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O fator determinante para nossos investimentos é o que vai acontecer aqui em Brasília envolvendo o andamento da agenda de reformas. PIB de 2019 já está sendo revisado para baixo
Quando comentamos o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dissemos que o resultado tinha pouca importância para os investimentos em renda fixa ou renda variável. A avaliação segue a mesma para o resultado de 2018, mesmo ele sendo decepcionante.
O PIB “passado” tem pouca relevância na formação de preço dos ativos, pois o mercado antecipa o resultado final com grande acurácia por meio das divulgações dos demais indicadores de atividade, como vendas no varejo, produção industrial, arrecadação de impostos e o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br).
O que era e ainda é determinante para nosso dinheiro é o que vai acontecer aqui em Brasília envolvendo o andamento da agenda de reformas, notadamente a reforma da Previdência.
Toda a formação de expectativas está colocando na conta que o governo Jair Bolsonaro vai conseguir aprovar a reforma, dando sustentabilidade às contas públicas.
Cenário que seria propício para um “bull market” histórico no preço dos ativos brasileiros, com retomada de investimentos domésticos e externos e transformação da melhora da confiança já vista em PIB efetivo.
O contrário também é válido. A não reforma seria desastrosa para o país, com a forte reversão de expectativas batendo primeiro no mercado e depois se espalhando de forma consistente para o lado real da economia, que como o PIB e, notadamente, a taxa de desemprego, mostram, está em ritmo de recuperação bastante gradual.
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O crescimento de 1,1% em 2017 e 2018 deve promover uma intensificação nos debates em torno do espaço para novas redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 6,5% ao ano.
Estamos participando desse debate desde o fim do ano passado e voltando ao tema agora em fevereiro. Basicamente, para parte do mercado e da academia, essa falta de reação consistente da atividade aliada à inflação comportada e projeções em linha com as metas mostra que o BC já poderia estar praticando juros ainda menores. Em termos acadêmicos, a política monetária poderia estar mais estimulativa, com juro real, que está na casa dos 2,3%, ainda menor.
Que fique claro: política monetaria é instrumento de demanda. Se ela não estimula o suficiente, a atividade não anda o suficiente. Se a atividade não anda o suficiente, a inflação também não avança como deveria”. Assim tem sido a economia brasileira.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE— Ricardo Barboza (@menezes_barboza) February 28, 2019
O BC responde a essas críticas falando que o estímulo monetário está adequado e que o crescimento depende da redução das incertezas, que depende das reformas. O BC acompanha tanto o cenário externo com o andamento da agenda de reformas, que é essencial para manutenção da inflação e das expectativas ancoradas.
Ilan Goldfajn vem insistindo na “cautela, serenidade e perseverança” na condução da política monetária e seu sucessor, que tomou posse hoje de manhã, Roberto Campos Neto, acenou que vai seguir na mesma linha.
Por ora, o que se pode dizer é que se a Selic não cai, também não deve subir dos atuais 6,5%, até que esteja mais clara qual reforma da Previdência vai sobreviver às negociações políticas que ocorrem no Congresso. O que não deixa de ser boa notícia para os ativos de risco.
De acordo com o gestor de fundos da SRM, Vicente Matheus Zuffo, o dado que surpreendeu na divulgação do PIB foi a revisão do crescimento do terceiro trimestre de 0,8% para 0,5%, o que fez com que o resultado do ano ficasse no 1,1%.
Segundo o especialista, isso terá impacto no chamado carrego estatístico de 2018 para 2019. O crescimento “contratado” deste ano será um pouco menor. Com isso, vamos observar um movimento de revisões nas projeções de crescimento do ano.
As projeções médias estavam oscilando ao redor dos 2,5%, e já começam a cair para algo mais próximo dos 2%.
Falando de perspectivas, Zuffo afirma que a visão da SRM é binária, pois tudo depende das reformas. Se a aprovação da reforma da Previdência ocorrer dentro de um quadro de razoável economia fiscal, que sinalize estabilidade e posterior redução da dívida, poderemos ver um crescimento um pouco melhor no fim de 2019.
“Se tiver frustração ou reforma muito aguada é possível que a economia continue patinando”, avalia.
O desempenho da economia segue muito abaixo do potencial. Segundo Zuffo, só para recompor o que foi perdido em 2015 e 2016, o PIB poderia estar crescendo 2,5% a 3% todo ano.
Ainda sobre as reformas, a aprovação não precisa ser rápida, o que precisa acontecer o quanto antes é que tipo de reforma será aprovada para tirar o mercado e os empresários do “modo de espera”.
De acordo com o gestor, esse fraco desempenho da economia reforça a opinião de quem defende um corte da Selic no curto prazo. Mas a SRM não avalia esse corte como necessário.
No lado dos preços, há um choque de alimentos que deve se manifestar na inflação de fevereiro. Não deve ser nada preocupante, diz Zuffo, mas deve ser suficiente para tirar essa pressão de parte do mercado por corte de juros.
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