Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Quer pagar quanto? As lições de Netshoes e Via Varejo na hora de vender as ações

Se você vai sair completamente do negócio, pouco importa quem está comprando. Venda pelo maior preço e vá passar o resto dos dias tomando drinks coloridos na praia. Mas, se sua intenção é continuar com participação relevante na empresa, é sempre bom saber quem vai se sentar com você à mesa

21 de junho de 2019
5:58 - atualizado às 9:48
casas bahia propaganda
Imagem: Divulgação

Não é muita gente que sabe, mas o hoje superministro Paulo Guedes teve um papel importante na consolidação do setor de educação brasileiro. Guedão fundou a Bozano Investimentos (que mudou de nome para Crescera), uma gestora de Private Equity que tem no portfólio nomes como Abril Educação, Ânima Educação, Medcel e Affero Lab...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da excelente capacidade de gestão e avaliação, o time contava com a marca “Paulo Guedes” – reza a lenda que empresários do setor preferiam vender mais barato para os fundos da Bozano: o histórico da empresa era de manter as pessoas chave no negócio e gerar muito valor agregando conhecimento e não simplesmente metendo o dedo na porra toda.

Pode parecer conversinha para boi dormir, mas não faltam exemplos de sócios do mercado financeiro que destruíram grandes empresas – o cara fez MBA em escola boa lá fora, leu uns dois ou três livros do Kotler e acha que pode ensinar varejo para o Abílio Diniz. Tocar negócios na vida real é muito difícil: pergunte para o pessoal mais do que competente da Tarpon como é dura a vida de quem se propõe a vender frango.

Isso tudo passou pela minha cabeça enquanto lia as notícias da guerra entre Magazine Luiza (MGLU3) e Centauro (CNTO3) pela Netshoes – o que começou com uma proposta do Magalu de US$ 2 por ação, chegou a impressionantes US$ 4,10 na última oferta da Centauro.

Por uma dessas coincidências do destino, as notícias de que a Centauro ofereceu US$ 127 milhões para tentar fechar o negócio saíram enquanto eu entrava em uma van justamente para visitar um centro de distribuição da Netshoes

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos 150 quilômetros de viagem, todos concordamos que era melhor vender mais barato e ter Luiza e Fred Trajano como sócios – a Centauro ainda luta para ganhar relevância no mercado digital, enquanto a compra da Netshoes seria só um movimento para diversificação de produtos e clientes.

Leia Também

Se você vai sair completamente do negócio (e não tem nenhum apego por seu “filho”), pouco importa quem está comprando. Venda pelo maior preço e vá passar o resto dos dias tomando drinks coloridos na praia. Mas, se sua intenção é continuar com participação relevante na empresa, é sempre bom saber quem vai se sentar com você à mesa.

Curiosamente, o argumento do Conselho da Netshoes para recomendar a proposta da Magalu foi bem mais pragmático: “a água bateu na bunda”. Em documento enviado aos acionistas, o Conselho argumentou que o aceite da proposta da Centauro poderia demorar meses e o caixa da Netshoes não seria suficiente para atravessar o período.

“O que não tem remédio, remediado está”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tomar decisões com a arma apontada para a cabeça sempre deixa um gosto amargo na boca, mas, no fim das contas, me parece que a Netshoes acabou escrevendo certo por linhas tortas. Continuo achando que os pouco mais de 10% de diferença não justificavam, de fato, a escolha pela Centauro.

E, cá entre nós, quem tinha as ações nem pode reclamar: o papel fechou 2018 cotado a menos de US$ 1,50 – em menos de seis meses, quase 150%, é por cento pra caralho!

Outra empresa que deu o que falar no varejo brasileiro foi a Via Varejo (VVAR3) – depois de meses de papinho e burburinho, as Casas Bahia acabaram voltando para as mãos de seu criador: a família Klein fechou a compra de uma fatia das ações que estava com o Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) – R$ 4,75 por ação.

Diferentemente do que houve com a Netshoes, Via Varejo não fechou seu capital e, dada a forma que foi feita, a transação não disparou tag along – os minoritários não vão poder vender pelo mesmo preço que os Klein pagaram. Mesmo assim, as ações subiram bastante depois do anúncio e, hoje, estão cotadas acima dos R$ 5.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ideia por trás do movimento (acho eu) é que o mercado prefere ter os Klein tocando o negócio: o controlador do Pão de Açúcar (Casino), desde a saída do Abílio, tem derrapado tanto na gestão da operação tanto no trato com os minoritários. É claro que estar no meio de um bull market ajuda: burro carregando mel, até o c* é doce!

De qualquer forma, é um bom exemplo de como o mercado olha para o currículo dos controladores e pode aplicar prêmios ou descontos se gostar ou não da figura que vai tomar conta do negócio.

Quem gosta de cerveja já tem o discurso pronto: se a Ambev comprou uma cervejaria artesanal, vai reduzir custos, colocar mais água, tacar milho e estragar a brincadeira. Há quem diga que já não é mais assim, que a política da Ambev mudou e que agora se preocupam muito mais com qualidade e marca.

Mas não adianta, a fama pegou: “...comprei Appia esses dias de garrafa. Intomável. Acabaram com a Colorado”. Resmungou meu amigo em um grupo de whatsapp.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra coisa que é importante olhar são as tais das sinergias: no Power Point do banqueiro, qualquer combinação de negócios gera MUITO valor. Sonae Sierra (SSBR3) e Aliansce (ALSC3) se juntaram e formaram a maior empresa de shoppings do Brasil com promessa de economia de R$ 55 milhões a R$ 70 milhões em custos e SG&A (despesas com vendas, gerais e administrativas).

Me parece um pouco exagerado, já que as duas companhias juntas têm SG&A anual de R$ 111 milhões (números de 2018) e não enxergo muitas economias de escala dada distribuição geográfica do novo portfólio: para shoppings, os custos caem quando se negocia grandes contratos de prestação de serviço em várias unidades – se cada shopping está em um canto e é atendido por uma empresa diferente, não há muito poder de barganha para conseguir descontos.

Mas, de novo, é bull market e todo mundo acredita nos gráficos impecáveis dos bankers.

O resumão disso tudo é que tem muita coisa para olhar quando rola um M&A (fusões e aquisições, da sigla em inglês). Quem está comprando? Por que alguém está vendendo? Como vai ficar a estrutura acionária depois da transação? Anunciaram sinergias? São factíveis?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais do que isso, é preciso desconfiar de praticamente todas as informações – invariavelmente, tem um banco de investimentos por trás da história que ganha muito dinheiro mesmo que, depois de um tempo, o negócio se prove um mico gigantesco.

No meio da história, tem pouca gente (se é que tem alguém) olhando para os minoritários. Se você não cuidar dos seus interesses, é pouco provável que alguém o faça. Se for continuar no negócio, tenha certeza de que o cara do outro lado está minimamente alinhado com você. Se não, é melhor vender tudo e procurar um sócio melhor – tem bastante por aí!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar