Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-01-25T11:51:38-02:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
NA GLOBO NEWS

“Temos que deixar lugar para o Maduro e sua turma escaparem”, diz Mourão

Para o vice, diante de uma possível guerra civil, a missão dos outros países é oferecer uma saída para o presidente do país, Nicolás Maduro

25 de janeiro de 2019
11:51
Vice-presidente Hamilton Mourão
Vice-presidente Hamilton Mourão - Imagem: Shutterstock

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira, 24, que, diante da possibilidade de uma guerra civil na Venezuela, a missão dos outros países é oferecer uma saída para o presidente do país, Nicolás Maduro.

"Tem que ter um corredor de escape. Temos que deixar lugar para o Maduro e sua turma escaparem", disse Mourão, em entrevista ao programa Roberto D'Ávila, da GloboNews.

O vice-presidente citou como exemplo a Batalha de Lomas Valentinas, durante a Guerra do Paraguai, na qual Duque de Caxias deixou o presidente paraguaio Francisco Solano López escapar.

Mourão admitiu, no entanto, que há risco de Maduro resistir - o presidente venezuelano tem o respaldo das forças militares do país. "Mas acho que em algum momento as Forças Armadas (da Venezuela) terão que participar desse processo unidas."

O vice-presidente negou que o Brasil tenha sido caudatário dos Estados Unidos ao reconhecer, logo após os americanos, o autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

"Na realidade, a resolução do Grupo de Lima foi bem forte e já considerava o governo do Maduro uma ilegalidade. Então acho que seguimos o que o Grupo de Lima já tinha previsto."

Previdência

Na entrevista, o presidente em exercício justificou que a mudança na previdência dos militares tem de ser feita em uma segunda etapa, após a aprovação da reforma do sistema geral, porque o "caminho é muito mais fácil".

"A PEC [proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência] vai ter duas votações [em primeiro e segundo turno]. A nossa visão, a visão do grupo dos militares, é que nosso caminho é muito mais fácil. Então o que poderia acontecer? Se oferece já a lei que corrige o sistema de proteção dos militares e reestrutura a carreira, essa lei é aprovada de imediato e o restante da reforma não passa [em um cenário hipotético]. Essa é a dicotomia."

Mourão ressaltou, contudo, que os militares vão contribuir com o ajuste fiscal. "Aprovada em primeiro turno a PEC, entra o projeto de lei dos militares."

Lei de Acesso à Informação

Sobre as mudanças na Lei de Acesso à Informação, assinadas em decreto nesta quinta, Mourão voltou a dizer que a razão é a redução da burocracia.

O decreto ampliou o número de servidores que podem colocar um documento público em sigilo. "Não ferimos em nenhum momento a Lei de Acesso à Informação."

Ficava tudo concentrado na mão do ministro, o que atrasava os trabalhos. Agora terá maior rapidez para não só colocar um grau de sigilo, mas para levantar esse grau de sigilo."

Flávio Bolsonaro

Mourão ainda tentou mais uma vez afastar a investigação sobre as movimentações financeiras suspeitas do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, do governo. Mas frisou: "A lei é para todos".

Ele repetiu que a questão pertence ao senador eleito e voltou a citar a expressão militar "apurundaso", que significa "apurar e punir se for o caso".

"Temos que esperar o trabalho que está sendo feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em termos de investigação. E que depois sigam os trâmites normais de qualquer processo judicial."

Sisu

Em relação ao exercício da Presidência, enquanto Bolsonaro visitou Davos para o Fórum Econômico Mundial, Mourão disse que a questão do problema de acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pelos estudantes que tentam ingressar na faculdade o preocupou. "Pareceu às vezes que poderia estar havendo algum tipo de invasão no sistema, tal a quantidade de acessos."

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Negócio da China?

SEC confirma pausa em IPOs de empresas chinesas; agência reguladora dos EUA fará novas orientações sobre riscos

Em meio à ofensiva regulatória de Pequim, a SEC busca novas orientações ao mercado sobre os riscos envolvidos em comprar ações de companhias do país asiático

Passo à frente

Rumo ao “outro patamar”: EQI, que trocou a XP pelo BTG, recebe autorização para abrir corretora

Depois de ser pivô de disputa entre os bancos, escritório de agentes autônomos dá um passo decisivo para ter “vida própria” no mercado

Estreia forte

Ações da ClearSale estreiam na bolsa com disparada de 20% após IPO

No 40º IPO na B3 no ano, empresa de soluções antifraude movimentou pouco mais de R$ 1 bilhão

Deu ruim, Jeff Bezos

Quando o bom não é suficiente: Amazon despenca e afunda o Nasdaq após trimestre frustrante

As ações da Amazon têm a maior queda desde março do ano passado, afetadas pela perspectiva de desaceleração no crescimento das receitas

Débito, crédito e bitcoin

Com “super app”, PayPal quer ajudar você a pagar as contas com bitcoin; veja detalhes

No início deste mês, a empresa aumentou o limite de compra de criptomoedas de US$ 20 mil para US$ 100 mil ao ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies