Mercado espera novos desafios para Previdência
Câmara instala hoje a comissão especial, que vai analisar texto da reforma da Previdência e mercado financeiro segue refém do cenário político

A Câmara dos Deputados deve instalar hoje (11h) a comissão especial, que vai analisar o texto da reforma da Previdência, dando início à segunda etapa de tramitação da proposta. E o mercado financeiro doméstico seguirá refém do cenário político, um dia após fortes perdas do Ibovespa e alta acentuada do dólar.
Existe uma pressão para a escolha do presidente e do relator da comissão especial já nesta quinta-feira, logo após a instalação. Porém, parlamentares se movimentam para que a comissão só seja formada após o feriado do Dia do Trabalho, na próxima quarta-feira. No fim, pode dar coluna do meio, compondo a comissão na terça-feira da semana que vem.
A data para a instalação da comissão especial só poderá ser marcada quando pelo menos 25 deputados forem indicados, mas o colegiado só começa a funcionar quando for realizada a primeira reunião. No total, a comissão terá 49 integrantes, número maior que os 34 membros estimados, mas que foi ampliado para acomodar representantes de mais partidos.
Ou seja, o desafio em torno da reforma da Previdência na comissão especial deve ser igualmente longo e árduo, tal qual foi na CCJ - ou até mais. E o governo terá de se esforçar mais para conquistar os votos necessários para aprovar o texto. Mas ainda tem muito ruído político e o mercado não tem a convicção de que uma reforma robusta será aprovada neste ano. O tamanho da economia a ser gerada aos cofres públicos e o timing até a aprovação continuam sendo os maiores riscos.
Para ajudar na articulação na comissão especial, o presidente Jair Bolsonaro deve abrir espaço na agenda para receber parlamentares e líderes partidários. A intenção do Executivo é de continuar com o movimento de aproximação, tentando criar uma base sólida para o governo conseguir aprovar as novas regras para aposentadoria.
Ontem, em pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro agradeceu pelo “empenho e trabalho da maioria” dos deputados e pelo “comprometimento” do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a reforma. Maia, porém, criticou, em entrevista, a associação que se faz do Congresso com a “velha política” e disse que “ninguém explicou o que é a nova política”.
Leia Também
Exterior mais ameno
Apontado como um dos principais fatores para a queda de quase 2% do Ibovespa ontem e pela disparada do dólar rumo à faixa de R$ 4,00, durante a sessão, o mercado internacional está mais tranquilo nesta quinta-feira e não deve pressionar os negócios locais. Ainda assim, os investidores retraem o apetite por ativos de risco.
Os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram novamente no vermelho, mostrando fraqueza após o S&P 500 ter alcançado novo topo histórico, na última segunda-feira. A falta de tração em Wall Street penalizou o pregão na Ásia, onde apenas Tóquio subiu (+0,5%), enquanto Hong Kong caiu 0,8% e Xangai teve queda firme (-2,4%).
A bolsa japonesa reagiu à decisão do Banco Central do país (BoJ), que disse esperar manter as taxas de juros no Japão em níveis extremamente baixos até a primavera (no hemisfério norte) de 2020. Já os mercados chineses mostraram preocupação quanto à redução dos estímulos econômicos na China.
Na Europa, as principais bolsas iniciaram a sessão sem um rumo definido. Nos demais mercados, o dólar segue ganhando terreno das moedas rivais, ao passo que o petróleo volta a subir. Os investidores seguem à espera de indicadores para mensurar o crescimento econômico nos Estados Unidos e os resultados das empresas norte-americanas.
IPCA-15 em destaque
A prévia deste mês da inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA-15) é o destaque da agenda econômica desta quinta-feira. E a previsão é de que o número tenha sido bem salgado, com alta de 0,70%, acelerando-se ainda mais em relação à março (+0,54%), quando o índice já havia ganhado força frente ao mês anterior (+0,34%).
Com isso, a taxa acumulada em 12 meses deve subir a 4,70%, ficando acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,25%. Os números oficiais serão divulgados às 9h e devem refletir um pressão
nos preços de alimentos, combustíveis, passagens aéreas e energia elétrica. Antes, sai o índice de confiança do consumidor em abril (8h).
Ainda no calendário doméstico, será publica a nota do BC sobre o setor externo em março (10h30). Na safra de balanços, o Bradesco publica o resultado financeiro do primeiro trimestre antes da abertura do pregão local, enquanto Localiza e Renner divulgam seus números após o fechamento da sessão.
No exterior, a agenda econômica segue fraca, trazendo apenas as encomendas de bens duráveis nos EUA em março e os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada, ambos às 9h30. Entre os balanços, serão publicados os demonstrativos contábeis de American Airlines, 3M, Amazon, Intel, entre outras.
SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL