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Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
É CEO do Seu Dinheiro
2019-10-15T10:44:21-03:00
Tudo o que vai mexer com o seu dinheiro hoje

Aquele 1% dos gringos…

15 de outubro de 2019
10:44
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Se você acompanha o Seu Dinheiro deve ter percebido que uma sequência de ofertas de ações está rolando na bolsa neste ano. O volume de captações caminha para um recorde. Mas o Vinícius Pinheiro reparou que há uma peculiaridade nessa questão: a maioria das empresas que pegou dinheiro na bolsa em 2019 já estava listada. As estreias (os chamados IPOs) ainda andam minguadas, com raras exceções como Vivara ou Centauro.

Mas o que explica essa disparidade no comportamento das empresas? O Vinícius bateu um papo com o Fabio Nazari, sócio responsável pela área de renda variável do BTG Pactual, para entender a questão.

Eis a explicação do Nazari: a culpa é dos gringos. É que historicamente eles são os maiores compradores de ações nos IPOs na bolsa brasileira. Como eles ainda estão cautelosos com investimentos no Brasil, os empresários estão segurando as ofertas. Afinal, você colocaria o seu negócio à venda se não tivesse certeza de que vai ter comprador?

Nazari faz uma ressalva, porém. O mercado pode voltar a partir de 2020 com a chegada dos gringos. Não precisa de muito dinheiro, estamos falando só “daquele 1%”, como diria o hit sertanejo.

“Quando um grande fundo estrangeiro colocar um cara no canto da mesa para operar 1% em Brasil já será uma grande diferença”, disse Nazari.

Para ele, as emissões de ações no Brasil podem bombar nos próximos anos e o mercado pode ser cinco a dez vezes maior. Confira todos os detalhes nesta matéria.

Falando em oferta...

Mais uma empresa quer pegar dinheiro na bolsa. A Eletrobras vai propor aos seus acionistas um aumento de capital de até R$ 9,9 bilhões. O movimento visa a reforçar o caixa para fazer frente a ações do seu plano de negócios até 2023. Saiba mais.

Como foi o trimestre?

Como toda moda começa lá fora e depois vem para cá, a temporada de balanços já iniciou nos Estados Unidos. A largada foi dada com os resultados trimestrais dos bancos JP Morgan, Goldman Sachs, Wells Fargo e Citigroup. Além de acompanhar os números das empresas, os investidores seguem de olho no desenrolar das negociações de um acordo entre EUA e China sobre a guerra comercial.

Nesta manhã, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram no azul, embalando a abertura do pregão europeu. Já os mercados asiáticos foram mistos. Enquanto Tóquio fechou em alta de quase 2%, Xangai e Hong Kong ficaram no vermelho.

O marasmo dos mercados ontem trouxe uma maré boa para o Ibovespa, que teve ganhos de 0,45%, aos 104.301,58 pontos. O dólar à vista subiu 0,81%, a R$ 4,1280. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.

Do petróleo para o caixa

Depois de a Receita Federal arrecadar valores frustrantes em setembro, as contas públicas enfim têm uma boa notícia. Os recursos do leilão do excedente da cessão onerosa vão proporcionar um alívio para o governo. As contas foram feitas considerando não só o certame que ainda vai acontecer, mas também o dinheiro arrecadado no leilão da ANP da semana passada. Com isso, serão liberados R$ 7 bilhões que estavam retidos no Orçamento. Saiba mais. 

Dinheiro-problema

Receber parte da multa do FGTS dos trabalhadores demitidos está saindo caro para o governo. Hoje quando há uma demissão sem justa causa, o empregador paga 50% de multa: 40% ficam com o trabalhador e 10% são retidos no FGTS. Só o fato desse dinheiro passar pela conta do Tesouro Nacional antes de ser repassado ao Fundo cria um problema, porque esse montante entra no cálculo do teto dos gastos. Para se livrar desse impasse, o governo vai propor o fim da multa de 10%. E, com isso, espera ter uma folga de R$ 6,1 bilhões no Orçamento do próximo ano. Saiba mais. 

Polêmicas no radar

A relação entre o Legislativo e o Executivo ganhou mais um foco de incêndio na noite de ontem. Isso porque o presidente da CCJ da Câmara, Felipe Francischini, anunciou que pretende pautar na comissão uma PEC que limita o crescimento de despesas obrigatórias, regulamenta a regra de ouro e institui um plano de revisão de despesas da União. A proposta é muito boa aos olhos da saúde fiscal do Brasil - mas, em termos políticos, impõe um certo climão.

Um grande abraço e ótima terça-feira!

Agenda

Indicadores
- Reino Unido divulga taxa de desemprego em agosto
- FMI publica relatório com perspectivas para a economia mundial

Balanços 3º trimestre de 2019
- No exterior: UnitedHealth, BlackRock, Johnson&Johnson, JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup, Wells Fargo & Company, United Airlines e América Móvil

Política
- Comissão Especial da reforma da Previdência dos militares discute e vota parecer do relator
- CAE do Senado sabatina Fábio Kanczuk, indicado para ocupar a diretoria de Política Econômica do Banco Central

 

 

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