Menu
2019-04-04T15:29:13-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Política

Centrão apoia, mas não abraça Jair Bolsonaro e reforma da Previdência

Presidente recebeu líderes do PRB, PSD, PP, DEM e PSDB e tuíta que “nada se falou sobre cargos”

4 de abril de 2019
15:29
Jair Bolsonaro DEM
Presidente da República, Jair Bolsonaro, com Onyx Lorenzoni, Ministro-Chefe da Casa Civil, Ronaldo Caiado, Governador do Estado de Goiás, e ACM Neto, prefeito de Salvador e Presidente Nacional do DEM. - Imagem: Marcos Corrêa/PR

Antes de embarcar para Brasília, vindo de Israel, o presidente Jair Bolsonaro, disse que iria “jogar pesado” na reforma da Previdência. De volta ao Palácio do Planalto esteve com lideranças de cinco partidos que acenaram apoio ao presidente e sua agenda, mas não abraçaram a causa.

Os partidos do centrão ou centro-direita é que devem garantir os votos para as reformas nas comissões e no Plenário. A oposição, apesar de articulada e barulhenta, como bem vimos ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, simplesmente não têm votos

Uma avaliação das falas dos líderes do PRB, PRB, PSD, PP, DEM, que fazem parte do chamado centrão, e do PSDB, mostra um razoável alinhamento de posturas com a agenda de reformas, mas não saíram determinações de fechamento de questão.

Isso quer dizer que, por ora, os líderes partidários não vão usar o poder que exercem sobre suas bancadas para fazê-las votar de maneira uniforme. Esses partidos, mais o MDB, somam quase 200 votos, dos 513 da deputados.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, deu bem o tom, falando que “o partido não fechará questão”, mas fará um esforço intenso para mostrar aos seus deputados a importância da agenda de reformas. Geraldo Alckmin, do PSDB, foi na mesma linha: apoia as reformas, mas será independente do governo.

Disposição

Como política também se faz por gestos a disposição de receber os líderes passa a ideia de um Bolsonaro mais disposto a fazer a articulação e defesa de sua agenda de reformas.

No entanto, segue o impasse de Bolsonaro sobre como negociar com lideranças partidárias e não decepcionar um eleitorado e seu discurso de não ceder “à velha política”. Durante a campanha o presidente acenou que negociaria com bancadas, mas essa articulação não se mostrou possível ou suficiente para arregimentar votos.

Essa angústia do presidente transparece claramente na postagem feita agora à tarde, comentando as reuniões que teve, destacando que “nada se falou sobre cargos”.

Pode ser que o presidente consiga costurar apoio de outras formas, talvez por projetos votados, algo como você me apoia agora que eu trabalho com você em alguma outra matéria de seu interesse.

O modelo é mais trabalhoso que a construção de uma base, nos moldes do que seria a velha política de “presidencialismo de coalizão”, na qual o Executivo cedia espaço ao Legislativo em troca de votos no parlamento.

No entanto, formato foi desgastado ao extremo, quando o Executivo passou a comprar parlamentes, como vimos nos diversos escândalos de corrupção dos últimos anos. Lembram que Bolsonaro disse que não queria jogar dominó no xadrez com Lula e Temer?

As conversas e recepções são parte da cena política, mas o jogo exige um pouco de troca de poderes e o desafio de Bolsonaro é como fazer isso sem se contradizer ou decepcionar seu eleitorado cativo. Cargos e verbas podem ser demandas legítimas, o difícil é como explicar isso.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Reflexos da pandemia

Com coronavírus, lucro do Iguatemi cai 77,5% no 1º tri, para R$ 12,5 milhões

Operadora de shopping centers viu queda nas vendas, na receita líquida e no Ebitda com fechamento da maioria das lojas no fim de março por conta da pandemia

Atualização do Ministério da Saúde

Brasil tem 391.222 casos confirmados e 24.512 mortes pelo coronavírus

Segundo Ministério da Saúde, 158.593 pacientes foram recuperados

Projeto de ajuda a Estados

Bolsonaro diz não poder mais socorrer Estados e insiste na reabertura da economia

“Nós não podemos continuar socorrendo Estados e municípios que devem no meu entender de forma racional começar a abrir o mercado”, afirmou

seu dinheiro na sua noite

Magalu à prova de coronavírus

No último dia 18 de março, o Ibovespa amargou uma queda de 10,35%, depois de passar pela sexta vez no mês por um circuit breaker – a paralisação que acontece toda vez que o principal índice da bolsa cai mais de 10% durante um pregão. Nesse mesmo dia, as ações do Magazine Luiza registraram uma […]

Condição para socorro financeiro

MP que concede reajuste salarial a policiais e bombeiros no DF é publicada

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse que deve sancionar o projeto de socorro a Estados e municípios até amanhã; edição de medida provisória era uma das condições para a sanção

Energia elétrica

Aneel retira de pauta reajuste da Cemig e prorroga vigência de tarifas atuais

Com isso, as tarifas atuais serão prorrogadas até 30 de junho

Pessimismo aumenta

IIF passa a prever que PIB do Brasil terá contração de 6,9% em 2020

Em relatório divulgado nesta terça-feira, 26, a instituição explica que a crise terá efeitos duradouros para o País

Mais alívio no câmbio

R$ 5,35: com uma ajuda do exterior, o dólar zerou os ganhos no mês e virou para queda

O clima tranquilo visto nos mercados globais abriu espaço para mais uma queda no dólar à vista — a sexta nas últimas sete sessões. Com isso, a moeda americana voltou aos níveis do fim de abril, afastando-se cada vez mais do patamar dos R$ 6,00

Títulos públicos

Tesouro Direto tem emissão líquida recorde de R$ 1,57 bilhão em abril

Com a emissão recorde, o estoque do programa fechou abril em R$ 60,24 bilhões, um aumento de 3,1% em relação ao mês anterior (R$ 58,44 bilhões)

Em meio à pandemia

56,6 milhões de brasileiros já receberam auxílio emergencial, diz Caixa

Todos receberam o pagamento da primeira parcela do benefício, no valor total de R$ 39,9 bilhões, enquanto 44,2 milhões de brasileiros também já receberam a segunda parcela, em um total de R$ 30,9 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements