Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Ibovespa e mercados na semana: Agenda carregada recheia a semana
Menu
2020-02-20T16:06:03-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

A Bula da Semana: Agenda carregada recheia a semana

Último mês de 2019 começa com uma série de indicadores econômicos relevantes no Brasil, lançando luz sobre o cenário do país em 2020

2 de dezembro de 2019
4:57 - atualizado às 16:06
sandwich
Dados econômicos relevantes no Brasil saem neste semana e lançam luz sobre cenário em 2020

O último mês de 2019 começou ontem e já trouxe dados sobre a atividade industrial na China, dando uma pitada dos indicadores que devem agitar o mercado financeiro ao longo desta semana. Nos próximos dias, serão conhecidos dados econômicos no Brasil e no mundo capazes de lançar luz sobre sobre a saúde da economia global na virada para 2020.

O destaque por aqui fica com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, a ser divulgado pelo IBGE amanhã. Após números animadores sobre o desempenho da indústria, do varejo e do setor de serviços durante os meses de julho a setembro, o crescimento da economia brasileira no período pode voltar a surpreender.

Os números devem reforçar a recuperação em curso da economia, puxada pela produção nacional, os investimentos e o consumo doméstico. Ainda assim, a expectativa não é de um resultado tão forte. No máximo, espera-se uma manutenção do ritmo anterior, com expansão de 0,4% na comparação com o segundo trimestre.

Mas a depender dos dados efetivos, os indicadores econômicos devem sugerir um crescimento ainda mais robusto no último trimestre deste ano, dando pistas sobre o ritmo da atividade brasileira nesta reta final de 2019. Para tanto, merece atenção também os números da indústria em outubro, que saem na quarta-feira.

Além disso, a agenda doméstica traz também o índice oficial de preço ao consumidor, na sexta-feira. E a forte pressão vinda dos alimentos, em especial das proteínas, e da conta de luz deve, enfim, afastar o IPCA dos resultados próximos a zero que vinham sendo apurados desde maio e garantir uma alta do indicador ao redor de 0,50% em novembro.

Selic entre inflação e atividade

Combinados, os dados de atividade e de inflação no Brasil devem calibrar as expectativas em relação ao rumo da Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se pela última vez neste ano na semana que vem e os sinais de aceleração da economia somados ao acúmulo de pressão inflacionária têm levantado dúvidas sobre cortes adicionais no juro básico.

Até mesmo a queda dada como certa de meio ponto neste mês foi colocada em xeque na semana passada. Essa possibilidade chegou a cair a 60% na quarta-feira, quando o dólar fechava na máxima histórica frente ao real pela terceira vez seguida, mas encerrou perto de 70% na sexta-feira. Ao mesmo tempo, caiu a expectativa de cortes residuais em 2020, com uma chance remota de aumento da Selic já a partir da segunda metade do ano que vem.

Portanto, a depreciação do real tem sido acompanhada de um aumento da inflação e de piora das expectativas nos juros futuros. E, por mais que o Copom mostre a intenção de manter o ritmo de cortes na Selic em dezembro, o mercado financeiro não consegue evitar um dévà ju com maio de 2018, quando, sob outra direção, o BC manteve a taxa básica após uma disparada do dólar, apesar de ter sinalizado um corte para aquela reunião.

Mas, por quanto tempo a autoridade monetária consegue sustentar os juros básicos baixos? A recente escalada do dólar fez o Banco Central agir na semana passada, ofertando recursos estrangeiro via leilão no mercado à vista e tirando ao menos US$ 5 bilhões das reservas internacionais. Ainda assim, a moeda norte-americana subiu quase 6% em novembro, acumulando valorização de quase 10% no ano e fechando em R$ 4,24.

O dólar e a Bolsa

Entre os fatores que explicam essa disparada do dólar está o baixo apetite dos investidores estrangeiros pelos ativos brasileiros. A “pá de cal” teria sido a frustração com o megaleilão de petróleo, no início do mês passado, mas o Ibovespa já vinha dando sinais dessa indisposição dos “gringos”. No ano, a saída de recursos externos da Bolsa brasileira (mercado secundário) está perto de R$ 40 bilhões, caminhando para cravar um recorde.

Em 2018, o fluxo de capital externo ficou negativo em torno de R$ 11,5 bilhões, marcando, à época, o primeiro ano de saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira desde 2011. Ou seja, os sucessivos recordes do Ibovespa desde o fim do ano passado e ao longo deste ano não foram conduzidos pelos “gringos” - até então, “astros” da renda variável doméstica.

Quem roubou a cena foram os investidores locais (pessoa física e institucionais), sustentando ganhos de mais de 20% do Ibovespa em 2019 e guiando o principal índice acionário para o quarto ano seguido de valorização. Boa parte desses players migraram seus recursos, da renda fixa para a renda variável, em busca de maiores retornos.

Por isso, é fundamental entender qual será o comportamento da Selic no curto prazo, bem como a dinâmica da atividade doméstica nos próximos anos, para saber o fôlego extra da Bolsa rumo a novos topos históricos, apesar do nível de equilíbrio mais elevado do câmbio - como observou o ministro Paulo Guedes (Economia) na semana passada. Daí a importância do calendário doméstico desta semana.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com as tradicionais publicações do dia no Brasil, a saber, a Pesquisa Focus (8h25) do Banco Central e os dados da balança comercial em novembro (15h). No exterior, saem índices PMI e ISM sobre a atividade industrial em novembro na zona do euro e nos EUA, respectivamente. Além disso, a recém-empossada presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, discursa (11h).

Terça-feira: O desempenho da economia brasileira (PIB) no terceiro trimestre deste ano é o grande destaque da agenda econômica, já que o calendário no exterior está esvaziado hoje. No fim do dia, saem dados do Caixin sobre o setor de serviços na China.

Quarta-feira: O IBGE volta à cena para divulgar o resultado da indústria em outubro, enquanto o BC informa o resultado final sobre a entrada e saída de dólares do país em novembro. No exterior, sai mais uma rodada de índices PMI e ISM, desta vez, sobre o setor de serviços no mês passado, na zona do euro e nos EUA. A agenda norte-americana traz também a pesquisa ADP sobre a geração de postos de trabalho no setor privado do país em novembro.

Quinta-feira: A agenda doméstica segue com divulgações relevantes e traz hoje os indicadores antecedentes da Anfavea sobre a indústria automotiva em novembro. No exterior, saem a leitura final do PIB da zona do euro no trimestre passado, além dos números de outubro da balança comercial e das encomendas às fábricas nos EUA.

Sexta-feira: A semana chega ao fim com os resultados de novembro da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA) e das vagas criadas nos EUA (payroll), juntamente com a taxa de desemprego no país e o rendimento médio por hora. Ainda no calendário norte-americano, saem a leitura preliminar deste mês do sentimento do consumidor e os estoques no atacado em outubro.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

exile on wall street

Você pinta como eles pintam?

Cabe a cada pinto julgar o que lhe apetece.

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Correção

Ibovespa abre em leve queda, atento à cautela no exterior; dólar sobe a R$ 5,13

O Ibovespa acompanha o movimento global e exibe um ligeiro viés negativo nesta quinta-feira. A cautela vista na Europa dá forças a um movimento de correção e realização de lucros, mas que nem de longe zera os ganhos recentes

efeito coronavírus

Projeção de alta do crédito bancário em 2020 passa de 4,8% para 7,6%, diz BC

Já a projeção de crescimento do crédito livre em 2020 passou de 8,2% para 10,6%

pacote anticrise

BCE expande programa de compras emergenciais em 600 bilhões de euros

Total do Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) chega a 1,35 trilhão de euros

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

13 notícias para começar o dia bem informado

Hoje o Seu Dinheiro traz a lista das três ações preferidas de 14 corretoras na carteira recomendada para junho. O levantamento contempla 28 papéis. A repórter Jasmine Olga mostra ainda que duas dessas ações são as preferidas de três corretoras. São as “favoritas das favoritas”, as campeãs do mês.  A “campeã” de maio fechou o […]

pós-isolamento

Adidas informa que dois terços de suas lojas em todo mundo já reabriram

Empresa já reabriu quase todas as suas lojas na Ásia-Pacífico e nos mercados emergentes, enquanto três quartos de suas próprias lojas operam na Europa

diz boa vista

Pedidos de falência no Brasil sobem 30% em maio

No acumulado em 12 meses finalizados em maio, os pedidos de recuperação judicial cresceram 3,7%

entrevista

‘Não precisa passar as coisas de baciada’, diz presidente da Abag

Anúncio de uma página inteira nos principais jornais do País, na semana passada, de entidades do agronegócio, da indústria, da construção civil e do comércio em apoio ao ministro do Meio Ambiente não caiu bem, diz Marcello Brito

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu