🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

muda mundo

Startup entra no radar da velha economia

Empresários têm sido obrigados a buscar alternativas para remunerar o dinheiro que estava aplicado em títulos públicos. Nesse caminho, encontraram nas startups uma opção interessante para colocar parte, ainda pequena, de seus patrimônios

Estadão Conteúdo
7 de julho de 2019
17:51 - atualizado às 14:11
"Se você não entra, fica de fora desse novo mundo. E eu sou curioso, detesto ficar alheio às coisas, gosto de novidades", afirma Elie Horn, fundador da Cyrela. - Imagem: Leonardo Soares/Estadão Conteúdo

Donos de negócios bem-sucedidos, empresários da chamada velha economia estão cada vez mais próximos do dinâmico mundo das startups. Hoje, nomes como Elie Horn (Cyrela), Horácio Lafer Piva (Klabin) e Guilherme Weege (Malwee) dedicam tempo e dinheiro para encontrar ideias inovadoras e disruptivas que possam melhorar a eficiência de suas empresas e, sobretudo, multiplicar suas fortunas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a queda da taxa de juros ao menor patamar da história (6,5% ao ano), esses empresários têm sido obrigados a buscar alternativas para remunerar o dinheiro que estava aplicado em títulos públicos. Nesse caminho, encontraram nas startups - ou nos fundos de investimentos que aplicam em empresas iniciantes - uma opção interessante para colocar parte, ainda pequena, de seus patrimônios.

A modalidade de investimento caiu nas graças dos executivos depois que os primeiros unicórnios - empresas que batem a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado - começaram a surgir no Brasil, a exemplo de Nubank, Stone, Movile, 99, PagSeguro e Gympass. Até então, quase todo o dinheiro dos fundos que investem em startups no Brasil era captado no exterior. Ao mesmo tempo, famílias brasileiras acabavam buscando no mercado internacional startups e fundos para investirem.

É o caso do empresário Elie Horn, fundador da Cyrela, uma das maiores incorporadoras do Brasil. Ele já doou 60% de sua fortuna para causas sociais e, há dois anos, investe em fundos no exterior. Com patrimônio pessoal estimado em US$ 1 bilhão pela revista Forbes, o executivo decidiu colocar dinheiro nos fundos brasileiros há seis meses. "Quando os juros caem, tudo melhora", diz, justificando a aplicação no mercado nacional.

Aos 74 anos, o empresário deixa claro que a opção de investimento é uma necessidade nesse ambiente "nervoso e de grandes transformações". "Se você não entra, fica de fora desse novo mundo. E eu sou curioso, detesto ficar alheio às coisas, gosto de novidades", afirma o empresário, destacando que a Cyrela também investe em startups ligadas a negócios imobiliários, como a CashMe, de crédito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esses investimentos vão crescer muito nos próximos anos, seja pela queda dos juros ou pelo que o mundo vem oferecendo em projetos instigantes", afirma o empresário Horácio Lafer Piva, presidente do conselho da Klabin, que acaba de estrear nesse mercado. Em abril, ele e um grupo de executivos investiram US$ 5 milhões na Brain4care, criada pelo físico-químico brasileiro Sergio Mascarenhas. A empresa desenvolveu um dispositivo capaz de medir a pressão intracraniana de forma não invasiva.

Leia Também

"Tenho um foco patrimonial na empresa, de cujo grupo de controle participo, que é a Klabin. Olhava oportunidades sem maior interesse, até que a Brain4care me foi apresentada. Vi que o negócio mostrava um desenvolvimento disruptivo. Parecia um caminho natural", diz Piva. Ele afirma que tem interesse nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e agronegócio, mas desde que o componente social, de inovação e de tecnologia estejam presentes.

Gestoras

De olho nesse mercado, as famílias Sirotsky, da RBS, e Szajman, do Grupo VR, criaram uma gestora para investir em startups. Pedro Sirotsky Melzer, cofundador e presidente da e.bricks Ventures, já havia tido experiência com esse mercado de fundos de venture capital nos Estados Unidos e tinha vontade de adotar o modelo no Brasil.

O primeiro fundo, de R$ 100 milhões, foi captado em 2013, com as duas famílias e vários executivos brasileiros. Nessa primeira empreitada a gestora investiu em 16 empresas. O segundo fundo, de R$ 200 milhões, veio num momento em que as startups começavam a decolar - 13 empresas já foram escolhidas. "Houve um somatório de coisas ocorrendo: a taxa de juros caiu, a qualidade dos empreendedores aumentou e o fluxo de capital para esses ativos cresceu mais de dez vezes nos últimos oito anos", diz Melzer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesma estratégia foi adotada pela família Bueno, ex-dona da Amil. Pedro Bueno, presidente da rede de laboratórios Dasa, criou a DNA Capital, que investe em empresas mais maduras e em estágio inicial, na área de saúde. O primeiro investidor foi o pai, Edson Bueno, que morreu em 2017 e deixou uma fortuna de cerca de R$ 8 bilhões. Até agora, seis startups receberam dinheiro do fundo.

'A vontade é dizer sim para várias iniciativas'

Quando assumiu os negócios da família, em 2007, Guilherme Weege tinha 27 anos e três objetivos na cabeça: expandir a empresa, diversificar os negócios e sofisticar os investimentos. Doze anos depois e com o grupo Malwee - tradicional indústria de vestuário - prestes a comemorar 50 anos, ele continua ávido por novidades e por novos projetos, seja para melhorar o desempenho da companhia - criada pelo avô em Jaraguá do Sul (SC) - ou para manter a fortuna da família.

Nesse tempo, ele vendeu fatia de 50% na cervejaria Eisenbahn e criou uma empresa de geração de energia eólica que foi incorporada pelo grupo CPFL. Weege se tornou acionista da empresa, vendida em 2018 para a State Grid, numa das maiores transações do País. Capitalizado, o empresário saiu em busca de novas alternativas de investimento. Parte dos recursos - hoje gerido por um family office (estrutura que dá assessoria para famílias com alto patrimônio) - foi então destinada às startups.

Weege investiu no novo fundo de venture capital da RedPoint, de Anderson Thees, Manoel Lemos e Romero Rodrigues, fundador do Buscapé. Ele afirma ter aplicado cerca de 10% do valor captado pelo RedPoint no mercado. Os valores não são divulgados, mas calcula-se que o fundo captou mais de US$ 200 milhões. Além disso, aplicou diretamente em seis startups.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as empresas que ele investiu estão a Ribon, plataforma que centraliza doações; a Infracommerce, startup de soluções para comércio eletrônico que tem 750 funcionários e é vista como um futuro unicórnio; e a Vuxx, rede de motoristas de carga em áreas urbanas. "Como executivo, a vontade é dizer sim para várias iniciativas. Mas, como investidor, é preciso avaliar melhor o modelo de negócio."

Recursos 'Made in Brazil'

Especializados em garimpar ideias que podem virar negócios bilionários, os fundos de venture capital sempre buscaram recursos no exterior para investir nas startups brasileiras. Mas esse movimento começa a mudar. Com a queda da taxa de juros, famílias endinheiradas têm buscado novas alternativas para remunerar suas fortunas e os fundos estão nesse caminho.

Embora algumas invistam diretamente nas empresas, a maioria prefere entrar num fundo e diluir os riscos. Com maior apetite ao risco, esses fundos investem quantias entre R$ 100 mil e R$ 300 milhões em várias empresas ao mesmo tempo. Eles sabem que a maior parte delas vai ficar pelo meio do caminho, mas aquelas que "vingarem" vão compensar os fracassos. A venda da 99 para a chinesa Didi, por exemplo, rendeu a investidores retorno 60 vezes o montante aplicado. O valor do negócio foi de quase US$ 1 bilhão.

"O que tem ocorrido nesse mercado é como jogar na Mega Sena quando o valor está alto. Quanto mais unicórnios aparecem, mais os investidores se interessam", afirma o sócio e chefe do XP Private, Beny Podlubny. Mas, segundo ele, apesar da euforia, esse é um mercado que veio para ficar e tem muito para crescer no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pedro Englert, presidente da StartSe, plataforma de apoio às startups, tem a mesma percepção. Desde o ano passado, diz ele, começou a entrar dinheiro pesado dos family office. "Eles estão vendo um mercado mais consistente e maduro."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

CORRIDA TECNOLÓGICA

Meta escolhe a AMD para turbinar data center de IA e embala Wall Street; entenda o que está por trás do acordo de US$ 100 bilhões

24 de fevereiro de 2026 - 18:09

O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA

FICOU PARA TRÁS

Comeu poeira? Ação do Nubank decepciona entre os bancos em 2026, mas analistas enxergam “oportunidade rara” antes do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 17:47

Enquanto os bancões brasileiros sobem mais de 20% no ano, o roxinho patina em Wall Street. Às vésperas do 4T25, analistas veem oportunidade onde o mercado vê risco; veja o que esperar

COM A PALAVRA, ACCIOLY

Quem falhou no caso Banco Master? Presidente da CVM rebate críticas e fala em “alinhamento perverso” no mercado

24 de fevereiro de 2026 - 15:53

Em audiência no Senado, João Accioly afirma que o problema não foi falta de ação da CVM, já que investigação já mirava o banco antes da crise explodir

MUDANÇA DE ROTA

Vale a pena voltar para a Azul (AZUL53)? Bradesco BBI melhora recomendação após reestruturação bilionária

24 de fevereiro de 2026 - 15:30

Banco eleva recomendação para neutra após reestruturação reduzir dívida, juros e custos de leasing; foco agora é gerar caixa e diminuir alavancagem

MUDANÇA NO CONTROLE

Quem é David Neeleman, fundador da Azul (AZUL53) que deixou de controlar a empresa e vive nova fase financeira

24 de fevereiro de 2026 - 15:27

Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração

A MENOR MARGEM EM 10 ANOS

Gerdau (GGBR4) tem resultados estáveis, mas ações caem no Ibovespa — operação no Brasil está com margens “em crise”

24 de fevereiro de 2026 - 12:30

Enquanto a operação nos EUA se manteve forte e resiliente, o lado brasileiro foi “notavelmente fraco”, avaliam os analistas do BTG Pactual

GRANA EXTRA

Americanas (AMER3) vai vender até R$ 468 milhões em imóveis e usar parte do valor para amortizar debêntures

24 de fevereiro de 2026 - 12:03

Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures

NA BERLINDA?

Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?

24 de fevereiro de 2026 - 10:01

Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

250 MIL M²

Novo bairro, novo interessado: BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor, dos Jardins das Perdizes

24 de fevereiro de 2026 - 9:33

A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) já está afiado na arte da guerra, mas e os resultados? O que esperar do balanço do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 6:01

Depois de alguns trimestres lutando contra a concorrência acirrada de asiáticas e Amazon, a plataforma argentina entra em mais uma divulgação de resultados com expectativas de margens pressionadas, mas vendas fortes e México em destaque

RETORNO AO ACIONISTA

Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciam juntas mais de R$ 260 milhões em dividendos; recompra de ações entra no pacote de anúncios

23 de fevereiro de 2026 - 19:36

Além dos proventos, a companhia aprovou um programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 bilhão de ações ordinárias

MAIS RECURSOS

Riachuelo (RIAA3) prepara follow-on para levantar até R$ 400 milhões e expandir lojas: JP Morgan diz o que fazer com as ações

23 de fevereiro de 2026 - 18:40

Empresa distribuiu os recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, aos acionistas e agora busca levantar capital para expandir lojas

VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar