Menu
2019-04-30T12:05:07-03:00
Estadão Conteúdo
Foco no próximo desafio

Marinho vê vitória ‘superlativa’ na CCJ com aprovação da reforma da Previdência

Pauta segue agora para a Comissão Especial, que debaterá o tema e ainda precisa ser formada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

24 de abril de 2019
12:22 - atualizado às 12:05
Rogério Marinho
Rogério Marinho - Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, considerou "superlativa" a aprovação da reforma da Previdência na terça-feira, 23, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, pelo placar de 48 votos favoráveis a 18 contrários. "O resultado de ontem é demonstração inequívoca de que parlamento incorporou a pauta. E a pauta é maior que governo, é uma pauta do Brasil", disse Marinho nesta quarta-feira, 24, à imprensa.

A pauta segue agora para a Comissão Especial, que debaterá o tema e ainda precisa ser formada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Temos convicção que vamos aprofundar o debate técnico na Comissão Especial", declarou Marinho. "Nossa responsabilidade é conversar com o parlamento, inclusive com representantes da oposição que tenham algo a acrescentar. A preocupação é esclarecer aos deputados suas dúvidas", continuou o secretário.

Em relação à instalação da Comissão Especial, Marinho lembra que a medida é prerrogativa do presidente da Câmara. "Maia vai consultar líderes partidários e verificar a data mais adequada para instalação da comissão. Espero que até amanhã tenhamos os nomes do relator e do presidente da Comissão", explicou Marinho, dizendo que prefere nomes que tenham afinidade com o tema e possam contribuir para a aprovação da proposta.

O empenho do governo e de parlamentares da base foi ressaltado por Marinho. "Maia tem uma afinidade com o tema que não é de hoje, isso nos dá conforto em relação à condução da matéria", comentou. "A cobrança que ele faz é legítima e o governo está empenhado na aprovação da reforma", frisou o secretário.

Segundo Marinho, o presidente da Câmara "sempre defendeu a reestruturação do sistema previdenciário". "Isso nos dá conforto, pois essa convicção pode ser transposta ao trabalho de convencimento de deputados. É o que esperamos dele e de (Davi) Alcolumbre, no Senado."

Impacto fiscal 

Após a vitória na CCJ, o governo reconhece que terá de debater o tema e até mesmo alterar alguns pontos da proposta, disse Marinho. Ainda assim, ele se diz "convicto de que o impacto fiscal pretendido pelo governo será atingido".

"Seria ingênuo acreditar que não vamos ter que negociar. Faz parte do processo democrático e é legítimo que qualquer parlamentar apresente emendas. Isso não significa concretude", afirmou o secretário. "O que é desidratar? Se fala muito em desidratar, mas a realidade é que mesmo aspectos que suscitem dúvidas podem ser aperfeiçoados e não necessariamente retirados da proposta", apontou Marinho.

As contas do governo apontam para economia de R$ 1 trilhão em 10 anos e Marinho reforçou a importância de um ajuste nesta magnitude. "Se não pagamos os salários de funcionários públicos, imagine como poderemos atender as demandas legítimas da população", pontuou. "Vários Estados estão com salários e benefícios atrasados."

Com a reforma, os investidores terão mais segurança para investir no País, avalia o secretário. "O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de hoje mostrou empregos suprimidos no mercado de trabalho. Há necessidade de mostrar aos investidores que temos segurança fiscal."

O secretário citou as regras de cadastro da aposentadoria rural como exemplo da necessidade da reforma. "Dos aposentados, 32% são segurados da área rural, com 16% da população vivendo nestas áreas, segundo o IBGE. Isso demonstra que pode haver fragilidade no cadastro da aposentadoria rural", ponderou Marinho.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Economia revelou o encerramento de 43.196 postos de trabalho em março, muito abaixo das expectativas do mercado, cujo piso apontava geração de 44 mil vagas, conforme levantamento do Projeções Broadcast.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Dirceu Gardel, CEO da Boa Vista

Lições da pandemia: em meio às incertezas, há de se ter convicções

Apostamos em medidas que nos proporcionam, agora, segurança em nossos esforços de gerar transformações benéficas para o mercado de crédito do país

na agenda

Questões sobre MP da privatização da Eletrobras serão decididas nesta quarta, diz Pacheco

Senado deve discutir inclusive os requerimentos de impugnação de jabutis – como são chamados as emendas com temas estranhos à proposta original

seu dinheiro na sua noite

De carona no trem das commodities

Quando falamos em ações que se beneficiam da reabertura da economia pós-covid, logo se destacam os papéis de empresas ligadas à produção de commodities. Quem vem apostando nesses ativos neste ano está se dando bem. Mas é bem verdade que a “tese da reabertura” já está em andamento. Para quem perdeu esse trem, ainda dá […]

aquisição via controlada

Ambipar compra 100% da Ecológica Nordeste

Negócio está em linha com seu plano estratégico de crescimento, com captura de sinergias e potencial maximização das margens e retorno, diz a empresa

denúncia da fup

Médicos da Petrobras receitam remédio sem eficácia a funcionários com covid-19

A estatal segue o comportamento do governo federal, que liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, defende o tratamento precoce do covid-19 via medicamentos não aceitos pela OMS

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies