A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2019-04-30T06:21:24-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

Cautela com Fed marca véspera de feriado

Investidor deve buscar proteção nesta véspera de feriado no Brasil e em vários países do mundo, já que amanhã Wall Street funciona normalmente e é dia de Fed

30 de abril de 2019
5:26 - atualizado às 6:21
MercadosBCs
Protestos contra a reforma da Previdência também devem marcar o 1º de Maio -

A véspera de feriado no Brasil e em vários países do mundo deve ser marcada pela cautela nos mercados, já que as principais praças financeiras estarão fechadas amanhã, com exceção dos Estados Unidos. E o fato de Wall Street funcionar normalmente na quarta-feira, dia de reunião do Federal Reserve, amplia a postura defensiva dos investidores hoje.

Ao que tudo indica, então, os ativos domésticos devem se arrastar novamente hoje, relegando os ajustes de fim mês, um dia após o Ibovespa e o dólar andarem de lado, com a pausa pelo Dia do Trabalhador atrapalhando o andamento da reforma da Previdência nesta semana. Ainda assim, o cronograma de trabalhos da comissão especial da Câmara deve ser definido nesta terça-feira, ao passo que a disputa pela formação da taxa referencial (Ptax) de abril deve aguçar o câmbio local.

Mas deve ser só. A tendência é de que a sessão fique esvaziada na parte vespertina, com muitos investidores buscando proteção e montando uma posição mais segura, já que o mercado local estará fechado amanhã, dia de decisão do Fed sobre a taxa de juros nos EUA e de coletiva do presidente, Jerome Powell, para comentar a política monetária.

Ainda que não se espere novidades nos eventos envolvendo o Fed, após as mudanças promovidas no encontro anterior, em março, o mercado financeiro espera encontrar pistas que possam pavimentar as apostas de um corte nos juros norte-americano ainda neste ano. A curva implícita projeta chance de queda em setembro ou outubro.

Essa possibilidade está ancorada nos dados fracos da inflação ao consumidor nos EUA, apesar do crescimento econômico robusto do país. Esse cenário mantém o terreno para o Fed suspender o aumento da taxa de juros em 2019, após uma previsão original de duas altas neste ano, mas ainda é prematuro dizer que são necessários novos estímulos.

Calendário agitado

A quarta-feira também promete ser movimentada nas ruas de várias cidades brasileiras. Dez centrais sindicais querem aproveitar o 1º de Maio para protestar, em um palanque único, contra a reforma da Previdência. O tema motivou uma união inédita na história do sindicalismo nacional e essas manifestações conjuntas podem trazer estresse ao tema.

Brasília deve estar atenta aos protestos, que podem servir de termômetro para o apoio dos parlamentares à proposta. A depender da adesão da população contra as novas regras para aposentadoria, o processo pode ficar ainda mais moroso. Líderes do Centrão avisaram o governo que não votam o texto no plenário da Câmara antes do recesso de julho.

Para os partidos do bloco de centro e de direita, é preciso haver uma melhora significativa na relação do Executivo com o Legislativo. Por isso, a ordem é prolongar ao máximo o número de sessões para a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial. No total, a votação na comissão pode ocorrer em até 40 sessões.

Ontem, por falta de quórum, a Câmara não conseguiu realizar nenhuma sessão de debates, adiando, assim, o início da contagem do prazo para a apresentação de emendas à proposta na comissão especial. Uma reunião hoje entre o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira, e o presidente da comissão, Marcelo Ramos, deve definir o roteiro de trabalho. Mas uma nova sessão só deve ser marcada na terça-feira que vem, dia 7 de maio.

Exterior espera Fed

Com isso, o mercado doméstico deve ficar mais refém do cenário externo, diante da ausência de novidades na cena política local. Mas o ambiente lá fora também está pouco animador, em meio à expectativa pelo dia do Fed. Os ativos de risco iniciaram a terça-feira em tom de relativa estabilidade, o que tende a manter os negócios locais de lado hoje.

Os índices futuros das bolsas de Nova York têm leves perdas, após uma sessão negativa na Ásia e esvaziada por causa de um feriado no Japão. A exceção ficou com Xangai, que subiu 0,5%, apesar da queda do índice oficial dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade na indústria chinesa para 50,1 em abril, de 50,5 em março.

Os números mostram que a estabilização econômica na China ainda não encontrou uma base sólida, após meses de crescimento mais lento, e sugerem que qualquer reviravolta na segunda maior economia do mundo precisa de um pilar mais forte. Por isso, é grande a expectativa pela nova rodada de negociações comerciais com os EUA, em Pequim.

A delegação norte-americana espera que o encontro desta semana - ou na semana que vem, em Washington - seja decisivo para recomendar (ou não) ao presidente norte-americano, Donald Trump, a assinatura de um acordo. Segundo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, há um forte desejo de ambos os lados para que isso aconteça.

Nos demais mercados, os títulos norte-americanos (Treasuries) mostram força, um dia antes da decisão do Fed. O dólar perde terreno para as moedas europeias, enquanto as de países emergentes estão mais fracas. Nas commodities, o petróleo sobe, o cobre cai, mas o minério de ferro subiu ao maior nível em duas semanas.

Agenda traz PIB europeu e desemprego no Brasil

Já nesta terça-feira, a agenda econômica traz como destaque a leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre deste ano, logo cedo. Também pela manhã saem a taxa de desemprego na região da moeda única e no Brasil nos dados atualizados até março.

A previsão é de que a taxa de desocupação da população brasileira encoste na faixa de 13%, elevando para 13,5 milhões o total de pessoas sem emprego no país. Além disso, a população fora da força de trabalho deve seguir recorde, ao passo que a renda média do trabalhador deve continuar ao redor de R$ 2,3 mil por mês.

Os números efetivos serão conhecidos às 9h. No mesmo horário, sai a inflação ao produtor em março. Antes, às 8h, é a vez do índice de confiança do setor de serviços em abril. Antes da abertura do pregão local, sai o balanço trimestral do Santander. Depois, às 10h30, o Banco Central publica nota com os dados fiscais em março.

De volta ao exterior, o calendário norte-americano traz indicadores sobre o setor imobiliário, a atividade industrial e a confiança do consumidor norte-americano.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

NOITE CRIPTO

Bitcoin (BTC) opera em queda depois de testar resistência dos US$ 25 mil; confira cotações

16 de agosto de 2022 - 20:15

O movimento do BTC coincide com a piora das condições das ações de tecnologia, incluindo a gigante chinesa Tencent, que deve registrar seu primeiro declínio trimestral de receita

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nubank dispara, a nova briga entre BTG e XP e o xeque-mate de Putin; confira os destaques do dia

16 de agosto de 2022 - 18:36

Mais da metade de agosto já se passou e, até o momento, o “mês do desgosto” ainda não deu as caras na B3.  Por enquanto, o Ibovespa coleciona apenas dois pregões no vermelho. Em uma sessão hiper volátil, o índice até flertou com o campo negativo diversas vezes, mas o fluxo de capital estrangeiro levou […]

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa fecha no azul ‘de raspão’ e supera os 113 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,14

16 de agosto de 2022 - 18:20

Nos Estados Unidos, o setor varejista alimentou o apetite dos investidores e o Ibovespa acabou se beneficiando

BATEU O DESESPERO?

Putin dá xeque-mate na rainha e faz Reino Unido buscar gás do outro lado do mundo; entenda a jogada

16 de agosto de 2022 - 16:44

De um lado, os britânicos enfrentam a pior crise energética em décadas — agravada pelos efeitos colaterais da guerra na Ucrânia — e, de outro, uma onda de calor que aumentou a demanda por energia

CORRIDA PELA INOVAÇÃO

A disputa entre BTG Pactual e XP no mundo dos investimentos chegou ao efervescente mercado de criptomoedas

16 de agosto de 2022 - 16:14

BTG e XP lançaram suas plataformas de negociação de criptoativos como bitcoin no mesmo dia; saiba como vai funcionar

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies