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Companhia registrou um lucro líquido de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo o prejuízo de R$ 1 bilhão do trimestre passado e uma cifra parecida do mesmo período de 2018
As ações da BRF dispararam no início do pregão desta sexta-feira, 9, reagindo aos resultados do segundo trimestre de 2019 divulgados pelo grupo. Os papeis ordinários (BRFS3) registravam alta de 7,82%, a R$ 39,16, por volta das 10h30. Você pode acompanhar nossa cobertura de mercados aqui.
Mas o que os investidores viram? Para começar, a empresa enfim saiu do vermelho e registrou um lucro líquido de R$ 191 milhões no segundo trimestre. Nos três primeiros meses, a companhia havia registrado um prejuízo de R$ 1 bilhão. O resultado é também uma reversão do prejuízo de R$ 1,435 bilhão no mesmo período de 2018.
Segundo o balanço da BRF, a receita líquida no trimestre ficou em R$ 8,338 bilhões - alta anual de 18,0%. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,547 bilhão, avanço de 333,9% ante o segundo trimestre do ano anterior, com margem de 18,6%, maior que a de 5,0% um ano atrás.
A alavancagem - relação entre dívida líquida e ebitda ajustado - teve queda expressiva de março para junho, indo de 5,64 vezes a 3,73 vezes."Esse movimento reflete a disciplina de execução do nosso plano de reestruturação operacional e financeira iniciada no segundo semestre do ano passado", diz a BRF em comunicado, destacando a expansão das margens operacionais
No balanço dos três primeiros meses de 2019, a empresa divulgou que tinha como meta reduzir a alavancagem financeira até o fim de 2019. Os números divulgados hoje dão uma dimensão de como estão os planos da empresa.
Fato é que o ebitda ajustado ficou em R$ 1,547 bilhão, avanço de 333,9% ante o segundo trimestre do ano anterior, com margem de 18,6%, maior que a de 5,0% um ano atrás. A empresa destacou que o Ebitda teve o efeito de R$ 157 milhões do IFRS 16, adotado a partir de 1º de janeiro de 2019.
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O dado inclui ainda o impacto negativo de uma provisão referente ao recolhimento de ICMS sobre produtos da cesta básica, de cerca de R$ 360 milhões no Ebitda e de R$ 390 milhões no resultado financeiro, e a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, de R$ 690 milhões e R$ 340 milhões, respectivamente.
O efeito líquido desses lançamentos gerou um ganho de R$ 328 milhões no Ebitda ajustado do segundo trimestre. O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 619 milhões, 18,0% menor que no mesmo período do ano passado.
A BRF lembrou ainda que o volume de vendas do segmento Brasil teve queda anual de 3,5% no segundo trimestre deste ano, para 519 mil toneladas. A companhia considera o recuo como consequência da alta nos preços médios, que subiram 14,8%, chegando a R$ 7,86 o quilo.
Esse avanço nos preços compensou, segundo a BRF, a alta de custos decorrente do maior preço dos grãos - o preço médio subiu 14,7% na comparação anual - e o aumento do frete. A receita operacional líquida do segmento subiu 10,8% chegando a R$ 4,082 bilhões.
O segmento internacional teve alta em todas as categorias. O volume de vendas subiu 4,3%, para 504 mil toneladas, no segundo trimestre deste ano em relação ao segundo trimestre de 2018. Já a receita operacional líquida subiu 24,1% no período, para R$ 3,985 bilhões, impulsionada pelo avanço de 19,0% no preço médio, que ficou em R$ 7,90 o quilo. O lucro bruto ficou em R$ 1,047 bilhão, avanço anual de 210,0%.
*Com Estadão Conteúdo
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