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A companhia aérea nigeriana Air Peace e a arrendadora egípcia CIAF Leasing acertaram novos pedidos de aeronaves à Embraer
A Embraer é uma das participantes do Dubai Airshow 2019, um importante encontro dos principais elos da indústria aeroespacial. O evento, realizado na capital dos Emirados Árabes Unidos, começou neste domingo (17) e vai até a próxima quinta-feira (21) — mas, já no primeiro dia, a empresa brasileira conseguiu fechar dois negócios.
A fabricante de aeronaves recebeu seis encomendas: a companhia aérea nigeriana Air Peace assinou um contrato para três jatos E195-E2, no valor de US$ 212,6 milhões; a arrendadora egípcia CIAF Leasing pediu três aviões E190, avaliados em US$ 161,4 milhões. As ordens serão incluídas na carteira de pedidos da Embraer no quarto trimestre.
A Air Peace já havia feito uma compra de 13 aeronaves E195-E2 em abril. O contrato ainda previa 17 direitos de compra para o mesmo modelo — assim, as encomendas fechadas hoje estão inseridas nessas opções que foram previamente acertadas. A primeira entrega está prevista para o segundo trimestre de 2020.
A Air Peace é a maior companhia aérea da África Ocidental, com voos que conectam a Nigéria aos principais países da região. A empresa possui apenas uma rota transcontinental, conectando Lagos, a capital nigeriana, a Dubai, nos Emirados Árabes.
A CIAF Leasing compra aeronaves e depois faz o arrendamento desses aviões para diversas companhias aéreas no mundo. Atualmente, a empresa possui em sua frota três jatos E170 da Embraer — ainda neste mês, serão entregues dois E195. Os novos E190 solicitados hoje chegarão à empresa entre abril e junho do ano que vem.
Ao fim do terceiro trimestre deste ano, a Embraer possuía uma carteira firme com 345 pedidos para serem entregues, no montante de US$ 16,2 bilhões. Entre julho e setembro deste ano, a companhia brasileira entregou 44 aviões, sendo 17 aeronaves comerciais e 27 jatos executivos.
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Esses dados, no entanto, não ajudaram a dar impulso ao balanço da Embraer no trimestre. A fabricante encerrou o período com um prejuízo de R$ 314,4 milhões — um salto de mais de 500% em relação às perdas de R$ 52,3 milhões contabilizadas há um ano.
A receita líquida ficou praticamente estável na mesma base de comparação, registrando um leve aumento de 1,8%, para R$ 4,692 bilhões.
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