🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Recuperação intensa

Ibovespa sobe forte e se aproxima dos 100 mil pontos, acompanhando a euforia no exterior

A perspectiva de que tanto o BCE quanto o Fed poderão promover cortes de juros num futuro próximo deu um forte impulso às bolsas globais — o Ibovespa pegou carona e avançou mais de 1,5%

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de junho de 2019
10:25 - atualizado às 9:48
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Ibovespa sobe forte e retorna ao patamar dos 99 mil pontos; dólar à vista tem queda firme - Imagem: Seu Dinheiro

Os mercados acionários globais tiveram uma terça-feira (18) de ganhos expressivos. Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, o tom foi de otimismo generalizado, e esse bom humor contagiou as negociações por aqui, fazendo o Ibovespa encerrar um pregão no nível dos 99 mil pontos pela primeira vez desde 19 de março — mais precisamente, aos 99.404,39 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foram diversos os fatores que trouxeram alívio aos agentes financeiros ao longo do dia. Mas, antes de explicar com mais detalhes o que aconteceu nesta terça-feira, eis um resumo do fechamento das principais praças:

  • Ibovespa: +1,82%
  • Dow Jones: +1,35%
  • S&P 500: +0,97%
  • Nasdaq: +1,39%
  • CAC 40 (França): +2,20%
  • DAX (Alemanha): +2,03%
  • FTSE 100 (Londres): +1,17%

"O mercado está voando num céu de brigadeiro", comentou um operador, ao falar sobre o clima global das negociações durante a manhã. "O cenário externo está bem tranquilo, e aqui dentro também está bom".

A lista acima poderia incluir muitas outras bolsas da Europa, mas o tom ficaria repetitivo, já que quase todos os índices da região tiveram ganhos de mais de 1% hoje. Essa onda de euforia, afinal, teve origem no velho continente — mais precisamente, no Banco Central Europeu (BCE).

Mais cedo, o presidente da instituição, Mario Draghi, afirmou que cortes de juros continuam no escopo de ferramentas que poderão ser usadas no futuro — a ideia é reaquecer a atividade econômica da zona do euro, que há meses dá sinais de desaceleração ou estagnação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A sinalização aumentou ainda mais a expectativa do mercado em relação à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, que será conhecida amanhã. A questão que paira sobre a cabeça dos agentes financeiros é bastante direta: será que os Estados Unidos também pegarão a estrada dos ajustes negativos de juros?

Leia Também

Exterior em polvorosa

A julgar pelo comportamento das bolsas americanas, o mercado aposta que o Fed irá sinalizar de maneira mais efetiva que está aberto a cortar as taxas num futuro próximo, acompanhando o tom assumido pelo presidente do BCE nesta manhã.

Os agentes financeiros já vinham batendo nesta tecla há algumas semanas, em meio à divulgação de dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos — e com a percepção de que a guerra comercial com a China tende a trazer impactos à atividade do país nos próximos meses.

Assim, embora o mercado ainda não aposte numa mudança nos juros já nesta reunião, há ampla expectativa quanto à adoção de uma comunicação mais branda pelo Fed, deixando a porta aberta para uma redução nos juros ainda neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Passamos por um momento geral de desaquecimento econômico no exterior", comenta Matheus Amaral, analista da Toro Investimentos. "Os Bancos Centrais se veem pressionados a terem uma política monetária de maior incentivo através do afrouxamento das taxas de juros".

Com o BCE e o Fed nos holofotes, o mercado de câmbio global também passou por profundos movimentos de ajuste ao longo do dia. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta com as principais moedas do mundo, teve leve alta nesta terça-feira, influenciado pela desvalorização do Euro após a fala de Draghi.

No entanto, o cenário de menor aversão ao risco fez com que quase todas as divisas de países emergentes e ligados às commodities ganhassem terreno em relação à moeda americana. E, no Brasil, não foi diferente: o dólar à vista fechou em queda de 1,00%, a R$ 3,8606 — na mínima, bateu os R$ 3,8496 (-1,28%).

Outros fatores ainda ajudaram a dar um gás extra às negociações no exterior. As pressões no front da guerra comercial também diminuíram nesta terça-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que teve "uma conversa muito boa por telefone" com o presidente da China, Xi Jinping.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Twitter, Trump afirmou que ficou acertado que ambos terão "uma reunião prolongada" na próxima semana, durante a cúpula do G-20, no Japão. A declaração de Trump reduz parcialmente a tensão dos mercados em relação às disputas comerciais entre americanos e chineses, já que o encontro dos líderes no G-20 ainda era incerto.

O presidente americano ainda usou a rede social para mostrar descontentamento em relação às declarações de Draghi, afirmando que a adoção de estímulos pelo BCE cria "condições injustas" na competição com os Estados Unidos — o que, para alguns, pode ser entendido como uma pressão velada ao Fed.

De olho no BC

Por aqui, as expectativas dos agentes financeiros também estiveram elevadas em relação à decisão de política monetária do Banco Central, também prevista para amanhã. Assim como no caso do Fed, o mercado não espera um corte imediato de juros, mas aguarda por sinalizações que indiquem a possibilidade de redução na Selic no futuro.

Tal percepção, somada à forte queda do dólar, fez as curvas de juros operarem em queda durante boa parte da sessão, embora esse movimento tenha perdido intensidade na ponta curta. Ao fim do dia, os DIs com vencimento em janeiro de 2021 ficaram em 6,02%, mesma taxa do ajuste de ontem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No vértice longo, as curvas para janeiro de 2023 recuaram de 7,00% para 6,96%, e as com vencimento em janeiro de 2025 caíram de 7,56% para 7,50%.

Enquanto isso, em Brasília...

Os mercados domésticos também acompanharam o noticiário político referente à reforma da Previdência. Afinal, a comissão especial da Câmara começou a discutir hoje o parecer elaborado pelo relator Samuel Moreira — e o mercado mostra bastante otimismo neste front, embora os debates devam se estender até a próxima semana.

"O tramite da Previdência vai seguindo seu fluxo, e isso sempre é positivo", pondera Amaral, da Toro. Assim, além do otimismo externo, as boas perspectivas em relação às reformas contribuíram para dar ainda mais força ao Ibovespa nesta terça-feira — a alta de 1,82% representa o maior ganho percentual num único pregão desde 21 de maio.

Outro fator que deu força aos ativos locais foi a rápida indicação de um substituto para Joaquim Levy, que pediu demissão do comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no fim de semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gustavo Montezano, que trabalhava como secretário-adjunto da Secretaria de Desestatização, comandada por Salim Mattar, irá assumir o posto. "Essa indicação sinalizou para o mercado que o processo de desestatização do BNDES deve acelerar", pondera um operador.

Por fim, o Banco Central promoveu hoje a rolagem de US$ 2 bilhões em linha de dólar com compromisso de recompra, o que ajudou a trazer alívio ao dólar à vista. Amanhã, outros US$ 2 bilhões serão ofertados.

Commodities sobem forte

O mercado de commodities também tem um dia bastante positivo. Na China, o minério de ferro negociado no porto de Qingdao — cotação que serve de referência para os ativos globais — fechou em alta de 3,76%. O petróleo apresentou um tom semelhante: o WTI teve ganho de 3,71%, e o Brent avançou 1,97%.

Nesse contexto, as ações de empresas ligadas às commodities — caso da Petrobras, Vale e das siderúrgicas — aparecem na ponta positiva do Ibovespa nesta terça-feira. E a percepção de avanço nas negociações entre EUA e China dá força extra ao setor de mineração e siderurgia, bastante dependente do mercado chinês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale ON (VALE3), um dos papéis de maior peso na composição do Ibovespa, fechou em alta de 3,59%, enquanto CSN ON (CSNA3) subiu 3,18% — ainda entre as siderúrgicas, Gerdau PN (GGBR4) avançou 3,73% e Usiminas PNA (USIM5) teve ganho de 2,09%. Petrobras ON (PETR3) e PN (PETR4) subiram 1,53% e 1,25%, respectivamente.

B3 se recupera

As ações ON da B3 (B3SA3) terminaram a sessão em alta de 7,35% e lideraram os ganhos do Ibovespa nesta terça-feira. Os papéis reagem a uma notícia publicada pela Folha de S. Paulo, afirmando que o relator da reforma da Previdência na Câmara, Samuel Moreira, pode deixar a B3 de fora da elevação da CSLL, de 15% para 20%.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar