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Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Mercados

Bradesco vê Ibovespa a 122 mil pontos no fim do ano e Bank of America Merrill Lynch reafirma 120 mil

Equipes de análise revisitam estimativas após aprovação do texto-base da reforma da Previdência. Risco é de altas ainda maiores

Eduardo Campos
Eduardo Campos
11 de julho de 2019
13:00 - atualizado às 11:01
Imagem: Andrei Morais / Montagem/Shutterstock

O Bradesco BBI revisou sua avaliação para o potencial de alta do Ibovespa no fim de 2019 de 116 mil para 120 mil pontos e os analistas do Bank of America Merrill Lynch reafirmaram sua projeção de 120 mil pontos, com chance de altas ainda maiores.

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Os relatórios comentam aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno pela Câmara dos Deputados. O Bradesco fala em uma forte âncora fiscal acreditando que o impacto da reforma e da MP 871, de combate a fraudes, pode facilmente passar de R$ 1,1 trilhão em dez anos.

Já o BofAML aponta que a previsão de R$ 900 bilhões só com a reforma atende às expectativas dos gestores, que trabalhavam com um número de R$ 700 bilhões, de acordo com as pesquisas feitas pela instituição.

As duas instituições avaliam que a aprovação da reforma abre espaço para futuras reduções da Selic, atualmente fixada em 6,5% ao ano. O Bradesco fala em redução de até 1,5 ponto percentual e o banco americano avalia que um corte de 1 ponto pode dar continuidade ao movimento de rotação de recursos de renda fixa para ações.

O BofAML mantém o Brasil como “acima da média” ou “overweight” dentro de sua carteira para América Latina e lembra que recentemente adotou postura mais construtiva com relação a empresas domésticas, como setor de consumo (Magazine Luiza entrou no portfólio).

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Por outro lado, antevendo esse cenário de menores taxas de juros, houve uma redução do setor de financeiro, com menor exposição aos papéis do Itaú e Santander. O banco segue “overweight” em Banco do Brasil, Bradesco e B3.

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O BofAML também avalia que as mudanças estruturais que estão para acontece podem reduzir o custo de capital no país, o que pode elevar ainda mais o potencial de alta do Ibovespa.

Em seu relatório, o Bradesco avalia que a Selic média será de 6,5% ao ano até o fim de 2022. Juro baixo deve impulsionar o mercado de capitais, reduzir as despesas financeiras das empresas e elevar a atratividade das ações em comparação com a renda fixa.

O Bradesco também acredita em um ciclo longo de crescimento, coisa de quatro ou cinco anos, e lista as seguintes ações como possíveis temas de investimento dentro desse quatro:  Lojas Renner, Arezzo, Burger King, Ultrapar, Hapvida, TOTVS, Klabin.

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Ao comentar sobre a agenda de privatizações, que deve ganhar tração, os papéis listados pelo Bradesco são: Banco do Brasil, Cemig, CESP, Sabesp, Petrobras.

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