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Ibovespa e mercados na semana: Então, é Natal
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2019-12-23T04:55:39-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula da Semana

Então, é Natal

Pausa no mercado doméstico, amanhã e quarta-feira, por causa das festividades natalinas reduz a liquidez dos negócios ao longo da semana

23 de dezembro de 2019
4:55
Papai Noel observa gráfico de alta

O mercado financeiro deve apenas cumprir tabela nesta semana, com as comemorações natalinas fechando o pregão doméstico amanhã e depois, o que tende a reduzir a liquidez dos negócios nos próximos dias. O mesmo deve acontecer na semana que vem, quando as festividades de ano-novo novamente interrompem a sessão local por dois dias. 

Wall Street, por sua vez, abrirá na véspera de Natal, mas fecha duas horas mais cedo. Já no dia 31, o pregão das bolsas de Nova York funciona normalmente. De qualquer forma, a tendência é de que as últimas sessões de 2019 no mercado financeiro sejam arrastadas, com muitos investidores já fora das mesas de negócios, à espera de 2020. 

E o início do ano que vem reserva grande expectativa, uma vez que o mês de janeiro é marcado pela alocação global de recursos. Mas isso será tema da última edição da Bula da Semana, na próxima segunda-feira. Para esta semana, a agenda econômica sem grandes destaques e a escassez de noticiário relevante deixam os mercados em “banho-maria”. 

Afinal, as duas maiores incertezas geopolíticas que assolavam os ativos de risco globais - a saber, a guerra comercial e o Brexit - foram endereçadas no apagar das luzes de 2019 e qualquer novidade sobre esses temas fica adiada para 2020. Ainda assim, o cessar-fogo entre Estados Unidos e China alimenta esperanças sobre o crescimento econômico global.

Do mesmo modo, no Brasil, novas reformas devem entrar na pauta - em especial, a administrativa e a tributária - mas só na volta dos trabalhos legislativos, em fevereiro. E até a aprovação dessas matérias, a atividade doméstica deve continuar dando sinais de retomada mais consistente. 

Porém, tudo isso parece já estar embutido nos preços dos ativos, que estão à espera de fatos novos, em 2020, mas sem prejudicar o otimismo dos investidores com o cenário à frente. Com isso, os negócios tendem a orbitar ao redor dos recentes intervalos de oscilação, sem prejudicar o desempenho acumulado ao longo deste ano. 

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia: 

*Horário de Brasília

Segunda-feira: O dia espremido entre o fim de semana e as festividades natalinas traz as tradicionais publicações locais, boletim Focus (8h25) e balança comercial semanal (15h), além de dados sobre o setor imobiliário norte-americano (12h). 

Terça-feira: A bolsa de valores de São Paulo permanece fechada hoje. Em Nova York, as bolsas fecham mais cedo, às 15h, enquanto em Londres, o pregão se encerra às 9h30. Entre os indicadores econômicos, saem as encomendas de bens duráveis nos EUA. 

Quarta-feira: As bolsas de valores de São Paulo e de Nova York permanecem fechadas hoje, por causa do feriado de Natal. Também não haverá pregão nas praças financeiras europeias, enquanto algumas bolsas na região Ásia-Pacífico, como as da Coreia do Sul, Austrália, Indonésia e Hong Kong, não abrem. 

Quinta-feira: O calendário econômico doméstico traz as sondagens da FGV sobre os índices de confiança dos setores de comércio e de serviços. Já a agenda econômica norte-americana traz dados semanais sobre os pedidos de auxílio-desemprego. Na China, sai o lucro industrial. A Bolsa de Londres permanece fechada hoje, por causa do Boxing Day

Sexta-feira: A semana chega ao fim com o resultado de dezembro do IGP-M, a leitura final deste mês sobre a confiança da indústria, os dados atualizados sobre o mercado de trabalho no país até o mês passado e a nota do BC sobre operações de crédito em novembro. No exterior, é a vez dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana passada.

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