Menu
2019-04-03T09:05:19-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Tira aqui, coloca ali

Em Davos, Guedes sinaliza redução de carga de impostos e maiores taxas sobre dividendos

Ministro da Economia quer reduzir impostos pagos por empresas de 34% a 15%; redução deve ser compensada com Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos

23 de janeiro de 2019
9:09 - atualizado às 9:05
Paulo Guedes fala no Fórum Econômico Mundial, em Davos
Paulo Guedes fala no Fórum Econômico Mundial, em Davos - Imagem: Alan Santos/PR/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu detalhes sobre as novas políticas fiscais que pretendente implementar. As declarações ocorreram durante almoço no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 23.

Ao Broadcast, do Estadão, Guedes disse que a intenção do governo é reduzir de 34% para 15%, em média, a carga de impostos pagas pelas empresas no país.

Para isso, no entanto, fará compensações com outras taxas, como Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos.

"Hoje, o imposto das empresas é de 34%. Se baixar para 15%, aí é preciso aumentar o imposto sobre dividendos para ficar igual", disse ele. O ministro argumentou que a redução é necessária porque "todo mundo está baixando" os impostos.

Nos Estados Unidos, exemplificou, a carga para o setor produtivo é de 20%. "Então, se o Brasil não baixar o imposto para as empresas, nenhuma empresa vai para o País. Acaba indo para os outros lugares", defendeu.

Guedes argumentou que a única forma de se fazer isso sem derrubar a receita do País é por meio de uma realocação da carga tributária. "Se derruba um, compensa com outro e fica igual, fica a mesma tributação praticamente", explicou. "Se cair para 15% o imposto para as empresas e o dividendo em 20%, continuamos com a mesma tributação, mas estimulamos as empresas a irem para o Brasil", reforçou.

Atualmente, as empresas pagam 34% sobre seus lucros e, depois da tributação, os dividendos são distribuídos sem cobrança de Imposto de Renda sobre esses ganhos.
O ministro reforçou que se trata de um programa de "substituição tributária" e garantiu que não haverá aumento de imposto. "Baixa um e sobe o outro para ficar todo mundo mais ou menos igual. A nossa essência é de substituição tributária. Tem gente que não paga, tem gente que paga demais", afirmou.

A estratégia vai, de acordo com ele, atrair capital estrangeiro para o Brasil. "O foco aqui (em Davos) é esse. Estou falando para as empresas: 'nos EUA, (os impostos) são 20%, aqui vai ser 15%, então venham para cá.'"

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Temos vacina!

Por unanimidade, Anvisa aprova uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca

Primeiros profissionais de saúde já foram vacinados em pronunciamento do governador de São Paulo, João Doria

Mais uma recomendação

Técnicos da Anvisa recomendam uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca

Mais cedo, área técnica havia defendido aprovação da CoronaVac

Ainda falta...

Anvisa devolve pedido de uso emergencial da Sputnik

Laboratório russo não apresentou os requisitos mínimos para que o pedido de uso emergencial pudesse ser analisado pela agência

Quase lá

Área técnica da Anvisa recomenda uso emergencial da CoronaVac

Diretores da agência analisam pedidos de uso de vacinas. No momento, a área técnica ainda faz a apresentação. Em seguida, a relatora do tema, diretora Meiruze Freitas lerá seu voto, com os outros quatro diretores da agência votando depois

coronavírus

Covid-19: Brasil tem 8,4 milhões de casos e 61 mil novos diagnósticos nas últimas 24h

Segundo ministério, 7.388.784 pacientes recuperaram-se da doença

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies