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Ajuda humanitária

Planalto diz que houve êxito na entrada na Venezuela, mas parece que não foi bem assim

Nota da Presidência diz que entrada de ajuda humanitária no país vizinho foi exitosa, mas segundo reportagem do “Estadão”, parece que não foi bem assim

24 de fevereiro de 2019
10:33 - atualizado às 14:47
Venezuela manifestação
Segundo repórteres do "Estadão" que estiveram no local, caminhão com suprimentos não se aproximou de barreiras militares - Imagem: Shutterstock

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência divulgou ontem à noite uma nota a respeito da crise que envolve a Venezuela e da ajuda humanitária enviada ao país vizinho pelo Brasil.

De acordo com a Presidência, os dois primeiros caminhões brasileiros cruzaram a fronteira para a Venezuela, sem que ocorressem incidentes na travessia.

A reportagem do "Estadão", no entanto, esteve no local e relatou que os caminhões ficaram apenas na linha de fronteira: uma rua com uma bandeira do Brasil e outra da Venezuela.

Os caminhões chegaram a ultrapassar a linha e ficar entre as duas bandeiras. Mas embora o local seja considerado solo venezuelano, ele fica, na verdade, a mais de 800 metros das barreiras militares do país vizinho.

"A Presidência da República informa que a participação do governo brasileiro foi exitosa em reunir e transportar as doações até o destino de distribuição", diz a nota do Planalto. "Inicia-se uma segunda fase da operação com os últimos preparativos de logística para a entrega dos produtos que se encontram armazenados na capital do estado, Boa Vista."

Os caminhões não se aproximaram das barreiras e não foram descarregados. Eles ficaram estacionados no local, e no início da noite foram retirados da linha de fronteira, após o início de uma confusão entre manifestantes.

A assessoria de imprensa do Planalto foi questionada pelo "Broadcast", serviço de notícias em tempo real do "Estadão", a respeito deste suposto êxito da operação. Segundo a assessoria, houve êxito porque os caminhões entraram e este é o início da operação brasileira.

A Presidência informou ainda, por meio da nota, que o Ministério da Defesa ampliou as capacidades da Operação Acolhida, que está em atividade há mais de um ano, "mediante a triplicação do efetivo da equipe médica, o aumento do potencial logístico e a ampliação do sistema de evacuação médica, por meio da disponibilização de novas ambulâncias equipadas".

Conforme a nota, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, esteve na manhã de ontem em Paracaima, justamente para viabilizar a entrada dos caminhões com medicamentos e alimentos no país vizinho.

"O governo brasileiro confia na solução da questão, certo de que os líderes daquele país terão a sensibilidade de atenuar as condições de vulnerabilidade às quais estão submetidos nossos irmãos venezuelanos", completou a nota.

Em Brasília, neste sábado (23), o presidente da República, Jair Bolsonaro, passou toda a tarde no Palácio da Alvorada. Ele não teve compromissos oficiais.

*Com Estadão Conteúdo

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