Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Ibovespa e mercados: Novo mês, velhos temas
Menu
2019-07-01T06:48:53-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

A Bula da Semana: Novo mês, velhos temas

Guerra comercial e reforma da Previdência continuam no radar do mercado financeiro, mas investidor fica com a sensação de novidades sobre esses temas em julho

1 de julho de 2019
6:48
novomes (1)
A depender do progresso entre EUA e China e na Câmara dos Deputados, Fed e Copom podem agir

O mercado financeiro vira a folhinha do calendário para o mês de julho e renova as esperanças em relação à reforma da Previdência e à guerra comercial, que podem ter definições importantes ao longo deste segundo semestre. Na Câmara, é grande a expectativa pela votação da proposta na comissão especial nesta semana, ao passo que uma nova trégua entre Estados Unidos e China traz algum alívio aos ativos de risco hoje.

Após uma reunião amigável, os presidentes Donald Trump e Xi Jinping sorriram e apertaram as mão, durante o G20, no Japão. Washington decidiu adiar a tarifa de 25% sobre os US$ 300 bilhões de produtos chineses que ainda não estão sobretaxados bem como permitir a venda de componentes de tecnologia à fabricante Huawei. Com isso, as conversas entre os dois países devem ser retomadas em breve, em direção a um acordo.

E os ativos globais respiram aliviados com essa boa notícia nesta segunda-feira, já que não houve uma escalada da tensão entre as duas maiores economias do mundo. Ainda assim, os investidores devem ir devagar com o otimismo, pois ainda é preciso haver um avanço concreto nas negociações para reduzir o impacto na economia global - e tudo isso em meio à eleição presidencial norte-americana, que começa em 2020, mas já está em andamento.

Por ora, a trégua reduz alguns riscos à atividade, mas não os elimina, deixando os mercados mais reféns dos indicadores econômicos. O Federal Reserve também está atento a esses riscos e tem condicionado um ajuste nos juros norte-americanos a eventuais sinais de desaceleração nos EUA. Um corte na taxa só deve ser impedido se houver maior certeza nas relações comerciais combinada com um cenário de pleno emprego e inflação crescente.

E o destaque da semana fica com os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA, o chamado payroll. Os números serão conhecidos na sexta-feira, mas a reação à geração de vagas, ao ganhos médio por hora e à taxa de desemprego no país pode ficar esvaziada, por causa do feriado pelo Dia da Independência, na quinta-feira. Aliás, Wall Street fecha mais cedo já no dia 3 de Julho.

Previdência tem semana decisiva

No Brasil, todos os olhos estão voltados para Brasília, onde o parecer sobre as novas regras para aposentadoria deve ser lido amanhã, sendo colocado para votação no dia seguinte. Após os atos de ontem em 88 cidades de todo o país, a ala política pode se mostrar motivada (pressionada?) em atender aos anseios de boa parte da população.

Tudo vai depender dos deputados e governadores chegarem a um consenso sobre a inclusão dos servidores estaduais e municipais na proposta de reforma da Previdência. O prazo final para um acordo entre as partes e a reinclusão de estados e municípios no texto é amanhã, dando tempo para ajustes finais no parecer que será lido pelo relator horas depois.

Vencida essa etapa na comissão especial, governo e Congresso acreditam na apreciação da matéria no plenário da Câmara, em dois turnos, até 18 de julho - ou seja, antes do início do recesso parlamentar. Se a reforma da Previdência for aprovada ainda neste mês, será um ponto de partida para apreciação de outros projetos importantes, como a reforma tributária, bem como para a retomada do ciclo de cortes de juros (Selic) pelo Banco Central.

O mercado financeiro trabalha com uma queda total de até 1 ponto percentual na taxa básica, renovando o piso histórico para 5,50%. No entanto, o início do processo ainda depende totalmente dos desdobramentos na cena político, que, por oras, são pouco claros. Ainda há a possibilidade de o BC começar a cortar em julho, mas também crescem as chances de início do processo apenas em setembro.

Embora o mercado ainda divida as apostas sobre qual seria a amplitude e a duração de eventual corte, esse novo contexto de expectativa para a Selic tem ajudado a sustentar a Bolsa brasileira no patamar dos 100 mil pontos, retirando gordura dos prêmios na curva implícita de juros futuros. O dólar, por sua vez, também tem refletido fatores externos.

Entre os indicadores econômicos domésticos, as divulgações mais importantes estão relacionadas ao desempenho da indústria. A produção industrial em maio será divulgada amanhã e deve confirmar as expectativas de um desempenho fraco, reforçando as chances de um Produto Interno Bruto (PIB) próximo à estabilidade no segundo trimestre. Na quinta-feira, saem os indicadores antecedentes da indústria automotiva em junho.

Confira os principais destaques desta semana:

Segunda-feira: O mercado financeiro reage à trégua entre EUA e China no G20, abrindo espaço para a retomada das negociações comerciais. A 12ª rodada de conversas entre os dois países pode ser marcada em breve. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, as tratativas serão baseadas na “igualdade” e no “respeito”.

Também é importante ficar de olho hoje na reunião do cartel de países produtores e exportadores de petróleo (Opep), que acontece até amanhã. A expectativa é de que o corte na produção da commodity seja estendido até o fim do ano. No Brasil, destaque para a pesquisa Focus do BC (8h25), que pode trazer novas revisões nas estimativas do mercado.

Terça-feira: Os números da produção industrial brasileira em maio, calculados pelo IBGE, são os destaque do dia. Os dados serão conhecidos às 9h e não se espera um número capaz de mudar a percepção geral de que a economia brasileira estagnou recentemente, apesar da expectativa por um crescimento robusto na comparação anual, passados os efeitos na atividade da paralisação dos caminhoneiros em maio de 2018.

Quarta-feira: Os mercados em Nova York fecham mais cedo, às 14h (de Brasília). Ainda assim, merecem atenção as leituras finais dos índices dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade nos setores industrial e de serviços no Brasil e na zona do euro. Nos EUA, sai a pesquisa ADP sobre a geração de vagas no setor privado norte-americano, tida como uma prévia do payroll.

Quinta-feira: O feriado pelo Dia da Independência dos EUA mantém Wall Street fechada.

Sexta-feira: As atenções se voltam para o emprego nos EUA. A expectativa é de abertura de 180 mil postos de trabalho em junho, com a taxa de desemprego permanecendo em 3,6%, no menor nível desde 1969. O último relatório, referente ao mês de maio, mostrou a geração de apenas 75 mil vagas, estimulando especulações sobre cortes de juros pelo Fed.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Alguém anotou a placa?

Coronavírus derrubou quase tudo em fevereiro; só o dólar e uma parte da renda fixa se salvaram

Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos; dólar disparou, bolsa desabou, e até alguns títulos de renda fixa tiveram desempenho negativo no mês.

Dinheiro no bolso

Banco do Brasil aprova pagamento de R$ 517,4 milhões em juros sobre capital próprio

Total a ser pago, relativo ao primeiro trimestre de 2020, equivale a R$ 0,1814 por ação

Seu Dinheiro na sua noite

O que nós fizemos depois da queda da bolsa

Eu sei que assistir de braços cruzados à forte queda das ações em meio à completa falta de clareza sobre os impactos do coronavírus nos investimentos é difícil. Mas foi exatamente o que nós aqui do Seu Dinheiro fizemos. Bem, não ficamos exatamente de braços cruzados. Acompanhamos de perto todos os desdobramentos deste momento delicado […]

Perdas generalizadas

Coronavírus derruba o mercado e faz o Ibovespa cair 8,43% em fevereiro, o pior mês desde maio de 2018

O coronavírus se espalhou pelo mundo e trouxe uma enorme onda de aversão ao risco às bolsas. Como resultado, o Ibovespa desabou em fevereiro e o dólar à vista renovou as máximas, flertando com o nível de R$ 4,50

Pensando nas taxas

Goldman Sachs prevê 3 cortes de juros pelo Fed até junho com coronavírus

Primeira redução seria de 0,25 ponto já na reunião do próximo do comitê, marcada para os dias 17 e 18 de março

Polêmica em Brasília

Presidente do Senado convoca sessão para votar vetos do Orçamento impositivo

Projeto obriga o governo a pagar todas as emendas parlamentares neste ano

BC dos EUA

FED: fundamentos da economia continuam sólidos, mas coronavírus representa risco

Declaração foi dada pelo presidente do FED, Jerome Powell, em comunicado divulgado nesta sexta-feira

REAL DESVALORIZADO

Real está no topo da lista das moedas de emergentes com maior queda desde janeiro

Segundo o levantamento, o real está atrás até mesmo de moedas como o Rand Sul-africano (ZAR) e o peso colombiano (COP). Mas o movimento de depreciação de moedas emergentes em relação ao dólar não é único no Brasil

Ouça o que bombou na semana

Podcast Touros e Ursos: Como navegar as águas turbulentas do mercado?

O surto de coronavírus pegou os mercados em cheio, provocando enormes perdas ao Ibovespa e fazendo o dólar disparar rumo a novas máximas. Nesse cenário, nossos repórteres discutem como se comportar em meio ao tsunami de notícias negativas e proteger seus investimentos. Confira os destaques da semana: O coronavírus chegou com tudo aos mercados Dólar […]

Militares nas ruas

Governo federal confirma prorrogação de GLO no Ceará até dia 6 de março

Prazo original também tinha duração de uma semana e venceria nesta sexta-feira, 28

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements