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Crescimento do lucro trimestral está relacionado ao aumento dos lançamentos e das vendas, com avanço da receita e diluição de custos
A Cyrela Brazil Realty divulgou nesta quinta-feira, 21, um prejuízo líquido de R$ 84 milhões em 2018, número 11,6% menor que o prejuízo de R$ 95 milhões registrados em 2017. A cifra também veio melhor do que os R$ 90,7 milhões de prejuízo que eram esperados pelos analistas de mercado consultados pela Bloomberg.
O balanço mostra que o resultado negativo veio mesmo com o salto de 138,1% no lucro líquido do 4º trimestre na comparação anual, fechando o período em R$ 116 milhões.
De acordo com o comunicado da empresa, o crescimento do lucro está relacionado ao aumento dos lançamentos e das vendas, com avanço da receita e diluição de custos.
E por falar em receita, as entradas líquidas da Cyrela alcançaram R$ 1,331 bilhão no quarto trimestre, avanço de 64,6% ante igual etapa do ano anterior. Já no ano, as receitas somaram R$ 3,146 bilhões, alta de 20,1% ante 2017.
O resultado financeiro foi positivo em R$ 16 milhões no trimestre, aumento de 88,9% ante igual período de 2017, e positivo em R$ 22 milhões no ano, recuo de 21,8%.
A Cyrela informou que seu resultado trimestral teve um impulso de R$ 29 milhões pela participação na construtora Cury e de R$ 37 milhões pela participação no projeto “Ibirapuera by Yoo”.
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Já no outro lado da balança, os impactos negativos foram de R$ 42 milhões com novas contingências; R$ 13 milhões pelo distrato de oito terrenos nas regiões São Paulo, Rio de Janeiro e Sul; R$ 26 milhões sobre o impairment de terrenos e estoques nas regiões São Paulo, Sul, Rio de Janeiro e Belém e R$ 15 milhões pelo aumento da provisão para risco de crédito referente aos distratos.
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No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas
Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato