Menu
2019-01-26T09:18:33-02:00
Estadão Conteúdo
VENEZUELA

Guaidó desafia Maduro e põe Anistia a militares entre primeiras medidas

Autodeclarado presidente interino da Venezuela apresentou um plano para convencer as Forças Armadas a juntar-se a seu projeto, e pediu à população que saia às ruas amanhã para distribuir a lei de anistia

26 de janeiro de 2019
9:18
juan-guaido
Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela e reconhecido por parte da comunidade internacional - Imagem: Twitter/Reprodução

O presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela e reconhecido por parte da comunidade internacional, discursou ontem a uma multidão na Praça Bolívar, em Caracas, e anunciou medidas que seu governo pretende adotar nos próximos dias.

Guaidó apresentou um plano para convencer as Forças Armadas a juntar-se a seu projeto e pediu à população que saia às ruas amanhã para distribuir a lei de anistia entre os militares.

Nicolás Maduro manifestou-se ontem disposto a se reunir com Guaidó para iniciar uma negociação. “Estou comprometido com o diálogo nacional. Hoje, amanhã e sempre estarei comprometido e pronto para ir aonde eu tenha de ir. Eu, pessoalmente, se tiver de me encontrar com esse rapaz irei”, disse em entrevista coletiva, referindo-se a Guaidó.

“Oxalá, mais cedo ou mais tarde, a oposição venezuelana saia da armadilha em que se meteu e abra caminho para um diálogo razoável, sincero, em favor dos interesses da maioria dos venezuelanos”, acrescentou.

Quase simultaneamente, Guaidó assegurou que não se apresentará a um “falso diálogo” com o governo Maduro.

Ao começar seu discurso, Guaidó pediu um minuto de silêncio pela repressão dos últimos dias, que deixou ao menos 26 mortos e dezenas de feridos.

Ele também autorizou a entrada no país de ajuda humanitária. “Em apenas dois dias, graças à legalidade e ao respeito que conquistamos - o que eles não obtiveram em seis anos -, autorizamos a entrada de ajuda humanitária”, anunciou, citando um valor de US$ 20 milhões.

O país vive uma crise econômica e uma grave escassez de alimentos e remédios.

“Chegou o momento de se colocar ao lado da Constituição, de respeitar o povo da Venezuela. Ponham-se ao lado do povo da Venezuela. Vocês terão nos próximos dias um teste importante: vão permitir a entrada da ajuda (humanitária)?”, afirmou, em desafio às Forças Armadas.

Guaidó disse que seu governo não permitirá o roubo do dinheiro da Venezuela. “Nas próximas horas obteremos a proteção desses ativos, para o bem da Venezuela. Veremos o que dizem as Forças Armadas quando perceberem que essa ilegalidade que usurpa o Palácio de Miraflores não pode pagar contas e salários.”

O Banco Central da Venezuela tentou ontem retirar US 1,2 bilhão em outro do Banco da Inglaterra, que não autorizou a transação e bloqueou a conta. O montante faz parte de um ativo de US$ 8 bilhões da Venezuela no exterior.

Sob aplausos, Guaidó também pediu aos cubanos que saiam das Forças Armadas da Venezuela e deixem os cargos de decisão.

Para o fim de semana, Guaidó convocou os 335 municípios a fazer grandes assembleias populares para escutar os deputados (de oposição) e se preparar para “uma grande mobilização” a nível nacional na próxima semana.

Ele disse que amanhã especificará qual será o dia do evento. Guaidó desafiou Maduro ao assegurar que a Embaixada dos EUA em Caracas permanecerá aberta.

Sobre a possibilidade de ser detido, Guaidó disse que isso “seria um golpe à Constituição”. Durante a manhã, circularam rumores em Caracas de que Guaidó não compareceria ao ato convocado na noite de quinta-feira, pois o regime chavista se preparava para detê-lo.

O presidente da Assembleia Nacional está considerando pedir a entidades financeiras, entre elas o Fundo Monetário Internacional (FMI), financiamento para seu governo interino, disseram duas fontes ligadas a ele.

O FMI evita dizer se reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela, mas Alejandro Werner, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental, afirmou que o fundo acompanhará a posição de seus Estados-membros. Os americanos nomearam ontem o ex-diplomata Elliott Abrams como “emissário” para a Venezuela.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Recuperação à vista?

EUA pisam fundo na vacinação e economia responde com ritmo moderado entre fevereiro e abril

Confira os destaques do Livro Bege para o período de imunização acelerada e fortalecimento dos gastos dos consumidores

Crescimento gringo

BofA passa a recomendar compra de ação da MRV, otimista com atuação da empresa nos EUA

Banco incorporou avaliação da AHS à sua análise e considera que potencial de crescimento da empresa ainda não está precificado

Ninguém escapa

Cenário turbulento afeta até mesmo os IPOs da saúde, um dos setores preferidos dos investidores

Empresas com ofertas ambiciosas tiveram de reduzir suas estimativas de preços ou adiar datas para seguir com as operações

Disparada

No embalo do recorde do bitcoin, ações da Coinbase disparam mais de 70% na estreia na Nasdaq

O CEO da empresa, Brian Armstrong, comentou mais cedo sobre a abertura de capital da Coinbase ao portal CNBC

Fura-teto?

Criticado, governo vai rever PEC que livra obras do teto

O texto não caiu bem entre economistas, parlamentares e membros do próprio governo federal

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies