Menu
2019-04-04T13:56:15-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Mudanças profundas

Líder da oposição, Juan Guaidó se declara presidente interino da Venezuela; líderes e OEA já reconhecem novo governo

Declaração ocorreu durante um dos vários atos realizados no país, onde milhares de pessoas marcham pedindo a queda de Nicolás Maduro

23 de janeiro de 2019
17:29 - atualizado às 13:56
juan-guaido
Juan Guaidó - Imagem: Twitter/Reprodução

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante um protesto contra o governo de Nicolás Maduro realizado nesta quarta-feira, 23. Em caráter simbólico, o atual presidente da Assembleia Nacional levantou sua mão direita e disse que estava "assumindo formalmente a responsabilidade do Executivo nacional".

A declaração ocorre em meio a vários atos realizados no país, onde milhares de pessoas marcham pedindo a queda de Maduro, que assumiu um novo mandato duas semanas atrás.

Líderes anunciam apoio

Logo após a fala de Guaidó, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, soltou um comunicado oficial reconhecendo o novo governo. De acordo com a nota, a Assembleia Nacional, fazendo uso de seu posto "legítimo" eleito pelo povo venezuelano, invocou a Constituição local para declarar o presidente Nicolás Maduro como "ilegítimo", o que deixaria a presidência vaga.

"O povo da Venezuela tem se pronunciado de modo corajoso contra Maduro e seu regime e exigido liberdade e o Estado de Direito", afirma a nota da Casa Branca.

Trump também afirmou que continuará a usar "todo o peso do poder econômico e diplomático dos Estados Unidos para pressionar pela restauração da democracia venezuelana". Ele diz ainda que encoraja outros governos do Hemisfério Ocidental a reconhecer Guaidó como presidente interino e trabalhar de modo construtivo com eles em apoio aos esforços do parlamentar para "restaurar a legitimidade constitucional".

"Nós continuamos a considerar o ilegítimo regime de Maduro como diretamente responsável por quaisquer ameaças que possam se apresentar à segurança do povo venezuelano", afirma Trump. A nota termina citando declaração anterior do próprio Guaidó, segundo a qual a "violência é a arma do usurpador" e há apenas uma ação clara a ser feita: "seguirmos unidos e firmes por uma Venezuela democrática e livre".

O governo do Paraguai e da Colômbia também afirmaram ser a favor do governo Guaidó. O presidente paraguaio. Mario Abdo Benítez. usou sua conta no Twitter para firmar o apoio e disse que o líder oposicionista poderá contar com o seu país "para abraçar novamente a liberdade na Venezuela". Já o presidente da Colômbia, Iván Duque, que também participa do Fórum Econômico Mundial, disse que seu governo apoia e acompanhará o processo de transição.

Bolsonaro segue a onda

De Davos, o presidente da República, Jair Bolsonaro, também afirmou que reconhece o líder da oposição venezuelana como o novo presidente do país.

"Todos nós conhecemos um pouquinho quem é Maduro. Há uma preocupação, sim, mas acredito que o Guaidó não receberá nenhum tipo de retaliação por parte do Maduro, até porque o mundo está de olho nisso. Os EUA já reconheceram também", disse o presidente.

Minutos depois, o Itamaraty informou que o Brasil "apoiará politicamente e economicamente a transição para a democracia na Venezuela".

OEA fala em "liberdade contra tirania"

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, usou sua conta no Twitter para parabenizar Guaidó por assumir como "presidente interino" da Venezuela. Em nome da organização, Almagro afirmou que Guaidó "tem o reconhecimento para impulsionar o retorno do país à democracia".

Mais cedo, o secretário-geral da OEA havia condenado a repressão de Maduro e afirmou que a população local "reclama por sua liberdade e contra a tirania", além de defender o direito de protestos e manifestações públicas no país.

Maduro fala em golpe e rompe com os EUA

Logo após a repercussão internacional das declarações de Guaidó, Maduro fez um discurso em que qualificou o movimento do opositor como uma "tentativa de golpe" orquestrada pelos Estados Unidos. Segundo ele, o "governo imperialista" dos EUA busca impor um "golpe de Estado" e que, diante disso, estava rompendo relações diplomáticas com a administração de Donald Trump, determinando a expulsão do país de todos os diplomatas americanos em 72 horas.

"Um qualquer não pode se autointitular presidente, só o povo", ressaltou Maduro. Segundo o presidente, houve "eleições livres" na Venezuela em 15 de outubro, apesar das críticas ao processo de parte da comunidade internacional, inclusive do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia, bem como de vários países, como os EUA. Por outro lado, o processo eleitoral foi apoiado por China, Irã, Rússia e Turquia, por exemplo.

Maduro afirmou que seu governo defenderá a soberania "a todos custo", com "o povo e as Forças Armadas". Ele lembrou que a Constituição não contempla qualquer forma de eleição de presidente que não seja o voto popular, portanto a atitude de Guaidó seria "uma questão para a Justiça, a fim de preservar o Estado".

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

prévias

Eztec tem queda de 48% nas vendas no quarto trimestre

Lançamentos da empresa atingiram R$ 380,8 milhões, chegando a R$ 1,150 bilhão no ano – 85% a mais do que no terceiro trimestre

seu dinheiro na sua noite

2 milhões de mortos, 2 trilhões em estímulos e uma queda de mais de 2%

Se a primeira semana de 2021 nos mercados refletiu o otimismo geral com o novo ano que se iniciava, com perspectivas de vacinação contra o coronavírus e recuperação econômica, na segunda semana do ano, os investidores optaram pela cautela. Por ora, 2020, o ano do qual todos queríamos nos livrar, ainda não ficou para trás. […]

FECHAMENTO

Atritos políticos e covid-19 voltam para assombrar o mercado e Ibovespa recua mais de 2%; dólar sobe forte

Existe uma certa desconfiança de que o plano de US$ 1,9 trilhão apresentado por Biden encontre dificuldades de ser aprovado pelo Congresso, ainda que o democrata tenha conquistado a maioria das duas casas. No Brasil, situação do coronavírus reacende a pressão sobre o cenário fiscal

match com o mercado?

Concorrente do Tinder, Bumble pode levantar US$ 100 milhões em IPO

Ações da empresa estreiam em fevereiro na Nasdaq; companhia, que é dona do Badoo, não deu lucro no ano passado

pandemia

Itamaraty confirma que Índia atrasará entrega de vacinas

Chanceler indiano atribuiu o atraso na liberação a “problemas logísticos” decorrentes das dificuldades de conciliar o início da campanha de vacinação no país de mais de 1,3 bilhão de habitantes

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies