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Premiê britânico quer suspender Parlamento; medida acelera Brexit sem acordo

Oposição classifica fechamento da Casa como “uma afronta escandalosa” à democracia; libra reage em forte baixa

28 de agosto de 2019
9:04 - atualizado às 15:07
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. - Imagem: Shutterstock

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai pedir à rainha Elizabeth 2ª para suspender as atividades do Parlamento por cinco semanas, entre meados de setembro e 14 de outubro, disse a BBC. Na prática, a medida deve deixar o brexit mais longe de um acordo.

A libra reagiu em forte baixa ao gesto de Johnson. Às 7h55 (de Brasília), a moeda britânica recuava a US$ 1,2207, de US$ 1,2287 no fim da tarde de ontem, após atingir mais cedo a mínima intraday de US$ 1,2155.

O premiê britânico quer suspender o Parlamento a partir de 11 de setembro e programar o chamado Discurso da Rainha - para apresentar planos do governo - para 14 de outubro, marcando a volta dos trabalhos legislativos.

Com medida, os deputados, que agora estão em recesso, terão menos tempo para impedir que o Reino Unido saia da União Europeia sem acordo. A data limite é 31 de outubro.

Johnson chegou a dizer que deseja sair da UE em 31 de outubro com um acordo, mas que está disposto a um brexit sem um acordo, em vez de perder o prazo.

Apesar de críticas de que o Parlamento não terá condições de tentar evitar um Brexit sem acordo, Johnson disse que haverá "bastante tempo" para os legisladores debaterem o assunto.

O vice-líder trabalhista, Tom Watson, tuitou que a medida era uma "afronta escandalosa à nossa democracia". Já o ex-chanceler do governo de Theresa May, o deputado Tory Philip Hammond, a chamava de "profundamente antidemocrática".

*Com Estadão Conteúdo 

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