Menu
2019-04-25T18:09:34-03:00
Estadão Conteúdo
Corrida contra o relógio

CCJ tinha de ‘ir a madrugada toda’ para votar reforma na quarta-feira, diz Maia

Presidente da Câmara comentou também que acredita que já está consolidada a retirada do BPC e da aposentadoria rural da reforma, mas que isso não deve acontecer na CCJ

16 de abril de 2019
12:34 - atualizado às 18:09
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Apesar da sinalização dos próprios governistas de que a admissibilidade da reforma da Previdência será votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), insiste que o colegiado trabalhe para encerrar os trabalhos na quarta-feira, 17. "Minha opinião é que CCJ tinha de ir madrugada toda para votar amanhã", disse. "Não acho razoável deixar de votar amanhã. O debate do mérito deve começar na próxima semana", afirmou.

Para ele, o parlamento não pode deixar de sinalizar para sociedade que Estado quebra sem Previdência.

Ele comentou sobre o desempenho da CCJ da segunda-feira, 15, e criticou o acordo fechado pelo colegiado que permitiu que todos os deputados interessados pudessem debater. Com isso, a sessão desta terça começa com 130 inscritos. "Não faz sentindo ter mais de 100 inscritos. Acordo razoável era que 30 ou 40 pudessem falar. Um acordo para todos falarem é algo que inviabiliza", disse. "A responsabilidade é de todos e há sempre um limite para se obstruir", afirmou.

Maia ressaltou que não tem autonomia sobre a CCJ, mas disse que ia se reunir com líderes ainda nesta terça para conversar e pedir que o debate no colegiado se estenda pela madrugada para que a votação aconteça na quarta-feira.

Ele afirmou que, se for preciso, não irá abrir votação no plenário da Câmara nesta terça para deixar o debate na CCJ acontecer. Pelo regimento, quando a ordem do dia é iniciada no plenário, as comissões precisam encerrar seus trabalhos.

Ainda sobre a segunda-feira, ele criticou a falta de base do governo e disse entender a dificuldade do presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), devido a esta lacuna. No entanto, apesar do atraso de ontem, ele não vê prejuízo ao calendário da reforma.

Ele comentou ainda que acredita que já está consolidada a retirada do BPC e da aposentadoria rural da reforma, mas que isso não deve acontecer na CCJ, que seria um precedente ruim para o parlamento. "Mérito é na comissão especial", disse.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

mercado de ações

A B3 vai ter concorrência, mas não hoje: os riscos e oportunidades dos desafiantes ao monopólio da bolsa brasileira

Autorização para a empresa Mark2Market operar como central depositária de títulos volta a esquentar debate sobre atuação da B3, mas mercado vê quebra de monopólio improvável no curto prazo

Triste marca

Brasil registra mais de 500 mil mortos por covid-19

Em 24 horas foram 2.301 óbitos e 82.288 novos casos. Em nota, Conass ressalta que o Brasil tem 2,7% da população mundial, e é responsável por 12,8% das mortes

Here comes the sun

Energia solar ruma para liderança no País até 2050

O sol será responsável por 32% da geração, ao mesmo tempo em que a participação das hidrelétricas deve cair para cerca de 30%

ESTRADA DO FUTURO

Os três setores mais lucrativos em tecnologia, e por que você deve investir neles

Integração entre softwares e Inteligência Artificial são dois dos segmentos que devem fazer parte de qualquer portfólio de investimentos vencedor

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies