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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Ho-ho-ho!

Presentes de Natal: Ibovespa sobe e chega a mais um recorde; dólar cai a R$ 4,08

Em meio ao noticiário positivo no front da guerra comercial, o Ibovespa encontrou espaço para subir mais um pouco e, com isso, chegar a uma nova máxima de fechamento, aproximando-se dos 116 mil pontos.

Victor Aguiar
Victor Aguiar
23 de dezembro de 2019
18:34 - atualizado às 10:44
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A bolsa brasileira estará fechada na terça (24) e na quarta (25), por causa do feriado de Natal. Então, Papai Noel precisou antecipar a visita aos investidores, deixando alguns presentes ao pé da árvore do Ibovespa.

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Mas, depois de um ano tão positivo, o que mais os agentes financeiros poderiam pedir? Bem, como não há nada que não possa melhorar, o bom velhinho sabia exatamente o que faria o Natal dos agentes financeiros ser ainda melhor: um novo recorde para o índice.

Pois foi exatamente isso que os investidores encontraram ao abrir os pacotes: depois de passar boa parte do pregão desta segunda-feira perto do zero a zero, o Ibovespa ganhou força na reta final e terminou o dia em alta de 0,64%, aos 115.863,29 pontos, atingindo mais uma máxima de fechamento.

O presente não é inédito: somente em dezembro, é a nona vez que o Ibovespa atinge novos topos históricos. Mas, nesse caso, os agentes financeiros nem ligam — ninguém reclama dessa figurinha repetida.

A última sessão antes do Natal também trouxe algumas surpresas para o mercado de câmbio: o dólar à vista fechou em queda de 0,32%, a R$ 4,0817, acompanhando a tendência vista no exterior.

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Ho-ho-ho!

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Noite feliz

Essa nova rodada de alívio nos mercados financeiros do Brasil se deve ao alívio vindo do exterior, mais precisamente da China: na noite de domingo para segunda, o governo de Pequim anunciou o corte de tarifas de importação sobre carne de porco congelada, farmacêuticos e alguns componentes de alta tecnologia, a partir de 1º de janeiro.

A medida abre caminho para que EUA e China assinem a primeira fase do acordo comercial o mais rápido possível — e, com o acerto, os mercados apostam num menor risco de desaceleração econômica em escala global.

Assim, considerando esse cenário, as bolsas americanas encontraram espaço para continuar subindo: o Dow Jones fechou em alta de 0,34%, o S&P 500 avançou 0,09% e o Nasdaq teve ganho de 0,23% — os três índices também atingiram novos recordes de encerramento.

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E, com o tom positivo visto no exterior, o Ibovespa aproveitou para pegar carona e comemorar o Natal antecipadamente.

Bate o sino

O noticiário referente à guerra comercial fez bater o sino do alívio no mercado de câmbio, com o dólar à vista devolvendo parte dos ganhos acumulados na última sexta-feira, quando a divisa americana fechou em alta de 0,80%, a R$ 4,0947.

O dólar perdeu terreno em escala global nesta segunda-feira, com os investidores sentido-se mais à vontade para assumir riscos no mercado de câmbio, em meio à evolução positiva nas negociações entre Washington e Pequim. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta com as principais divisas do mundo, fechou em leve baixa.

Na comparação com as moedas de países emergentes, o dólar perdeu força em relação ao peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano, entre outras — contexto que ajudou o real.

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Por fim, as curvas de juros terminaram em queda, em linha com o comportamento do dólar. Veja como ficaram os principais DIs:

  • Janeiro/2021: de 4,63% para 4,62%;
  • Janeiro/2023: de 5,97% para 5,90%;
  • Janeiro/2025: de 6,64% para 6,56%;
  • Janeiro/2027: de 6,99% para 6,90%.

Presentes

O noticiário corporativo foi relativamente intenso nesta segunda-feira. Em destaque, apareceram as ações ON da B3 (B3SA3), que caíram 4,54% e tiveram o pior desempenho do Ibovespa.

Os investidores mostraram-se receosos quanto ao possível fim do monopólio no mercado de ações no Brasil. A B3, dona da Bovespa, BM&F e Cetip, fechou um acordo para prestar serviços a uma bolsa concorrente que quiser operar no segmento de negociação com ações brasileiras.

Outro destaque foi JBS ON (JBSS3), em alta de 1,23%, depois da compra dos ativos de margarina no Brasil da Bunge, anunciada na sexta-feira à noite. A aquisição, realizada pela Seara, envolveu um valor total de R$ 700 milhões.

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Fora do Ibovespa, destaque para os papéis da Oi, após a operadora de telefonia anunciar a captação de R$ 2,5 bilhões por meio de uma emissão de debêntures, mas em condições bem duras. As ações ON (OIBR3) caíram 2,25%, enquanto as PNs (OIBR4) ficaram estáveis.

Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:

  • Eletrobras ON (ELET3): +7,00%
  • CSN ON (CSNA3): +5,21%
  • Eletrobras PNB (ELET6): +3,44%
  • BR Distribuidora ON (BRDT3): +3,07%
  • Braskem PNA (BRKM5): +3,07%

Confira também as cinco maiores quedas do índice:

  • B3 ON (B3SA3): -4,54%
  • Qualicorp ON (QUAL3): -1,36%
  • NotreDame Intermédica ON (GNDI3): -1,26%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -1,03%
  • Marfrig ON (MRFG3): -0,95%

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