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Estadão Conteúdo
Nem tudo está ganho

Guedes: Brasil evitou virar uma Venezuela, mas não uma Argentina

Ministro da Economia usou o exemplo do Chile em sua apresentação para falar do sucesso da agenda liberal

23 de maio de 2019
19:23 - atualizado às 19:04
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O ministro da Economia, Paulo Guedes. - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira, 23, que o Brasil evitou se transformar em uma Venezuela, mas não em uma Argentina, onde a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner, que anunciou que vai concorrer nas eleições em outubro, pode trazer de volta medidas que aumentem o tamanho do Estado na economia, o que seria um retrocesso na agenda liberal de Mauricio Macri.

"Fomos salvos disso (de virar uma Venezuela). Estávamos indo para um caminho estranho. Mas ainda não estamos salvos de ir para o caminho da Argentina", disse em sua apresentação, que durou cerca de 45 minutos.

Guedes disse que o apoio formal declarado hoje pelos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi resultado da visita que Bolsonaro fez a Donald Trump este ano.

"É a primeira divisão", disse ele, ressaltando que o Brasil precisa agora avançar nos rankings de facilidade de se fazer negócios, onde o País está acima da centésima posição.

"Vamos abrir a economia, mas aos poucos." Guedes ressaltou que o Mercosul está prestes a fechar com a União Europeia o maior acordo comércio que o Brasil já fez. "Está tudo acertado, os europeus cederam em tudo, os argentinos cederam em tudo", afirmou.

Guedes usou o exemplo do Chile em sua apresentação para falar do sucesso da agenda liberal e da adoção do sistema de capitalização na previdência chilena. Ele destacou que o país vizinho saiu da miséria, acelerou o crescimento econômico e hoje tem renda per capta mais alta que a do Brasil. "O Brasil está parado há oito anos."

O ministro disse que as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2019 foram sendo revisadas para baixo por conta de expectativas de avanço mais lento da Previdência. "Aprova a reforma para você ver como volta muito rápido. Achamos que em dois ou três meses as expectativas vão ser revistas para cima.

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