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Investidores reagiram à notícia de que a Oi pode ser fatiada e, com isso, ficar nas mãos de três teles diferentes: TIM, Vivo e Claro
Menos de duas semanas depois da aprovação do marco das teles, que beneficia a Oi, a operadora volta a conviver com os temores de uma possível intervenção na companhia pelo governo. Como resultado, as ações ON da tele (OIBR3) caíram 5,77%, a R$ 0,98, enquanto os ativos PN (OIBR4) recuaram 4,52%, a R$ 1,48.
Os investidores reagem a notícia publicada hoje, pela Coluna do Broadcast, de que a Oi pode ser fatiada e, com isso, ficar nas mãos de três teles diferentes (TIM, Vivo e Claro). A divisão seria entre suas operações de telefonia fixa, móvel e de infraestrutura.
A ideia teria consenso dentro da Anatel e o mais provável seria que tal desdobramento ocorresse em 2020 - quando a Oi pode estar sem caixa. A hipótese, diz a publicação, cresce à medida que os maiores acionistas não têm dado sinais de que podem injetar mais dinheiro na tele.
No ano, os papeis da Oi, que está em recuperação judicial desde 2016, acumulam queda de 24,80%. Veja nossa cobertura de mercados desta quarta-feira.
A notícia do fatiamento da Oi representa um revés para a empresa que, no último dia 12, foi beneficiada pelo marco das teles aprovado no Senado. O projeto de lei complementar que mudou o marco regulatório do setor de telecomunicações e assim liberou a Oi para vender imóveis que não são usados pela companhia.
Segundo analistas do Itaú BBA, a Oi poderia obter R$ 2 bilhões com a venda de 30 imóveis, sendo que os 20 ativos com maior liquidez podem ser vendidos por aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
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Já os demais benefícios para a operadora, como a mudança para o regime de autorização no negócio de telefonia fixa, só devem acontecer após a regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que deve levar pelo menos um ano, de acordo com os analistas do Itaú BBA.
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