🔴 +30 RECOMENDAÇÕES DE ONDE INVESTIR EM DEZEMBRO – VEJA AQUI

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Índice destemido

Apesar da guerra comercial e da tensão no exterior, o Ibovespa subiu 3,57% em setembro

O Ibovespa até terminou a sessão desta segunda-feira em leve baixa, sem conseguir defender os 105 mil pontos. Mas, no saldo do mês, o índice conseguiu ganhar terreno

Victor Aguiar
Victor Aguiar
30 de setembro de 2019
10:29 - atualizado às 10:54
Escudo dragão
Ibovespa se defendeu do exterior mais agressivo e conseguiu fechar o mês em altaImagem: Shutterstock

Seria razoável pressupor que o mês de setembro seria negativo para o Ibovespa. Afinal, o noticiário externo esteve longe de ser favorável para os mercados globais: a guerra comercial se aprofundou, o petróleo enfrentou uma crise e o presidente dos EUA, Donald Trump, teve que lidar com a abertura de um pedido de impeachment.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • O melhor curso de análise gráfica está com INSCRIÇÕES ABERTAS. Vagas exclusivas e promocionais para leitores Seu Dinheiro, apenas por este link.

No entanto, o principal índice da bolsa brasileira não se deixou abalar por todos esses focos de tensão. Nesta segunda-feira (30), o Ibovespa até fechou em leve baixa de 0,32%, aos 104.745,32 pontos, mas, no mês, acumulou ganho de 3,57% — e, ao longo do terceiro trimestre de 2019, a alta chegou a 3,74%.

Assim, o mercado doméstico teve um desempenho superior aos índices americanos: o Dow Jones subiu 0,36% hoje, aos 26.916,83 pontos, acumulando ganho de 1,94% no mês; o S&P 500 avançou 0,50% nesta segunda-feira, aos 2.976,73 pontos (+1,72% em setembro); o Nasdaq teve ganho de 0,75% hoje, aos 7.999,34 pontos (+0,45% no mês).

Para entender essa diferença entre o Ibovespa e as bolsas de Nova York, é preciso olhar para o cenário doméstico. Por aqui, a taxa Selic foi cortada em mais 0,5 ponto, renovando o piso histórico, a 5,5% ao ano. Além disso, os dados referentes à economia brasileira mostraram uma ligeira recuperação na atividade local, alimentando o otimismo dos agentes financeiros.

Por fim, o cenário em Brasília até trouxe alguma turbulência ao Ibovespa — a tramitação da reforma da Previdência no Senado, etapa que era vista como protocolar, tem se mostrado mais difícil que o imaginado —, mas, em linhas gerais, não gerou impactos mais fortes ao índice.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E não é que os fatores de instabilidade vistos no exterior não foram sentidos por aqui. Altas na aversão ao risco no exterior fizeram os agentes financeiros locais adotarem uma postura mais cautelosa em diversos pontos do mês, mas os fatores mais positivos vistos aqui dentro se sobrepuseram à tensão lá fora.

Leia Também

Investidas comerciais

O mês começou bastante tenso para os mercados globais: logo no primeiro dia, o governo americano colocou em prática novas sobretaxas sobre importações de produtos vindos da China — uma medida semelhante também foi adotada pelo governo chinês.

Parte do mercado apostava que tanto Washington quanto Pequim recuariam no fim de agosto, postergando ou cancelando essa nova rodada de elevações tarifárias. No entanto, não houve suavização do discurso — e a efetivação de mais medidas protecionistas trouxe preocupação aos agentes financeiros.

Com o acirramento da disputa, também cresceu o temor de que a economia global passasse a sofrer com uma desaceleração ainda mais intensa. Dados econômicos da Europa já mostravam que a atividade no velho continente estava estagnada; na China, diversos números sugeriam uma perda de tração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, após uma piora mais significativa no início do mês, a guerra comercial atravessou uma onda de alívio. Ao longo de setembro, autoridades dos Estados Unidos e da China deram sinais de que estariam dispostos a negociar e interromper a espiral ascendente de tensões.

Assim, pequenas concessões de ambos os lados — uma isenção, por parte dos EUA, de determinados items chineses da lista de incidência de sobretaxas, e um acerto, por parte da China, para compra de produtos agrícolas americanos —, somados à retomada dos diálogos trouxeram algum alívio aos mercados.

E o mês terminou com uma nota positiva no front da guerra comercial: autoridades de primeiro escalão dos dois países irão se encontrar em Washington a partir de 10 de outubro, numa nova rodada formal de negociações. E embora não haja a expectativa de fechamento de um acerto definitivo, a aproximação entre as potências é bem vista.

Ataques aéreos

Outro foco de tensão veio do Oriente Médio, mais especificamente da Arábia Saudita: rebeldes do Iêmen promoveram uma taque com drones às refinarias da Saudi Aramco, causando danos extensos às instalações da empresa e comprometendo a produção de petróleo do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse acontecimento provocou enorme reação dos mercados sob dois aspectos: em primeiro lugar, os preços da commodity dispararam, uma vez que a Arábia Saudita é o principal produtor global de petróleo. Em segundo, possíveis instabilidades geopolíticas no Oriente Médio aumentaram a cautela dos investidores.

Por mais que os rebeldes do Iêmen tenham assumido a autoria, a Arábia Saudita e os Estados Unidos acusaram o Irã de estar por trás das ações. Assim, nos dias seguintes aos ataques, duas dúvidas permaneceram no ar: quando os sauditas conseguiriam retomar a produção e como o cenário geopolítico se desenrolaria.

O primeiro questionamento foi respondido rapidamente: o governo saudita conseguiu restabelecer o fornecimento da commodity em pouco tempo, o que contribuiu para acalmar o mercado do petróleo. O segundo segue no ar: Irã e Estados Unidos continuam trocando farpas, embora não tenham entrado em conflito.

Democratas na ofensiva

Por fim, um terceiro eixo de preocupação externa veio dos Estados Unidos: na semana passada, a presidente da Câmara do país, Nancy Pelosi, deu abertura a um pedido de impeachment contra Trump, baseada em supostas pressões exercidas pelo chefe da Casa Branca contra o presidente da Ucrânia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A trama é bastante complexa. Em resumo: Trump teria pedido para o líder ucraniano investigar as atividades do filho do senador democrata Joe Biden no país, de modo a supostamente gerar um noticiário negativo a respeito do ex-vice-presidente — um potencial concorrente do republicano nas eleições de 2020.

Por mais que seja improvável que esse pedido consiga progredir no Congresso americano — o partido republicano tem maioria no Senado —, a notícia traz enorme instabilidade ao cenário político dos Estados Unidos. Trump se defendeu das acusações e divulgou a transcrição do telefonema com o presidente da Ucrânia, afirmando que o contato não teve nada demais.

De qualquer maneira, o risco político americano entrou de vez no radar dos mercados em setembro — mais um, num cenário já bastante tumultuado lá fora.

O escudo dos juros

Dito tudo isso, um fator doméstico e externo trouxe proteção às bolsas globais em setembro: os cortes de juros e outros alívios de política monetária pelos principais bancos centrais do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, o BC cortou a Selic em 0,5 ponto e deu a entender que novos ajustes negativos serão colocados em prática até o fim do ano; na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou o início de um programa de recompra de ativos, de modo a estimular a atividade na região.

E, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto. O BC americano, contudo, não se comprometeu com novos cortes no futuro, o que trouxe alguma frustração aos agentes financeiros globais. De qualquer maneira, o Fed acompanhou a tendência global e tratou de estimular a economia americana.

Essa 'ação coordenada' dos BCs tem um objetivo claro: evitar que a economia global perca ainda mais força — e se antecipar aos potenciais impactos negativos gerados pela guerra comercial entre EUA e China. Assim, o cumprimento das expectativas do mercado serviu para dar ânimo às bolsas em setmebro, inclusive o Ibovespa.

Armadura local

Por aqui, o índice também foi protegido pela calmaria no front doméstico: os mais recentes dados econômicos mostraram que a atividade local começa a ganhar tração, e o noticiário político não trouxe maiores preocupações ao longo do mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o cenário em Brasília estará no centro das atenções neste início de outubro: caso a tramitação da reforma da Previdência pelo Senado sofra com novos atrasos, os mercados tendem a reagir de maneira bastante negativa, temendo que as recentes tensões entre governo e Congresso coloquem em risco a aprovação das novas regras da aposentadoria.

Mas, caso o texto consiga avançar, é de se esperar que o mercado mostre ânimo, o que poderia levar o Ibovespa às máximas — vale lembrar que o índice está perto do topo histórico, marcado em 10 de julho, aos 105.817,06 pontos.

E o dólar?

O mercado de câmbio também teve um mês relativamente tranquilo: o dólar à vista ficou estável nesta sexta-feira, aos R$ 4,1552, o que implica num ligeiro ganho de 0,31% em setembro. No trimestre, contudo, a moeda americana disparou — nos últimos três meses, a alta acumulada foi de 7,33%.

Como pano de fundo para esse movimento do dólar em relação ao real, aparece a questão do diferencial de juros. Como o BC cortou a Selic em 0,50 ponto e o Fed promoveu um ajuste de apenas 0,25 ponto, a distância entre as taxas diminuiu — e, em julho, um movimento igual já havia acontecido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, os investidores estrangeiros que alocavam recursos no Brasil, de olho no rendimento atrativo da alta taxa de juros local, agora têm menos estímulo para fazer essa operação. Nesse cenário, há um fluxo menor de dólares para o país — e, assim, a moeda americana ganha força.

Considerando tudo isso, não é de se espantar que o dólar à vista esteja acima dos R$ 4,00 desde 16 de agosto. Para muitos especialistas, esse nível já aparece como um novo piso para a moeda americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FECHAMENTO DOS MERCADOS

Do céu ao inferno: Ibovespa tem a maior queda desde 2021; dólar e juros disparam sob “efeito Flávio Bolsonaro”

5 de dezembro de 2025 - 16:44

Até então, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, era cotado como o mais provável candidato da direita, na avaliação do mercado, embora ele ainda não tivesse anunciado a intenção de concorrer à presidência

CARTEIRA RECHEADA

Pequenas e poderosas: Itaú BBA escolhe as ações small cap com potencial de saltar até 50% para carteira de dezembro

5 de dezembro de 2025 - 10:07

A Plano & Plano (PLP3) tem espaço para subir até 50,6%; já a Tenda (TEND3) pode ter valorização de 45,7%

MERCADOS

Ibovespa sobe 1,65% e rompe os 164 mil pontos em forte sequência de recordes. Até onde o principal índice da bolsa pode chegar? 

4 de dezembro de 2025 - 19:00

A política monetária, com o início do ciclo de cortes da Selic, é um dos gatilhos para o Ibovespa manter o sprint em 2026, mas não é o único; calculamos até onde o índice pode chegar e explicamos o que o trouxe até aqui

ALÉM DAS NUVENS

Ibovespa vai dar um salto de 18% e atingir os 190 mil pontos com eleições e cortes na Selic, segundo o JP Morgan 

4 de dezembro de 2025 - 17:35

Os estrategistas reconhecem que o Brasil é um dos poucos mercados emergentes com um nível descontado em relação à média histórica e com o múltiplo de preço sobre lucro muito mais baixo do que os pares emergentes

BOLSOS CHEIOS

Empresas listadas já anunciaram R$ 68 bilhões em dividendos do quarto trimestre — e há muito mais por vir; BTG aposta em 8 nomes

4 de dezembro de 2025 - 12:15

Levantamento do banco mostra que 23 empresas já anunciaram valor ordinários e extraordinários antes da nova tributação

MEXENDO NA CARTEIRA

Pátria Malls (PMLL11) vai às compras, mas abre mão de parte de um shopping; entenda o impacto no bolso do cotista

4 de dezembro de 2025 - 10:24

Somando as duas transações, o fundo imobiliário deverá ficar com R$ 40,335 milhões em caixa

FII DO MÊS

BTLG11 é destronado, e outros sete FIIs disputam a liderança; confira o ranking dos fundos imobiliários favoritos para dezembro

4 de dezembro de 2025 - 6:02

Os oito bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro indicaram três fundos de papel, dois fundos imobiliários multiestratégia e dois FIIs de tijolo

FECHAMENTO DOS MERCADOS

A bolsa não vai parar: Ibovespa sobe 0,41% e renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai a R$ 5,3133

3 de dezembro de 2025 - 19:05

Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas

TOUROS E URSOS #250

Vai ter chuva de dividendos neste fim de ano? O que esperar das vacas leiteiras da bolsa diante da tributação dos proventos em 2026

3 de dezembro de 2025 - 18:33

Como o novo imposto deve impactar a distribuição de dividendos pelas empresas? O analista da Empiricus, Ruy Hungria, responde no episódio desta semana do Touros e Ursos

AÇÃO DO MÊS

Previsão de chuva de proventos: ação favorita para dezembro tem dividendos extraordinários no radar; confira o ranking completo

3 de dezembro de 2025 - 6:04

Na avaliação do Santander, que indicou o papel, a companhia será beneficiada pelas necessidades de capacidade energética do país

UMA AÇÃO PARA CARREGAR?

Por que o BTG acha que RD Saúde (RADL3) é uma das maiores histórias de sucesso do varejo brasileiro em 20 anos — e o que esperar para 2026

2 de dezembro de 2025 - 19:20

Para os analistas, a RADL3 é o “compounder perfeito”; entenda como expansão, tecnologia e medicamentos GLP-1 devem fortalecer a empresa nos próximos anos

PERSPECTIVAS 2026

A virada dos fundos de ações e multimercados vem aí: Fitch projeta retomada do apetite por renda variável no próximo ano

2 de dezembro de 2025 - 12:46

Após anos de volatilidade e resgates, a agência de risco projeta retomada gradual, impulsionada por juros mais favorável e ajustes regulatórios

CARTEIRA RECOMENDADA

As 10 melhores small caps para investir ainda em 2025, segundo o BTG

1 de dezembro de 2025 - 18:03

Enquanto o Ibovespa disparou 32% no ano até novembro, o índice Small Caps (SMLL) saltou 35,5% no mesmo período

AÇÕES NO TOPO

XP vê bolsa ir mais longe em 2026 e projeta Ibovespa aos 185 mil pontos — e cinco ações são escolhidas para navegar essa onda

1 de dezembro de 2025 - 15:00

Em meio à expectativa de queda da Selic e revisão de múltiplos das empresas, a corretora espera aumento do fluxo de investidores estrangeiros e locais

O INSACIÁVEL

A fome do TRXF11 ataca novamente: FII abocanha dois shoppings em BH por mais de R$ 257 milhões; confira os detalhes da operação

1 de dezembro de 2025 - 9:55

Segundo a gestora TRX, os imóveis estão localizados em polos consolidados da capital mineira, além de reunirem características fundamentais para o portfólio do FII

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja para onde vai a mordida do Leão, qual a perspectiva da Kinea para 2026 e o que mais move o mercado hoje

1 de dezembro de 2025 - 8:43

Profissionais liberais e empresários de pequenas e médias empresas que ganham dividendos podem pagar mais IR a partir do ano que vem; confira análise completa do mercado hoje

OS VERDADEIROS DUELOS

O “ano de Troia” dos mercados: por que 2026 pode redefinir investimentos no Brasil e nos EUA

1 de dezembro de 2025 - 6:01

De cortes de juros a risco fiscal, passando pela eleição brasileira: Kinea Investimentos revela os fatores que podem transformar o mercado no ano que vem

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara 6% em novembro e se encaminha para fechar o ano com retorno 10% maior do que a melhor renda fixa

28 de novembro de 2025 - 19:52

Novos recordes de preço foram registrados no mês, com as ações brasileiras na mira dos investidores estrangeiros

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa dispara para novo recorde e tem o melhor desempenho desde agosto de 2024; dólar cai a R$ 5,3348

28 de novembro de 2025 - 13:09

Petrobras, Itaú, Vale e a política monetária ditaram o ritmo dos negócios por aqui; lá fora, as bolsas subiram na volta do feriado nos EUA

OPERAÇÃO POÇO DE LOBATO

Ações de Raízen (RAIZ4), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) saltam no Ibovespa com megaoperação contra fraudes em combustíveis

27 de novembro de 2025 - 14:48

Analistas avaliam que distribuidoras de combustíveis podem se beneficiar com o fim da informalidade no setor

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar