Menu
2019-06-07T18:40:08-03:00
matemática do apoio

Só PSL e Novo dão apoio total à reforma da Previdência

Os dois partidos somam sete deputados na Comissão Especial que irá analisar o mérito da proposta

27 de abril de 2019
16:45 - atualizado às 18:40
img20190402200532058MED
Líder do Novo na Câmara, deputado Marcel Van Hattem - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Apenas dois partidos fecharam questão pela aprovação da reforma da Previdência até o momento, embora isso seja hoje o principal tema em discussão no Congresso. Outras siglas, que têm entre seus quadros deputados favoráveis ao tema, não querem obrigá-los a apoiar a medida para evitar que o movimento seja interpretado como apoio formal ao governo. A falta de posicionamento definitivo também deixa as legendas à vontade para negociar mudanças no texto apresentado pelo Executivo.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e o Novo foram os únicos a declarar que todos os seus integrantes terão de votar a favor da reforma tal como formulada pela equipe econômica. Caso um deputado de uma das duas legendas descumpra a determinação, pode ser punido internamente. Os dois partidos somam sete deputados na Comissão Especial que irá analisar o mérito da proposta: cinco são do PSL e dois do Novo.

No total, o colegiado reúne 49 titulares, e o governo precisa de 25 votos para aprovar o texto e enviá-lo à apreciação do plenário. Hoje, 32 deputados se dizem favoráveis a modificar a Previdência, mas somente 16 endossam integralmente o texto enviado pelo governo.

Se tivesse uma base de apoio robusta no Congresso e aliados dispostos a fechar questão, o governo teria mais chances de preservar os detalhes de sua proposta. Serão 40 sessões deliberativas do plenário da Câmara para debater o texto até que o relatório final seja apresentado. Hoje é incerto o formato final que a proposta terá ao sair da Comissão. Se aprovada, seguirá para o plenário da Casa.

Para o líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS), o texto da reforma não precisa ser alterado para ser votado. Ele diz entender que existe necessidade de negociação para que o texto passe pelo parlamento e que está disposto a ajudar na construção desse consenso. "Por mim eu aprovava a reforma do jeito que está", ressalta.

O Novo teria apenas uma vaga titular no colegiado. Porém, em um acordo para reforçar a aprovação da reforma, que envolveu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a legenda ganhou mais uma vaga que estava destinada ao PMN.

Gesto

No início de abril, o presidente Jair Bolsonaro recebeu dirigentes partidários em reuniões no Palácio do Planalto tentando reforçar a comunicação com o Congresso e melhorar o relacionamento com os deputados que apreciarão a reforma.

Os líderes das siglas, no entanto, saíram dos encontros sem declarar apoio formal ao governo ou fechamento de questão em torno da proposta. O presidente do PRB, Marcos Pereira, por exemplo, fez críticas à articulação política do governo e disse que a legenda não discutiria qualquer adesão à base e fechamento de questão.

Em março, líderes do MDB, PR, PRB, PSD, Podemos, PTB, Cidadania, DEM, PSDB, PP, SD, Pros e Patriota anunciaram que atuarão para tirar do texto da reforma da Previdência enviado pelo governo as mudanças nas regras da aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Também afirmaram que não permitirão a "desconstitucionalização generalizada do sistema previdenciário do País". O grupo reúne 27 dos 49 membros da comissão.

Nem o DEM, que tem três representantes da legenda no ministério de Bolsonaro, se comprometeu formalmente com a questão.

No PSDB, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afastou a possibilidade de a sigla se alinhar à base do governo após a renovação da direção. O paulista defende que os tucanos apoiem as "boas propostas", mas não garante que a legenda estará fechada para votar favoravelmente à proposta da reforma da Previdência no Congresso. "Não é preciso alinhamento, é preciso apoiar as boas teses, as boas causas e as boas propostas do governo que vêm ao encontro do desenvolvimento econômico e da redução da miséria e da pobreza", disse.

Contra

O PSB foi o único partido da oposição que fechou questão contra a matéria. A legenda tomou a decisão nesta semana por considerar que a proposta é "um ataque impiedoso ao sistema de seguridade social" e "uma política regressiva que jamais qualquer governo, inclusive a ditadura, teve coragem de apresentar ao País". A sigla terá três integrantes no colegiado, mas ainda não indicou seus membros.

A executiva nacional do partido decidiu reunir-se novamente assim que o relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) for apresentado para avaliar as mudanças que devem ser feitas, mas a direção partidária acredita que dificilmente mudará de posição.

Mesmo sem fechamento de questão, espera-se que PT e PSOL se oponham integralmente à proposta. Juntas, as siglas têm quatro deputados na Comissão Especial que aprecia o texto. Todos esses parlamentares já se manifestaram contra a proposta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

ALÉM DE MORTOS E FERIDOS...

Os ‘falidos’ do coronavírus: veja as empresas que quebraram na pandemia

Companhias aéreas foram as primeiras a sentir o baque, seguidas por empresas que dependem também do turismo ou de viagens corporativas. Varejistas com fraca presença no e-commerce também sofreram com a ausência de clientes.

dados do ministério da Economia

Estatais apresentaram resultado líquido de R$ 109,1 bilhões em 2019, alta de 53%

De acordo com balanço apresentado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia, isso representa um aumento de 53% em relação ao lucro de 2018 e é o maior valor desde 2008

solução eletrônica

Donas de shoppings investirão menos em expansão e mais em canais digitais

Em vez de priorizarem a construção de novas unidades (“greenfields”) ou a expansão da área dos estabelecimentos já em operação – principais vias de crescimento até então -, será dado cada vez mais peso na integração do comércio físico ao eletrônico

em meio à covid

Fluxo de pessoas em lojas físicas sobe 194% em junho; em shoppings, alta de 126%

No comparativo com junho do ano anterior, porém, o fluxo caiu 75,94% nos shopping centers e 70,94% nas lojas físicas

vice da república

Gestores dos fundos querem ver resultado na redução do desmatamento, diz Mourão

Após reunião com representantes de fundos estrangeiros, Mourão disse que eles não se comprometeram com investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements