas passarem por sustos no mercado brasileiro, com recuo na rentabilidade e até desvalorização das cotas.

É que como as debêntures haviam se valorizado muito anteriormente (com redução da remuneração, consequentemente), muitos investidores decidiram pedir resgate para realizar os ganhos.

Essa pressão vendedora levou as taxas dos papéis a subirem novamente, consequentemente desvalorizando as debêntures. Esse tipo de estresse não tem, portanto, a ver com calote de emissores ou piora nas condições de crédito das empresas, mas justamente à dinâmica de preços dos papéis e questões de oferta e demanda.

Temores de calote ou pedidos de recuperação judicial do emissor também podem, entretanto, levar à desvalorização das debêntures, pois os investidores correm para se desfazer dos papéis. Porém, nesses casos, trata-se de um movimento intuitivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar