Menu
2019-12-16T06:14:41-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

China segue no radar, agora com dados de atividade

Crescimento da indústria e do varejo chinês acima do esperado em novembro mantém o apetite por risco no mercado financeiro

16 de dezembro de 2019
5:36 - atualizado às 6:14
CHINASALVA
Mas a última semana cheia do ano deve perder ritmo, com proximidade das festas

Dados fortes sobre a atividade na China abrem a semana, que promete ser mais lenta, com o mercado financeiro perdendo ritmo à medida que se aproximam as festas de fim de ano. Os investidores tendem a deixar as mesas de operações, enxugando a liquidez dos negócios. Com isso, os últimos dias deste ano deve ser dedicados aos ajustes finais, ainda digerindo o encaminhamento das duas principais incertezas geopolíticas no mundo.

As principais bolsas asiáticas nem festejaram o acordo comercial da China com os Estados Unidos, anunciado na sexta-feira passada. A sessão na região foi mista, com Tóquio e Hong Kong cedendo, ao passo que Xangai subiu 0,6%, com muitos ainda se perguntando se é possível chamar mesmo de acordo os compromissos assumidos por Pequim, em relação às compras agrícolas e à tecnologia. 

Afinal, o caminho para um tratado abrangente ainda é distante e incapaz de restaurar completamente a confiança dos mercados. Seja como for, o governo chinês informou ontem o adiamento de tarifas punitivas contra automóveis e outros produtos fabricados nos EUA, após a fase um do acordo. Com isso, a escalada da tensão entre as duas maiores economias do mundo fica fora de questão.

Agora, os investidores iniciam a contagem regressiva para 2020. E os números melhores que o esperado da atividade chinesa mostram a resiliência da economia do país, alimentando perspectivas favoráveis em relação ao crescimento global no novo ano. A produção industrial chinesa cresceu 6,2% no mês passado em relação a um ano antes, acelerando-se após a alta de 4,7% em outubro, na mesma base de comparação.

A previsão era de aumento de 5,0% da indústria chinesa. Já as vendas no varejo avançaram 8,0% no mês passado, de +7,2% no mês anterior e ante estimativa de +7,6%. Por fim, os investimentos em ativos fixos nas áreas urbanas acumulam aumento de 5,2% nos 11 meses deste ano, conforme previsto. Esses números, juntamente com o acordo comercial entre Washington e Pequim, aliviam as preocupações em relação à China.

Essa sensação sustenta os índices futuros das bolsas de Nova York em alta, embalando a abertura do pregão europeu, antes de uma série de indicadores sobre a atividade nos dois lados do Atlântico Norte, ao longo da manhã (leia mais abaixo). À espera desses números, o petróleo oscila em baixa.  

Entre as moedas, a libra estende os ganhos, diante do otimismo em relação a um desfecho para o Brexit, e o yuan chinês (renminbi) sobe, após o Banco Central chinês (PBoC) fixar a mais forte taxa de referência diária em quatro meses. Entre os bônus, o rendimento (yield) dos títulos norte-americanos segue firme, com a trégua na guerra comercial favorecendo a pausa prolongada no juro pelo Federal Reserve.

Semana de agenda cheia

Novos indicadores preliminares sobre a atividade nos setores industrial e de serviços em dezembro nos EUA e na zona do euro serão conhecidos já nesta segunda-feira. No Brasil, a semana começa com as tradicionais publicações do dia: o relatório de mercado Focus (8h25) e os dados semanais da balança comercial (15h). 

Também será conhecido o resultado do primeiro IGP de dezembro, o IGP-10 (8h). Nos próximos dias, no exterior, saem números sobre o setor imobiliário norte-americano, a confiança do consumidor nos dois lados do Atlântico Norte e a leitura final do PIB nos EUA. Também merece atenção a reunião do Banco Central da Inglaterra (BoE).  

Por aqui, os destaques ficam com as publicações do Banco Central. Amanhã, será conhecida a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom). Na quinta-feira, é a vez do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Juntos, ambos os documentos devem calibrar as expectativas em relação ao rumo da Selic. 

Ainda no Brasil, também merece atenção a prévia de dezembro do índice oficial de preços ao consumidor brasileiro, que sai na sexta-feira. O IPCA-15 deve continuar mais “salgado”, diante da alta nos preços das carnes (bovinas, frango etc.). Ainda assim, o IPCA deve encerrar 2019 em 4,0% - portanto abaixo do alvo perseguido pelo BC, de 4,25%.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

O cliente voltou

EUA retomam importação de carne in natura do Brasil

Até o momento, os americanos vinham comprando apenas carne enlatada do Brasil

Mudou de vez

Grupo Pão de Açúcar conclui migração para o Novo Mercado da B3 e ações PN deixarão de ser negociadas

Empresa anunciou ainda o início da negociação de ADRs na Bolsa de Valores de Nova York

Enfim, a decisão

Azul fecha acordo para a compra da TwoFlex por R$ 123 milhões

Proposta já havia sido comunicada ao mercado em 14 de janeiro deste ano, mas só agora foi definida

Seu Dinheiro na sua noite

Mamãe eu quero, mamãe eu quero dólar…

Quem me acompanha há algum tempo aqui na newsletter já deve me conhecer o suficiente para não se chocar com a revelação que vou fazer a seguir: eu não sou um grande fã de Carnaval. Mas se você curte sair nos blocos que vão invadir as ruas da cidade e fazer outras estripulias nos próximos […]

De olho no comércio

Procon vê irregularidades em fixação de preço nas lojas da Swift, da JBS

Produtos apresentavam apenas o valor do quilo, obrigando consumidor a fazer cálculos para saber quanto custa cada peça

Recorde atrás de recorde

Dólar sobe pelo quinto dia, cruza pela primeira vez os R$ 4,40 e avança mais de 2% na semana

Pressionado pela aversão ao risco no exterior e pela cautela com o cenário político doméstico, o dólar à vista atingiu novas máximas na semana e rompeu a barreira dos R$ 4,40 no momento de maior tensão. O Ibovespa também teve uma semana de maior estresse, recuando 0,61% desde segunda-feira

Enfim, consenso

Petrobras sela acordo com funcionários e põe fim à greve que durou 20 dias

Acordo foi possível após reunião de conciliação que começou na manhã desta sexta-feira

ONDE INVESTIR

Vale a pena investir em Ações Microcaps?

Max Bohm explica por que ele acredita que comprar as pequenas notáveis da bolsa é o melhor investimento do mundo.

Epidemia mundial

Coronavírus aumenta impacto sobre produção do setor eletroeletrônico, diz Abinee

57% das empresas associadas já enfrentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos

Texto pronto!

Bolsonaro assina proposta de reforma administrativa que enviará após o carnaval

Presidente retirou do texto analisado a proibição ao servidor público de se filiar a partido político

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements