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Balanço

Sob pressão da concorrência, lucro da Cielo cai 40,4% no 1º trimestre

Resultado da empresa de maquininhas de cartão controlada por Banco do Brasil e Bradesco nos três primeiros meses do ano somou R$ 548,5 milhões e ficou abaixo das projeções do mercado

Prédio da Cielo
Imagem: Cielo/Divulgação

Sob forte pressão da concorrência no mercado de maquininhas de cartão, a Cielo, líder do setor, registrou lucro líquido de R$ 548,5 milhões no primeiro trimestre deste ano. Trata-se de uma queda de 40,4% em relação ao mesmo período de 2018.

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O resultado ficou abaixo das projeções dos analistas, que já esperavam uma piora no resultado. A média das estimativas apontava para um lucro de R$ 588,4 milhões no trimestre, de acordo com dados da Bloomberg.

Se mantiver o mesmo ritmo nos trimestres seguintes, a empresa não conseguirá cumprir a meta de lucro líquido para este ano, que varia entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões.

Em entrevista para comentar os resultados do trimestre anterior, o novo presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, deixou claro: entre manter as margens de lucro e a liderança no mercado que enfrenta uma forte competição, a empresa optou pela segunda.

E os números do primeiro trimestre mostram essa estratégia na prática. A receita líquida da empresa ficou praticamente estável e somou R$ 2,773 bilhões, queda de 0,4% comparação com o mesmo período do ano passado.

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O volume de transações com cartões de débito e crédito nas maquininhas da Cielo até que aumentou 3% em relação aos três primeiros meses de 2018. Mas esse avanço não se refletiu em mais receitas porque a empresa precisou reduzir os preços em meio à forte concorrência no setor.

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O corte nos preços se reflete no percentual do volume de operações realizadas pelas maquininhas que se transformaram em receita para a companhia. O chamado de yield caiu de 1,06% no primeiro trimestre do ano passado para apenas 0,91% entre janeiro e março deste ano.

Gastos maiores

Além da redução nas taxas cobradas dos lojistas que vendem produtos no cartão usando as maquininhas da Cielo, a companhia também contratou 1.000 novos vendedores, chamados de “hunters”. Eles têm como meta obter 2 mil novos credenciamentos por dia.

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Com o aumento nas despesas de pessoal e marketing, os gastos totais da empresa atingiram R$ 2,189 bilhões, um aumento de 22,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O lado bom da maior agressividade comercial é que a empresa conseguiu reverter a tendência de queda na base de maquininhas instaladas.

O número de terminais ativos aumentou 20,1% em relação ao primeiro trimestre e 8% na comparação com dezembro e atingiu 1,916 milhão.

Novos capítulos

É bom lembrar que os resultados da Cielo no primeiro trimestre ainda não sofreram impacto dos mais novos lances da concorrência no mercado de maquininhas.

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As ações da empresa (CIEL3) sofreram uma forte queda na B3 depois que o Itaú cortou para zero as taxas aos lojistas que anteciparem os recebíveis das vendas realizadas nas compras com cartão de crédito em suas maquininhas. Em seguida, o Safra zerou a taxa cobradas nas transações no crédito realizadas pela maquininha SafraPay.

Ontem foi a vez da PagSeguro, do grupo UOL, anunciar que vai pagar na hora os lojistas que usarem as maquininhas da empresa nas vendas no débito ou no crédito.

Como a gestão de Caffarelli já mostrou que vai enfrentar de frente a guerra de preços, é amplamente esperado que a Cielo dê uma resposta à ofensiva da concorrência.

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