Menu
2019-01-16T19:02:59-02:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Moção de desconfiança vencida

Theresa May livra sua cabeça da degola e convoca nova negociação para um acordo do Brexit

Parlamento britânico salva novamente a cabeça da premiê um dia após uma derrota histórica do governo sobre o acordo do Brexit

16 de janeiro de 2019
18:04 - atualizado às 19:02
Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido
May afirmou que seu governo voltará ao Parlamento na segunda-feira com uma nova proposta de acordo para o Brexit - Imagem: Shutterstock

Salva mais uma vez! Um dia depois de sofrer uma grande derrota no Parlamento do Reino Unido, a primeira-ministra britânica, Theresa May, venceu nesta quarta-feira, 16, a moção de desconfiança protocolada contra seu governo.

No total, foram 325 votos favoráveis a May e 306 contra. A vitória de hoje foi bem mais apertada do que o resultado da última moção protocolada contra a premiê, em dezembro do ano passado. Na ocasião, May venceu o processo por 200 votos a 117.

De acordo com a mídia local, a vitória da premiê foi movida mais pela estratégia do Partido Conservador em se garantir no governo do que propriamente uma iniciativa de proteção a May.

Seguindo em frente

Minutos depois o resultado, May afirmou que seu governo voltará ao Parlamento britânico na segunda-feira, 21, com uma nova proposta de acordo para o Brexit. A versão antiga, apresentada ontem por ela, foi rejeitada pelos parlamentares por uma margem histórica (432 votos contra e 202 a favor)

A chefe britânica também convidou líderes partidários a se reunirem com ela já na noite de hoje. O líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, também fez um pronunciamento após o resultado da moção, afirmando que o governo "deve remover a possibilidade de um Brexit sem acordo".

O principal entrave para o acordo do Brexit está no chamado backstop, uma cláusula de proteção em relação à fronteira irlandesa. Esse mecanismo funcionaria como uma salvaguarda para impedir a colocação de uma fronteira física entre a Irlanda - membro da União Europeia - e a Irlanda do Norte após o divórcio dos britânicos com a UE.

Soft May?

Após a tempestade que durou 24 horas, a aposta agora é de que May deve baixar o tom nas negociações com o Parlamento. A avaliação é da equipe de analistas da Continuum Economics, que publicaram uma nota dizendo que "os comentários de May antes do voto de desconfiança não sugeriram muita flexibilidade, mas ela pode ter um pouco mais agora que sobreviveu".

Em seu discurso pós-moção, a premiê disse que quer conversar com os líderes dos outros partidos, que não apenas o seu Conservador, para preparar o Plano B para o Brexit. A principal aproximação deve se dar com o Partido Trabalhista, mas, para receber o apoio da oposição, ela provavelmente teria que concordar em permanecer na união aduaneira e abandonar uma grande parte do seu próprio partido.

Próximos passos

Pelo cronograma, o Brexit deve ser consumado às 23 horas de 29 de março deste ano. Faltam, portanto, apenas 10 semanas para se esgotar o prazo legal da retirada e uma série de incertezas e caminhos possíveis pela frente. Entre todas as possibilidades, há até mesmo a de a separação nem ocorrer. O que o mercado financeiro gostaria de ouvir é que um consenso de última hora poderá ser alcançado a qualquer instante.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

RECUPERAÇÃO EM RISCO

Economistas alertam para efeitos de volta da covid-19

Por enquanto, economistas descartam reversão da retomada, mas esperam desaceleração no ritmo, postergando retorno da atividade ao nível pré-pandemia

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

9 notícias para começar o dia bem informado

Um dos fenômenos dos processos de evolução é abalar os mercados ineficientes. Os mais velhos certamente se lembram do tempo em que comprar uma linha telefônica era um “investimento”. O sistema de telefonia brasileiro era tão ruim que a escassez de oferta gerava um mercado paralelo. Você pode até xingar a Vivo, Claro, TIM e […]

DINHEIRO NO BOLSO

Construtora Tenda vai pagar R$ 13,7 milhões em dividendos

Montante equivale a R$ 0,13952 por ação e será repassado a partir de 16 de outubro

condição para investimentos

Audi pode deixar de produzir carros no Brasil se governo não pagar dívida

Desde o ano passado há boatos de que a empresa deixaria de produzir automóveis no País porque os investimentos para fabricar as novas versões de A3 e Q3 seriam elevados

esquenta dos mercados

Preocupação com segunda onda da covid-19 segue azedando os mercados em dia de agenda esvaziada

Na falta de novidades locais, o mau humor dos investidores estrangeiros deve impactar a bolsa brasileira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements