🔴 [NO AR] TOUROS E URSOS: QUEM BRILHOU DENTRO E FORA DA ECONOMIA EM 2025? – CONFIRA OS TOUROS DO ANO

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado volta do feriado frustrado com o Fed

BC dos EUA não corrobora expectativas de corte na taxa de juros norte-americana neste ano e abre espaço para uma correção nos preços dos ativos de risco

Olivia Bulla
Olivia Bulla
2 de maio de 2019
5:21 - atualizado às 9:52
Decepção com demora no andamento da reforma da Previdência potencializa sentimento negativo nos negócios locais

Após a pausa pelo Dia do Trabalho, os mercados financeiros voltam a funcionar hoje em várias partes do mundo com um sentimento comum de frustração, que abalou os negócios em Nova York ontem. O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) não corroborou as expectativas dos investidores de que o próximo movimento na taxa de juros seria de corte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não há, neste momento, qualquer razão para apertar ou afrouxar a política monetária, uma vez que o cenário de emprego está mais forte que o esperado e a inflação fraca pode ser “transitória”. Em reação, ontem, o índice S&P 500 registrou a maior queda em seis semanas e o dólar se fortaleceu.

A decisão do Fed de manter a taxa de juros norte-americana no intervalo atual de 2,25% a 2,50% e os comentários de Powell, durante entrevista coletiva, provocaram uma reprecificação nos ativos de risco. Foi o gatilho capaz de engatar uma correção, penalizando as ações, commodities e moedas emergentes.

O problema é que os mercados estavam convencidos de que o próximo movimento do Fed seria um corte, possivelmente já no segundo semestre deste ano. Só que para isso acontecer em breve, “Jay” Powell deixou claro que é preciso que os indicadores econômicos piorem - e muito - pois o cenário mais provável não inclui corte algum.

Tanto que, para controlar as apostas de uma queda iminente no custo do empréstimo nos EUA, o Fed reduziu os juros pagos sobre as reservas excedentes (IOER, na sigla em inglês), de 2,40% para 2,35%. Com a medida, a autoridade monetária tenta obter um controle maior sobre o comportamento das taxas de juros de curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

War and data

Com isso, a atenção do mercado financeiro fica dividida entre os indicadores econômicos norte-americanos e a guerra comercial entre EUA e China, em busca de sinais sobre a saúde da atividade global e a necessidade (ou não) de estímulos adicionais por parte do Fed.

Leia Também

Em relação à disputa entre as duas maiores economias do mundo, a delegação norte-americana encerrou a rodada de negociações em Pequim classificando-a como “produtiva”. Ainda existem obstáculos para um acordo final e as conversas serão retomadas em Washington na próxima semana, quando se espera que um esboço seja alcançado.

A expectativa é de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping assinem um termo até junho. A reversão de tarifas já adotadas e o acesso a mercados-chave na China estão sendo discutidos, mas o governo chinês resiste em abrir mão de subsídios a empresas nacionais, o que forçaria uma mudança na diretriz política do partido comunista.

Além disso, nesta véspera da divulgação do relatório oficial sobre o mercado de trabalho nos EUA, os investidores redobram a cautela, já que a pesquisa ADP mostrou ontem uma criação robusta de vagas no setor privado norte-americano, em um sinal de que o payroll amanhã pode vir igualmente forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a ADP, a economia dos EUA gerou 275 mil postos de trabalho nas empresas em abril, número que ficou bem acima da previsão de alta de 180 mil. Com isso, a estimativa para o payroll do mês passado, de abertura da 187 mil vagas, também foi elevada para algo acima de 200 mil - entre 210 mil e 240 mil - o que manteria a taxa de desemprego em 3,8%.

Mas o que os investidores estão mesmo interessados é no ganho médio por hora, a fim de interpretar se as leituras fracas sobre os preços ao consumidor são mesmo “transitórias”, como disse o Fed. A estimativa é de crescimento de 3,3% no rendimento por hora trabalhada, na média e em base anual.

Wall Street melhora

Os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram em alta hoje, o que abriu espaço para uma melhora nos negócios na Ásia na volta do feriado, ofuscando a queda de ontem em Wall Street. As bolsas de Xangai e de Hong Kong subiram, diante das esperanças de um acordo comercial da China com os EUA na sexta-feira da semana que vem.

Já na Europa, as principais bolsas ainda são afetadas pela decisão do Fed, sem forças para firmar uma direção positiva para o dia. O euro e a libra esterlina, porém, ensaiam ganhos em relação ao dólar, que também perde terreno para algumas moedas correlacionadas às commodities. O petróleo, por sua vez, segue em queda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Previdência só dia 7

Já no Brasil, a reforma da Previdência volta à pauta apenas na próxima semana. A primeira sessão da comissão especial foi marcada para a terça-feira que vem, quando terá início a contagem das atividades. São necessários, no mínimo, dez sessões, para poder colocar o relatório em votação. É nesse período que são apresentadas as emendas à proposta.

O mercado financeiro doméstico está ansioso em relação ao tema e não vê a hora de a tramitação das novas regras para aposentadoria ganhar celeridade. A expectativa do investidor é de que novos tópicos já sejam lançados, como o caso da reforma tributária, já ventilada pela imprensa.

O problema é que enquanto não estiver clara a desidratação que o texto original pode sofrer na comissão especial nem a garantia dos 308 votos necessários para aprovar a matéria no plenário da Câmara, em dois turnos, os ativos locais tendem a seguir vulneráveis à cena política. E, com isso, tudo aquilo que se espera de mudanças para o país fica em suspense.

Para o mercado financeiro, o Legislativo não deu conta da importância e da urgência da agenda de reformas do governo nem da gravidade da situação fiscal do Brasil. Houvesse essa sensibilidade, a comissão especial retomaria os trabalhos já nesta quinta-feira e não apenas no próximo dia 7, perdendo dias preciosos para acelerar tramitação...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa demora no andamento da Previdência entre os deputados abre espaço para as críticas e manifestações contrárias à reforma. Ontem, feriado do Dia do Trabalho, milhares de pessoas foram às ruas para protestar, em um movimento que uniu as centrais sindicais pela primeira vez em São Paulo.

Aos gritos e bandeiras de “fora Bolsonaro”, a celebração do 1º de Maio virou um desagravo ao governo e pode afetar ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que registrou queda recorde na aprovação antes de completar os primeiros cem dias de mandato. E a perda de apoio entre a população pode abalar o capital político do Executivo, dificultando as negociações com o Congresso sobre a aprovação da reforma.

Em pronunciamento em cadeia nacional, em razão do Dia do Trabalho, Bolsonaro atribuiu as “dificuldades iniciais” de mandato às “concepções políticas antagônicas”, creditando os obstáculos às diferenças ideológicas com governo anteriores. Com quase 30 milhões de brasileiros não trabalhando ou trabalhando menos do que gostariam, o presidente dedicou sua fala à medida da liberdade econômica, que faz um afago aos empreendedores.

Volta do feriado tem agenda fraca

A agenda econômica desta quinta-feira está mais fraca, no Brasil e no exterior. Por aqui, destaque para os dados da balança comercial em abril, a partir das 15h. Na safra de balanços, o Itaú publica o resultado financeiro referente ao primeiro trimestre deste ano, após o fechamento da sessão local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, merece atenção a decisão de juros do Banco Central da Inglaterra (BoE), às 8h. No mesmo horário, a autoridade monetária publica o relatório trimestral de inflação. Já nos EUA saem (9h30) os pedidos semanais de auxílio-desemprego e dados sobre o custo da mão de obra e a produtividade no país, além das encomendas às fábricas (11h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

OS MAIORES DO ANO

Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking

19 de dezembro de 2025 - 14:28

Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel

MEXENDO NO PORTFÓLIO

De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação

19 de dezembro de 2025 - 11:17

Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar

MERCADOS

“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237

18 de dezembro de 2025 - 19:21

Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)

ENTREVISTA

‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus

18 de dezembro de 2025 - 19:00

CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.

OTIMISMO NO RADAR

Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem

18 de dezembro de 2025 - 17:41

Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário

PROVENTOS E MAIS PROVENTOS

Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025

18 de dezembro de 2025 - 16:30

Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira

ONDA DE PROVENTOS

Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall

18 de dezembro de 2025 - 9:29

A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão

HORA DE COMPRAR

Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo

17 de dezembro de 2025 - 17:22

Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar