Menu
2019-07-15T20:41:17-03:00
De olho no pacto

Proposta sobre pacto federativo começará no Senado, diz presidente da CCJ

Ainda segundo a senadora, o governo já está trabalhando com o tema. “Não poderia ser diferente (o fato de começar pelo Senado), essa é a Casa da Federação. Eles já estão mexendo no pacto”, afirmou a presidente da CCJ

15 de julho de 2019
20:41
senado
Senado - Imagem: Alessandro Dantas/Fotos Públicas

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), disse nessa segunda-feira, 15, que uma proposta do governo federal que faça alterações no Pacto Federativo começará a tramitar pelo Senado, e não pela Câmara dos Deputados. Tebet afirmou a jornalistas que a informação foi dita a ela pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ainda segundo a senadora, o governo já está trabalhando com o tema. "Não poderia ser diferente (o fato de começar pelo Senado), essa é a Casa da Federação. Eles já estão mexendo no pacto", afirmou a presidente da CCJ.

Apesar de aprovar a ideia de que os debates se iniciem no Senado, a declaração de Tebet sobre o pacto federativo foi dada em contexto de insatisfação da parlamentar sobre as relações do governo com a Casa.

"Eu acho que o governo usou pouco o Senado Federal, acho que foi um erro de análise, e havia mesmo dúvidas se não poderíamos estar tramitando duas reformas ao mesmo tempo. O Brasil tem pressa, e a pauta do presidente é uma pauta única", criticou a senadora.

Tebet disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro é "bem intencionado", mas que falta a ele uma "visão maior" de País, já que Bolsonaro, em sua visão, estaria administrando "a varejo" enquanto que o Brasil precisa de uma condução no "atacado". "Muito preocupado com a questão ideológica", disse. "A impressão que tenho é que ele está administrando no varejo, quando Brasil precisa de atacado, ele precisa administrar no atacado", comentou a senadora, que citou as reformas tributárias, do pacto federativo e de desburocratização como exemplos de pautas importantes que já poderiam ter caminhado no Congresso.

Sobre a reforma tributária, Tebet avaliou que o "esqueleto" do texto será definido pelo o que o governo federal enviar ao Parlamento, apesar das outras propostas que já tramitam na Câmara e o Senado. "Eu acho que o esqueleto vai ser a reforma do Executivo, e as demais propostas vão servir para rechear essa reforma, elas vem como complementar a esse eixo, sob pena de não sair nenhuma reforma", comentou a senadora.

A presidente da CCJ também afirmou que não irá pautar nada de reforma tributária na comissão em agosto - a não ser audiências públicas que aconteçam em dias além da quarta-feira -, para não atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência. No Senado, a reforma tributária que tramita é do ex-deputado Luiz Carlos Hauly. "A gente pode muito bem avançar alguma coisa em setembro, mas vai depender de que forma vem a reforma do governo", avaliou Tebet.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

foco no nordeste

Desenvolvimento Regional autoriza R$ 30,7 milhões para saneamento em 17 Estados

Segundo a pasta, a maior fatia dos recursos foi destinada ao Nordeste (R$ 15,8 milhões), seguida pela região Norte (R$ 6,5 milhões)

caso das rachadinhas

Presidente do STJ decide colocar Queiroz em prisão domiciliar

O caso tramita sob segredo de Justiça. Preso desde 18 de junho, Queiroz é apontado como operador de um suposto esquema de “rachadinhas” – apropriação de salários de funcionários – no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro

O dia dos mercados

Com cautela em NY, bolsa fecha em queda de 0,6% após voltar aos 100 mil pontos; dólar recua

Em sessão de volatilidade, bolsa retorna ao patamar de 100 mil, mas não consegue manter fôlego com cautela em bolsas americanas. Dólar tem leve queda e se aproxima de R$ 5,30

ALÉM DE MORTOS E FERIDOS...

Os ‘falidos’ do coronavírus: veja as empresas que quebraram na pandemia

Companhias aéreas foram as primeiras a sentir o baque, seguidas por empresas que dependem também do turismo ou de viagens corporativas. Varejistas com fraca presença no e-commerce também sofreram com a ausência de clientes.

dados do ministério da Economia

Estatais apresentaram resultado líquido de R$ 109,1 bilhões em 2019, alta de 53%

De acordo com balanço apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia, isso representa um aumento de 53% em relação ao lucro de 2018 e é o maior valor desde 2008

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements